Deadly Fate: pioneiros do Heavy Metal na região nordeste
Resenha - Secret Land - Deadly Fate
Por Bruno Bruce
Fonte: RockPotiguar
Postado em 08 de março de 2010
Potiguares, Heavy Metal pioneers na região nordeste – com sua história começando em 1989, músicos & amigos. Este é o Deadly Fate e trata-se de uma grande responsabilidade tecer umas linhas sobre seu novo disco, que sai com um hiato de quase 8 anos do anterior!

A proposta de junção música clássica/Metal pode parecer algo natural mas é capciosa. Se a balança pesar para a primeira o resto desaba, e cai atolando tudo no marasmo. Sempre tratei com reservas a discografia da banda por desconfiar que a sonoridade não me agradaria. Pus o CD para tocar com grande curiosidade!
Depois da abertura orquestra-de-cordas-e-vozes ("Prelude To War") começa realmente o Heavy Metal de Metal Warriors. E começa bem! Desde agora até o desenrolar de todo o CD você ouvirá escalas, contra-tempos, agudos, efeitos especiais, teclados e diversos outros recursos dos quais nem sei citar o nome. Tudo funciona a contento e descobri porque não aprovava de maneira irrestrita a sonoridade do Deadly Fate: falta peso e as incursões vocálicas (solos femininos), conferem lirismo – é verdade, mas diluem o Metal, esfriando o clima na minha opinião.
Alguns destaques: "Secret Land" (timbres de guitarra que me lembraram "Somewhere In Time"/Iron Maiden), "Different Ways" (excelente riff, bom refrão, emocionante, melhor faixa), a mais pesada "Enjoy Life" (uma das 3 composições a cargo exclusivo de Oruam – a porção junkie da banda).
O cover do grupo TNT ("Seven Seas") vestiu como uma luva na sonoridade do grupo mas o Deadly Fate não chegou a acrescentar ao original, evitando arriscar-se, usando a segurança de repetir o clássico.
Os músicos convidados para "Secret Land" são um capítulo à parte. Desde o headbanger Jucian Carlos (exímio baterista de Metal & letrista já posto à prova), passando por Rodrigo Hammer (enciclopédia viva local do Rock), contando orgulhosamente com o Maestro Osvaldo D’Amore, Coro Madrigal, um outro tanto de violinos, cordas, coros. Ufa! Credibilidade é uma moeda em alta no grupo.
Não seria meu ‘disco de cabeceira’ mas é ponto pacífico como estandarte do estilo Heavy Metal melódico. Deverá preencher as expectativas dos fãs do gênero com sua boa produção & execução!
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