Accept: Coeso e repleto de músicas de impacto imediato
Resenha - Blood of the Nations - Accept
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 28 de agosto de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Por mais que possa ser considerada uma das mais influentes bandas do power metal melódico do mundo, os germânicos do ACCEPT sempre se mostraram muito dependentes do seu carismático vocalista UDO DIRKSCHEINER. O grupo, que encerrou as atividades na década de noventa no momento em que o cantor decidiu continuar em carreira independente, preparou um triunfante retorno mais de dez anos depois. Na sua primeira empreitada desde o derradeiro "Predator" (1996), o quinteto alemão atualiza aqui o gênero que ajudou a construir a partir de uma roupagem moderna e extremamente atraente.
De qualquer modo, não há dúvidas de que a grande expectativa criada em torno de "Blood of the Nations" esteja relacionada ao novo vocalista escolhido pelo ACCEPT. Por mais que o conjunto tenha se aventurando com dois ou três substitutos para UDO DIRKSCHNEIDER no passado, cada um fracassou de modo definitivo em um curtíssimo período. Em contrapartida, a performance de Mark Tornillo (ex-TT QUICK) vai claramente no caminho oposto às tendências mais pessimistas de outrora. O novo frontman do grupo não só foi capaz de manter aqui as características sonoras do power metal clássico intactas, como ainda abriu uma pequena brecha para novas influências. Não é por acaso que a sua voz se aproxima de Brian Johnson (AC/DC) e de Jon Oliva (ex-SAVATAGE) em muitos momentos diferentes da obra.

Com a assinatura do renomado produtor Andy Sneap (ARCH ENEMY e MEGADETH), o décimo álbum de estúdio do quinteto germânico evidencia os aspectos mais agressivos do power metal em detrimento da velocidade quase que extrema de obras clássicas como "Restless and Wild" (1982). Embora não possa ser apontada como uma novidade, a fórmula adotada em "Blood of the Nations" possui uma pegada extremamente eficiente e adequada para a atual proposta do ACCEPT. O vigor de músicas aparentemente simples é conduzido em uma performance verdadeiramente intensa e impactante. De certa forma, a dupla Wolf Hoffmann e Herman Frank (guitarras) – que não atuava em parceria desde o definitivo "Balls to the Wall" (1983) – assume a dianteira entre os principais destaques da obra. O trabalho dos dois músicos esbanja sintonia e bom gosto desde a abertura do material, com a interessantíssima "Beat the Bastards".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Não há dúvidas de que a sonoridade de "Blood of the Nations" está perfeitamente moldada para a voz rouca e grave de Tornillo – e para o desempenho avassalador dos dois excelentes guitarristas. No entanto, o baixista Peter Baltes, mesmo ficando na sombra dos outros três integrantes, precisa ser reconhecido aqui como um exímio compositor. Outras grandes faixas da obra, como "Teutonic Terror" e "The Abyss" passam por suas mãos e evidenciam os riffs pesados de outrora juntamente com os coros épicos de cada refrão. Porém, mesmo em menor escala, as melodias aparecem para dar um contorno diferenciado e claramente particular para "Blood of the Nations" – outro grande momento do disco. Do mesmo modo, "Shades of Death" deixa de lado o peso intrínseco das músicas anteriores para apostar em uma abordagem mais cadenciada e pretensiosamente rica em detalhes técnicos, comandados pelo baterista Stefan Schwarzmann.

Embora pouco contribua para no quesito originalidade, power metal do ACCEPT é honesto e extremamente eficiente justamente por não querer dar um novo rumo ao gênero iniciado ainda nos anos setenta pelo próprio grupo. Como prova, a contagiante "Locked and Loaded" possui todas as (ótimas) credenciais agressivas para encorpar ainda mais o hall de músicas que merecem destaque. Na sequência, a fórmula reparece muitíssimo bem em "Rolling Thunder" e em "No Shelter". O estilo adotado aqui pelo quinteto alemão possui um interessante contraponto, sobretudo para os fãs que costumam se cansar diante de uma proposta aparentemente massiva. A cadenciada "Kill the Pain" e a melódica "New World Comin’" (que soa como o HELLOWEEN dos anos oitenta) complementam de maneira qualificada a obra dos germânicos.

O encerramento do álbum com a intensa "Bucket Full of Hate" – outra que merece ser apreciada com cuidado – antecede a faixa-bônus "Time Machine" na versão digipack/importada do disco. Por mais que UDO DIRKSCHEINER busque alfinetar a continuidade do ACCEPT sem a sua voz, a verdade é que Wolf Hoffmann & Cia. atingiram aqui mais uma vez a magnitude dos discos clássicos e obrigatórios do passado da banda. Não há dúvidas de que "Blood of the Nations" é um álbum coeso e repleto de músicas de impacto imediato – e o caminho pelo qual o grupo reencontrará o sucesso de outrora – agora com a assinatura de Mark Tornillo.
Track-list:
01. Beat the Bastards
02. Teutonic Terror
03. The Abyss
04. Blood of the Nations
05. Shades of Death
06. Locked and Loaded
07. Kill the Pain
08. Rolling Thunder
09. Pandemic
10. New World Comin’
11. No Shelter
12. Bucket Full of Hate
13. Time Machine

Outras resenhas de Blood of the Nations - Accept
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Dave Mustaine diz que Megadeth talvez se apresente novamente no Brasil
Dave Mustaine ficou surpreso com a recepção a "Hey God?", faixa do último disco do Megadeth
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
A música da década de 1950 que David Gilmour chamou de perfeita: "É pura magia"
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
"Painkiller" aproximou o Judas Priest de Megadeth e Pantera, segundo K.K. Downing
Randy Blythe (Lamb of God) responde a Max Cavalera sobre vocalistas que o influenciaram
A dura que Robert Plant deu em Lenny Kravitz e gerou uma linda amizade
Malmsteen: Slash, Vai, Satriani e Wylde falam do guitarrista
A banda esquecida que merece créditos por ser uma das pioneiras do heavy metal

Accept anuncia "Teutonic Titans 1976-2026", álbum que comemora seus 50 anos
Ex-vocalista gostaria de participar da turnê que celebra 50 anos do Accept
"Não tenho mais qualquer relação com Wolf Hoffmann", declara Udo Dirkschneider
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

