Icarus Witch: tentando acertar o caminho no terceiro álbum
Resenha - Draw Down The Moon - Icarus Witch
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 13 de outubro de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Draw Down The Moon" é o terceiro álbum dos americanos do ICARUS WITCH, mais conhecidos por terem aberto alguns shows de Paul Di’Anno, Candlemass e pela participação em um tributo a Alice Cooper. Lançado em 2010, o mais recente CD mantém o estilo da banda, centralizado na sonoridade do heavy dos anos 70 e 80, e inova ao se tornar o trabalho mais sombrio da curta carreira da banda.

O ar sombrio mencionado é criado pelas próprias composições, com boas variações ao longo das faixas e pela presença marcante do baixo. Em geral, o ritmo não é muito acelerado e a banda trabalha com guitarras limpas em sua maior parte, imprimindo peso com o vocal, como em "Aquarius Rising" e "Serpent In The Garden". "Reap What You Sow" é outro bom exemplo de como a banda consegue imprimir em suas canções o mistério marcante nesse trabalho. Já a faixa de abertura, "Black Candles", com vocais mais rasgados, traz ainda backings agonizantes, um andamento ligeiramente mais acelerado e bom trabalho de guitarra. "Funeral Wine", por sua vez, segue a mesma linha de "Dying Eyes", sendo as duas mais lentas do álbum.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Conforme se evoluiu na audição, até mesmo músicas boas começam a se parecer com uma simples colagem de boas ideias, como na faixa título, em que o solo sai cortando a parte mais falada da música, imprimindo uma atmosfera meio desconexa. A posterior "Serpent In The Garden" segue a mesma linha, como o andamento versado seguido de um solo e da repetição do refrão até o seu fim. "Haunting Visions" faz praticamente o mesmo, mas adiciona uma passagem dedilhada bem interessante e começa com um instrumental mais pesado, o que, de certo, faz um pouco de falta nas demais canções.
Ao final, a banda não busca nenhuma novidade, faltando um pouco de identidade, já que parecem querer reproduzir o que DIO fazia com maestria. Ao que parece, o próprio conjunto sabe disso, ao se analisar os dois trabalhos anteriores do grupo, que vem se redirecionando levemente a cada lançamento. Até mesmo pelas entradas de Ed Skero na guitarra e de Christopher Shaner nos vocais, após esse "Draw Down The Moon", nos resta esperar o que será incorporado nos próximos álbuns de modo que, quem sabe, o ICARUS WITCH deixe de ser apenas uma banda de abertura.
Integrantes:
Matthew Bizilia – vocais
Quinn Lukas – guitarra
Jason "Sin" Myers – baixo, teclados
Steve Johnson – bateria
Faixas:
1 - Black Candles
2 - Aquarius Rising
3 - Reap What You Sow
4 - Dying Eyes
5 - Draw Down the Moon
6 - Serpent in the Garden
7 - Funeral Wine
8 - Haunting Visions
9 - The Ripper (cover - Judas Priest)
Gravadora: Cleopatra
Site: icaruswitch.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
O disco que o Alice in Chains lançou esperando que quase ninguém soubesse
John Lennon sobre seu álbum favorito dos Beatles: "Musicalmente superior ao 'Sgt. Pepper's'"
Regis Tadeu defende Roger Waters após polêmica envolvendo o Rush e manda recado aos fãs
Mike Portnoy elogia "Cursum Perficio", novo disco do Anthrax
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Uma pergunta sobre afinação mudou o destino do maior sucesso do Metallica
Rafael Bittencourt relembra Andre Matos e compartilha fotos do finado vocalista
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
A música do Van Halen que Eddie tentou fazer como AC/DC mas não deu certo
A primeira banda a destronar os Beatles e ameaçar a Beatlemania ainda nos anos 60
Anthrax lança "Cursum Perficio", seu primeiro disco de estúdio em 10 anos
Metallica: Como é a lista de exigências do camarim da banda
Thrash metal: cinco discos essenciais para quem quer descobrir o estilo

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?

