Accept: este é o melhor trabalho da banda

Resenha - Blood of the Nations - Accept

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Por Ricardo Mazzo
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Não sou um exímio estudioso de ACCEPT e também nunca fui o maior fã do Udo, vocalista original da banda e uma lenda viva do Heavy Metal. No entanto, já ouvi muitas e muitas músicas soltas de um álbum ou de outro. O trabalho que sempre me chamou a atenção foi o "Restless And Wild" de 1982, com seu Metal cadenciado e suas doses certas de pancadaria. Por outro lado, sempre achei o som da banda extremamente cru, o que agrada a muitos, mas não muito a mim.
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Quando me falaram que o novo trabalho da banda, "Blood Of The Nations", estava espetacular, já logo imaginei que viria outro álbum bom, daqueles que se ouve quatro ou cinco vezes em um ano e depois vai para a prateleira. Mas admito que fiquei curioso para saber o que o ACCEPT tinha feito depois de tanto tempo sem lançar nada inédito em estúdio, o primeiro sem Udo, substituído pelo "desconhecido" Mark Tornillo.

"Beat The Bastards", primeira faixa do álbum, surra o ouvinte durante mais de 5 minutos. O tal Mark Tornillo é simplesmente um animal cantando, uma mistura de Brian Johnson (AC/DC) com o próprio Udo, somada ainda a empolgação de se estar gravando o primeiro trabalho em sua nova banda. Fora isso, a distorção das guitarras está perfeita, o que dá o peso que eu sempre achei que faltava.

O nome da próxima música já mostra o que vem pela frente: "Teutonic Terror". Heavy Metal Clássico livro-texto, deveria ser ensinado nas escolas! Outra faixa de 5 minutos muito bem distribuídos, solos simples e diretos ao ponto, peso na medida certa e Tornillo jogando a primeira pá de cal em Udo, que optou por seguir carreira solo e não voltar para a banda.

Naqueles 3 segundos entre uma música e outra, pensei que se viesse mais uma como as duas primeiras, já seria o melhor álbum de 2010. Não veio, mas não fiquei desapontado, eu precisava de um pouco de ar. "The Abyss" é uma composição sombria, bastante cadenciada e que apresenta o novo vocalista pela primeira vez cantando sem "distorção" em sua voz em algumas partes.

Quando eu menos esperava, fui acertado no rosto por um riff arrasador, que me fez escutá-lo muitas e muitas vezes na seqüência. A música que dá título ao álbum é sensacional do começo ao fim. Riff perfeito, refrão raivoso e aquele coro característico da banda. E que se faça justiça ao excepcional guitarrista e compositor que é Wolf Hoffmann. Está de parabéns! Essa faixa é um presente para nós, headbangers.

"Shades Of Death" acerta onde "The Abyss" deixou a desejar. Cadenciada na medida certa, feita para o público pular e cantar com esse excelente vocalista que é Mark Tornillo. Quem não deve estar muito feliz é a TT QUICK, antiga banda dele.

"Locked And Loaded" volta a agredir o extasiado ouvinte com uma rapidez absurda e um refrão feito para implodir qualquer casa de show pelo mundo. Com apenas essas 6 primeiras faixas, o ACCEPT mostra que está de volta, que não precisa de Udo e que tem muitos anos ainda pela frente. "Kill The Pain" é a única música do CD que não contou com Hoffmann na composição e a única que teve Herman Frank, o outro guitarrista. Eu, como fanático pelo GRAVE DIGGER que sou, nunca gostei daquelas músicas lentas e "românticas" que Chris Boltendahl (vocalista e líder da banda) adora colocar em todo santo álbum. Mantendo a coerência, não fui com a cara dessa 8ª composição, apesar de admitir que combina bem com um copo de whisky depois de um dia estressante de trabalho.

A dupla "Rolling Thunder" e "Pandemic" coloca o álbum nos trilhos novamente, com refrões assustadores, solos bem elaborados e Tornillo arrepiando nos vocais. A essa altura do campeonato, as 3 últimas músicas poderiam ser horríveis que eu já estaria absurdamente satisfeito com o que tinha ouvido até então.

"New World Comin'" começa lenta, como eu esperava que fosse acontecer. No entanto, o refrão surpreende, é solto e atinge o objetivo de manter a grande performance do restante do álbum. "No Shelter" está abaixo da média, mas tem um pedal duplo na bateria que muito me agrada. Para fechar essa obra-prima, vem a porrada "Bucket Full Of Hate". Vejo essa música como um grande resumo do "Blood Of The Nations": muito peso, ótimos solos, Tornillo exemplar, partes lentas bem alocadas e um ouvinte ainda estarrecido com o que presenciou.

Álbum clássico por definição! Como falei no começo dessa resenha, apesar de conhecer boa parte da discografia, nunca fui o maior seguidor de ACCEPT, mas mando um "all in" que este é o melhor trabalho da banda. Os fãs mais xiitas de Udo Dirkschneider que me perdoem, mas ele acabou fazendo um favor ao Heavy Metal ao não querer voltar nesse momento. Agradeço tudo que ele fez pelo estilo, mas acho bom que ele goste dessa carreira ao estilo Paul Di'Anno, já que Mark Tornillo veio para ficar.

ACCEPT – "Blood of the Nations" – 2010

Tracklist:
1. Beat the Bastards (9)
2. Teutonic Terror (10)
3. The Abyss (6)
4. Blood of the Nations (9)
5. Shades of Death (8)
6. Locked and Loaded (7)
7. Kill the Pain (5)
8. Rolling Thunder (7)
9. Pandemic (9)
10. New World Comin (7)
11. No Shelter (7)
12. Bucket Full of Hate (7)

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Sobre Ricardo Mazzo

Cresci ouvindo muito Punk Rock e Hardcore, mas migrei para o Heavy Metal há alguns anos. No entanto, não abro mão de um bom Bad Religion. Acredito piamente que se Pelé fosse um pouco melhor seria chamado de Kai Hansen ou teria composto a “The Trooper”. Estudei guitarra, tive banda, freqüentei inúmeros shows e criei o blog #dicarock. Up the Irons!

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