Orphaned Land: "Never Ending Way Of ORwarriOR"
Resenha - Never Ending Way Of ORwarriOR - Orphaned Land
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 13 de março de 2010
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Algo que atrai as atenções de boa parte do público headbanger ocidental são as sonoridades oriundas de países que possuem uma cultura tão diferente da européia e norte-americana. Algumas bandas, ao mesclar um pouco desse patrimônio cultural ao Heavy Metal alcançam um exotismo que dificilmente consegue passar despercebido. E assim acontece com o Orphaned Land, oriundo do barril de pólvora conhecido como Israel, nação em posição geográfica estratégica e de um fervor religioso que, fatalmente, contribuem para uma violência que está longe de ter um fim.
Orphaned Land - Mais Novidades
Apesar de estar na ativa desde 1991, foi graças ao amparo da Century Media Records que seu terceiro álbum, o ambicioso "Mabool" (04), permitiu que o Orphaned Land passasse a realmente ser conhecido para além de suas fronteiras, obtendo uma recepção muito calorosa por parte da mídia e público. Pois bem, as conhecidas dificuldades inerentes do Oriente Médio, entre outras coisas, complicaram o lançamento de seu sucessor, mas eis que ele está chegando ao mercado após uma espera de seis longos anos.
E "The Never Ending Way Of ORwarriOR" supre com folgas todas as expectativas geradas. Novamente conceitual e com o objetivo de minimizar as desavenças entre os povos de sua região, o repertório é dividido em três seções que englobam cerca de 78 minutos de uma verdadeira viagem em forma de música, que curiosamente exala uma descontração que não era perceptível no tenso "Mabool".
A banda expandiu em muito sua sonoridade. O progressivo e, principalmente, as melodias folclóricas de sua região estão cada vez mais entrelaçadas a muitas das velhas e conhecidas características do Heavy Metal. Passagens extremas, muitas harmonias, vocalizações masculinas guturais e limpas, belas vocalizações femininas... Mas o Orphaned Land foge de um resultado que poderia ser óbvio com muita habilidade, graças ao uso frequente de tantos elementos étnicos que fazem uma diferença de importância crucial por aqui.
Apesar da fluidez proporcionada, são necessárias várias audições para assimilar os detalhes de tantas informações inseridas em inúmeras camadas sonoras. E isso não é problema, pois o repertório é fascinante. Mixado por Steven Wilson (Opeth, Porcupine Tree), este é um álbum sofisticado, dramático e que mostra alguns interessantes caminhos que o Heavy Metal pode vir a trilhar.
Esta versão de "The Never Ending Way Of ORwarriOR" é importada e apresenta, além do encarte convencional, a capa alternativa com uma das tão impressionantes fotos promocionais onde seus músicos encarnam o papel de cristãos (Jesus e Madalena), judeus e muçulmanos, todos em utópica harmonia. Tudo é impresso em papel fosco para dar maior realismo ao projeto gráfico que simula antigos pergaminhos com caligrafias em hebraico e árabe.
Não é segredo que o Orphaned Land almeje a paz entre povos irritantemente próximos, e está conseguindo inspirar uma união que os interesses de seus líderes políticos não permitem. Em seus shows encontram-se fãs judeus cantando em árabe e fãs muçulmanos cantando em hebraico. Então a utopia pode ser alcançada pela sinceridade de algumas ações – dificilmente simples, diga-se...
Contato:
http://www.orphaned-land.com
http://www.myspace.com/orphanedmyspace
Formação:
Kobi Farhi - voz
Yossi Sa'aron (Sassi) - guitarra, violão, saz, bouzouki e oud
Matti Svatizky - guitarra e violão
Uri Zelcha - baixo
Músicos de estúdio:
Shlomit Levi - voz feminina
Matan Shmuely - bateria
Convidado:
Steven Wilson - teclados
Orphaned Land - The Never Ending Way Of ORwarriOR
(2010 / Century Media Records - importado)
Part I: Godfrey's Cordial - An Orphan's Life
01. Sapari
02. From Broken Vessels
03. Bereft In The Abyss
04. The Path Part 1 - Treading Through Darkness
05. The Path Part 2 - The Pilgrimage To Or Shalem
06. Olat Ha'tamid
Part II: Lips Acquire Stains - The WarriOR Awakens
07. The Warrior
08. His Leaf Shall Not Wither
09. Disciples Of The Sacred Oath II
10. New Jerusalem
11. Vayehi Or
12. M I ?
Part III: Barakah – Enlightening The Cimmerian
13. Barakah
14. Codeword: Uprising
15. In Thy Never Ending Way (Epilogue)
Outras resenhas de Never Ending Way Of ORwarriOR - Orphaned Land
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock
"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
O vocalista que entrou em uma banda clássica no pior momento possível para o heavy metal
Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
Os cinco maiores compositores de todos os tempos para Roger Waters
A melhor época do U2, de acordo com o guitarrista The Edge
Vocalista do Queensryche reconhece que maioria dos fãs só gosta dos primeiros discos
O controvertido álbum dos anos setenta que Roger Waters colocou entre seus cinco favoritos
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth
O hino clássico do Metallica que fala abertamente sobre vício em drogas
O pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock (e não é "Virtual XI")
Deep Purple lança "Splat!", seu disco mais pesado em muitos anos
O hit de 1958 que Jimmy Page e Bob Dylan concordam ser obra-prima: "Fenomenal"
Sobre o que realmente fala o maior clássico do AC/DC
Quando os Ramones abriram para o Black Sabbath, e Marky notou que eles eram mais completos
O hit dos Mamonas Assassinas com erro de continuidade na letra que ninguém percebeu
Dinho Ouro Preto diz que primeiros discos da Legião são mal gravados e explica motivo

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



