Accept: riffs marcantes, refrãos em coro, está tudo ali
Resenha - Blood of the Nations - Accept
Por Felipe Cepollini
Postado em 14 de setembro de 2010
Nota: 9 ![]()
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Já se passaram 14 anos desde o último álbum de estúdio do ACCEPT, e, sinceramente, nunca imaginei que um dia eles pudessem voltar a gravar um novo álbum, ainda mais sem a voz da banda, o baixinho com cara de irritado UDO. Eu mesmo até torcia pra isso nunca acontecer, até porque poderia estragar o nome da banda com um disco de baixa qualidade. Então, quando a banda anunciou seu retorno com um novo vocalista, meus cabelos ficaram em pé, pensamentos do tipo "eles vão acabar com o nome do ACCEPT" vieram à cabeça e os primeiros vídeos que surgiram com a nova formação me desanimaram muito.

Obviamente, assim que a banda lançou "Blood of The Nations", eu fui ouvir o álbum com um pé atrás, afinal, era o primeiro álbum em 14 anos e sem o UDO nos vocais. Eu estava esperando ouvir algumas boas idéias aqui e ali, mas imaginava um álbum bem fraco. Felizmente, tenho a imaginação bem fraca, porque o disco é muito bom.
Durante seus mais de 60 minutos, o que se ouve em "Blood of the Nations" é um típico álbum do ACCEPT: riffs marcantes, refrãos em coro, cozinha simples mas bem marcada... Pra definir em poucas palavras, isso é aqui é um baita disco de Heavy Metal! Logo na primeira audição, o ouvinte já cai nas graças das composições (o IRON MAIDEN tá precisando de um lição), não é um daqueles álbuns onde são necessárias 5 ou 6 audições pra entender o que tá rolando no alto falante.
É difícil encontrar destaques, já que todas as músicas são extremamente consistentes. O riff inicial de "Beat the Bastard" já convida o ouvinte ao "headbanging", e dá uma idéia geral de como é o álbum. A faixa seguinte, "Teutonic Terror" já nasceu clássica, e enquanto o Accept estiver fazendo shows, essa música vai estar no setlist. "Lock and Loaded" dá uma acelerada nas coisas, guitarras dobradas e refrão pegajoso. Em "New World Coming", assim que as guitarras disparam os riffs, a gente logo se lembra de "Princess of the Dawn". Não é uma cópia, mas a estrutura é bem similar a um dos maiores clássicos da banda. Temos também "Bucket Full of Hate" com uma intro que parece começo de música de ninar... Mas então chegam as guitarras detonando tudo! É uma daquelas músicas "pesadonas", com coros "ooohhh" durante o fim da música, e fecha o álbum com classe.
Tá bom, deu pra perceber que o álbum é de ótima qualidade, praticamente sem nenhum defeito (a capa é um ruim, mas qual capa do ACCEPT é boa?), os músicos são veteranos, se conhecem há muito tempo e sabem fazer músicas de qualidade. Mas o que dizer de Mark Tormillo? Bom, o cara dá conta do recado sem problema nenhum. E ele não é uma cópia do UDO, não! Ele tem seu próprio estilo com uma voz rouca, mas longe de ser cópia, e se encaixou muito bem no som do ACCEPT. Não sei como vai ser ele cantando os clássicos da banda, mas se julgarmos por seu desempenho nesse ótimo "Blood of the Nations", o cara vai conseguir levar tudo numa boa.
Compre e bata cabeça até o cérebro sair do lugar, porque isso aqui meu amigo, é Heavy Metal de verdade!
Tracklist:
1. Beat the Bastards
2. Teutonic Terror
3. The Abyss
4. Blood of the Nations
5. Shades of Death
6. Locked and Loaded
7. Kill the Pain
8. Rolling Thunder
9. Pandemic
10. New World Comin
11. No Shelter
12. Bucket Full of Hate
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