Resenha - Headless Cross - Black Sabbath

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Por Jeferson Alan Barbosa
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Durante a carreira do Black sabbath sempre existiu aquela discussão saudável sobre quem ocupou melhor o posto de vocalista da banda.
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Muitos não gostam nem de ouvir falar no nome de Tony Martin, o que considero uma tremenda injustiça.

Ouvindo o que o cara cantou, e olha que não foi pouco em HEADLESS CROSS, fica claro a sua competência e inegável qualidade vocal, pois trata-se de um ótimo músico de “estúdio”.

The Gates of Hell - ouvindo essa introdução em um quarto escuro em uma noite de sexta-feira e com fone de ouvido temos a impressão de realmente estarmos nos portões do inferno, não me lembro de algo assim nem na era Ozzy.

Headless Cross - Nos dá a oportunidade de conferir umas das melhores introduções de batera feitas pela banda e a cargo do saudoso mestre Cozy Powell, os pedais do bumbo da batera depois dessa música tiveram que ser trocados com certeza.

Tony Martin demonstra nessa música do é capaz com seu gogó afinadíssimo, fazendo com que a mesma se tornasse um verdadeiro clássico dos anos 80.

Devil & Daughter - Outra paulada com a banda mostrando estar bem afinada e sedenta em gravar um grande trabalho.

When Death Calls - De cair o queixo! seu clima é sombrio, meio moroso no inicio, ao ouvi-la você parece estar mesmo na fronteira entre a vida e a morte, para sair do transe só mesmo quando Tony Martin põe suas cordas vocais p/ trabalhar pesado nos refrões super pesados dessa obra., é maravilhoso!!!
A melodia da voz de Tony lembra muito a voz de Ronnie James Dio, nos transportando de volta a Sign of the Southern Cross, e o que fez inclusive com que alguns fãs mais saudosos taxassem o cara de cópia mal feita de Dio, uma injustiça !

Kill in the Spirit World - Tem uma levada mais maneira, parece que foi composta p/ promover o disco nas rádios, mas, uma boa música.

Call of the Wild - Tem uma pegada forte, uma linha de baixo e bateria perfeita acompanhada da entrada certeira e pesada de Tony Iommy, demais !!!, e tome orgasmo!!!
Black Moon, começa com Tony Iommi mostrando que seus riffs matadores estão todos lá, os mesmos que fizeram a glória do Black Sabbath, deixando o outro Tony a vontade para fazer o diabo nos microfones, inclusive ao pé da letra, já que este CD do Sabbath é o que mais faz referência ao Demo, as letras falam o tempo todo sobre o mal, se você tiver tempo, traduza e veja por si mesmo.

Black Moon - Foi gravada durante as sessões do álbum Eternal Idol, mas ficou de fora, recebendo novos arranjos posteriormente para ser encaixada com sucesso neste CD.

Nightwing - Nos proporciona um clima até meio dramático e também sombrio p/ variar, e nos deixa a clara impressão de que o CD está chegando ao seu final , mostrando que, com essa formação, a banda estava afiadíssima para muitos outros trabalhos.

Vale destacar nas músicas, o trabalho feito pelo baixista Lawrence Cottle que apesar de desconhecido deu conta do recado, participando do clima pesado e sombrio do CD.

Este CD ( p/ mim o melhor da banda com Tony Martin ) serve como um verdadeiro testamento, ou seja um registro digno da passagem dos músicos Cozy Powell, Neil Murray e principalmente, Tony Martin, pelo grande Sabbath.

Se ele ainda não faz parte de sua coleção, o que é um fato lamentável, principalmente se você for fã do Black Sabbath, corra p/ comprá-lo pois irá descobrir que a banda, para sobreviver, nunca precisou única e exclusivamente de Ozzy Osbourne.

Ainda há tempo de descobrir do que Tony Martin era capaz principalmente quando juntava forças com músicos do quilate dos envolvidos neste trabalho, e o que dizer de Tony Iommy!!!????!. Obrigado pela insistência!

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Sobre Jeferson Alan Barbosa

Comecei a ouvir Rock aos 12 anos, no inicio dos anos 80, meu primeiro disco foi "PETER FRAMPTON Special" mas foi através do extinto programa "Som Pop" exibido pela TV Cultura que passei a conhecer aquelas que seriam as minhas bandas preferidas, KISS e IRON MAIDEN. Como não tinha dinheiro, a única solução era pedir discos emprestados aos amigos, sendo que os primeiros foram: Fireball e Made In Europe (DEEP PURPLE), Saint n' Sinners (WHITESNAKE), Heaven and Hell (BLACK SABBATH), Iron Maiden (IRON MAIDEN) e Killers (KISS). Possuo um vasto acervo pessoal que incluem fotos, pôsteres e reportagens de muitas bandas, sendo o maior deles o da banda KISS. Assisti a inúmeros shows mas, destaco entre eles como sendo os de maior importância, as duas primeiras edições do Rock in Rio (85 e 91), onde assisti o melhor show da minha vida, o JUDAS PRIEST na tour do disco "Painkiller".

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