Living Corpse: fúria que não deixa espaço para respirar
Resenha - Metaphysical Collapse - Living Corpse
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 20 de junho de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Apesar de ter começado sua carreira há uma década e liberado uma demo chamada "The Redline" em 2005, somente agora o italiano Living Corpse se prontificou a lançar seu primeiro álbum completo, "Metaphysical Collapse", que está chegando ao mercado via Coroner Records. E, em se tratando deste selo, até pode-se esperar mais uma obra do chamado Death Metal Melódico, mas...

... O fato é que o Living Corpse é adepto da vertente realmente agressiva do estilo, mesclando profundamente o Death, Thrash e Hardcore com uma fúria que praticamente não deixa espaço para o ouvinte respirar. Pode esquecer vocalizações limpas, refrões grudentos ou as (para tantos) famigeradas melodias fáceis... Mesmo tendo algumas tendências contemporâneas, sua música possui muitos laços com o que a Suécia andava experimentando lá pelos meados dos anos 1990, inclusive remetendo parcialmente ao velho At The Gates.
Assim sendo, "Metaphysical Collapse" prima pela violência e possui todo um caráter de urgência explosiva em canções como a faixa-título, "Twin Divine" e "Supplying My Lust". Mas, em linhas gerais, muita coisa poderia ser mais explorada – a economia de solos chega a ser constrangedora, pô! – de forma a proporcionar um repertório mais diversificado. E quem contribui consideravelmente para esta conclusão é o vocalista Rafael Falleti, que segue praticamente o tempo todo se esgoelando de forma desesperada.
Apesar de tudo, o Living Corpse conseguiu estrear com um disco que se mantém acima da média, bem legal mesmo. Com um atraente projeto gráfico assinado pelo delirante Damnengine Design (Slipknot, Lamb Of God, Aborted) e os incríveis timbres que a produção de Ettore Rigotti (Disarmonia Mundi) sempre proporciona, "Metaphysical Collapse" encontrará admiradores entre o público que aprecia o já citado At The Gates, The Haunted, Pantera, Hatebreed e afins.
Contato: www.myspace.com/livingcorpseassault
Formação:
Rafael Falleti - voz
Emanuele Ciancio - guitarra
Mauro Lacertosa - baixo
Daniele Di Giorgio - bateria
Living Corpse - Metaphysical Collapse
(2010 / Coroner Records - importado)
01. Ars Regia
02. Metaphysical Collapse
03. Twin Divine
04. Zero Is The Zenith Of The Sun
05. The Great Silver Bullet
06. Mindflow
07. Conspiracy
08. 6th Race Of Aquarius Age
09. Supplying My Lust
10. Daybreak
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
A melhor banda de metal de cada estado do Brasil e do Distrito Federal segundo Gustavo Maiato
As três bandas gigantes de metal que pioraram ao trocar de vocalista, segundo Gastão
A banda dos anos 80 que Jimmy Page disse definir "o que é rock'n'roll"
O lendário cantor cuja voz leva Dave Mustaine às lágrimas
After Forever vem ao Brasil no final do ano, revela jornalista
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
Dave Mustaine comenta o risco que ele acha que Yngblud está correndo
Angra - Rafael Bittencourt e Edu Falaschi selam a paz em encontro
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Dave Mustaine conta como se sente pelo Megadeth ser a primeira banda do Big Four a parar
Lzzy Hale relembra conversa inusitada com Axl Rose nos bastidores de último show de Ozzy
Zakk Wylde admite possibilidade de novas músicas do Pantera
Cinco bandas que provam que o Brasil é uma potência do heavy metal
A opinião do guitarrista do Greta Van Fleet sobre Pepeu, Kisser, Chimbinha e Yamandu
Os 4 guitarristas listados por Yngwie Malmsteen como seus favoritos


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



