Resenha - Secret Land - Deadly Fate
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 14 de agosto de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de certo tempo sem aparecer com certa evidência, a banda Deadly Fate está de volta! Se o álbum "Shine Again" abriu algumas portas para o grupo, o seu mais novo álbum, "Secret Land", deverá ser o responsável pelo retorno da banda ao primeiro escalão do metal brasileiro. A banda de Natal (RN) não só conseguiu fazer um trabalho grandiosamente produzido como alcançou um nível de composições muito acima do que estamos acostumados a ver e a ouvir, tratando-se de uma banda independente.

Talvez isso seja resultado de uma formação consolidada, que há anos trabalha junta. Oruam Mauro (vocal e guitarra), Onofre Neto (guitarra), Marcos Flávio (baixo) e Wilberto (bateria) são os mesmos músicos que deram o ponta-pé inicial na carreira do Deadly Fate com o "Shine Again". Se a banda naquela época se mostrava um tanto indefinida por qual caminho seguir (entre o power mais agressivo e o tradicional mais melódico), se mostrava com bastante ambição e talento para vôos mais altos, apesar de uma notável produção aquém do que chamamos de boa e aceitável. Só que aqui em "Secret Land" a coisa caminha de forma diferente. Com uma sonoridade definida: o metal tradicional com direito a boas doses de melodia – a produção aqui, pela primeira vez em um disco, é muito boa – digna de qualquer CD que encontramos por aí, nas lojas.
Instrumentalmente falando, acredito que não há muito o quê comentar sobre o trabalho. Tudo está no seu lugar, não há nenhum deslize. Encontramos linhas de guitarras criativas, que mesmo para um estilo mais melódico não deixa de ter riffs pesados. Contudo, o vocal é o ponto mais versátil dentro do Deadly Fate: variando entre uma linha mais tradicional com outra que consegue ser melódica e um pouco rasgada, ao mesmo tempo. Já quanto às músicas: o álbum abre com a introdução "Prelude to War", dando seqüência a boa "Metal Warriors". Já "Mother Nature’s Cry" é o primeiro ponto de destaque do material, pelo seu instrumental mais complexo e rico em melodias. Depois de composições de certa forma medianas, outra de destaque é "Different Ways", outra música muito boa e de bastante complexidade instrumental – chegando até a aponta-la como a melhor do álbum. "Enjoy Life" merece destaque por ser mais agressiva, enquanto que "Immortal Fairytale" é aquela balada que pega peso aos poucos, também uma faixa de merecido destaque. Por fim, fechando esse belo disco, há um interessante cover: "Seven Seas", do TNT, banda das antigas. E, acreditem, ficou bem legal.
Acho que o Deadly Fate está no caminho certo, esse novo "Secret Land" comprova e evidencia todas as qualidades da banda e da sua música. Agora é intensificar na divulgação e nos shows, já que faz algum tempo que o nome não aparecia entre as bandas brasileiras de atual destaque. Parabéns ao quarteto pelo retorno de forma tão grandiosa e apreciável.
Site oficial: www.deadlyfate.com.br
Line-up:
Oruam Mauro (vocal/guitarra);
Onofre Neto (guitarra);
Marcos Flávio (baixo);
Wilberto (bateria).
Track-list:
01. Prelude to War
02. Metal Warriors
03. Mother Nature’s Cry
04. Black Helmet
05. Secret Land
06. Different Ways
07. Enjoy Life
08. Immortal Fairytale
09. Mom (A Dedication)
10. Inner Sight
11. Seven Seas
12. Aurora Astral
Outras resenhas de Secret Land - Deadly Fate
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
A gozação contra emos que fez João Gordo perder seu último programa na MTV
A canção do Black Sabbath que deixou marcas profundas em Brian Johnson, do AC/DC
Ney Matogrosso diz que não gosta de frequentar bar exclusivamente gay e revela motivo


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



