Resenha - Headless Cross - Black Sabbath
Por Jeferson Alan Barbosa
Postado em 11 de dezembro de 2003
Durante a carreira do Black sabbath sempre existiu aquela discussão saudável sobre quem ocupou melhor o posto de vocalista da banda.
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Muitos não gostam nem de ouvir falar no nome de Tony Martin, o que considero uma tremenda injustiça.
Ouvindo o que o cara cantou, e olha que não foi pouco em HEADLESS CROSS, fica claro a sua competência e inegável qualidade vocal, pois trata-se de um ótimo músico de "estúdio".
The Gates of Hell - ouvindo essa introdução em um quarto escuro em uma noite de sexta-feira e com fone de ouvido temos a impressão de realmente estarmos nos portões do inferno, não me lembro de algo assim nem na era Ozzy.
Headless Cross - Nos dá a oportunidade de conferir umas das melhores introduções de batera feitas pela banda e a cargo do saudoso mestre Cozy Powell, os pedais do bumbo da batera depois dessa música tiveram que ser trocados com certeza.
Tony Martin demonstra nessa música do é capaz com seu gogó afinadíssimo, fazendo com que a mesma se tornasse um verdadeiro clássico dos anos 80.
Devil & Daughter - Outra paulada com a banda mostrando estar bem afinada e sedenta em gravar um grande trabalho.
When Death Calls - De cair o queixo! seu clima é sombrio, meio moroso no inicio, ao ouvi-la você parece estar mesmo na fronteira entre a vida e a morte, para sair do transe só mesmo quando Tony Martin põe suas cordas vocais p/ trabalhar pesado nos refrões super pesados dessa obra., é maravilhoso!!!
A melodia da voz de Tony lembra muito a voz de Ronnie James Dio, nos transportando de volta a Sign of the Southern Cross, e o que fez inclusive com que alguns fãs mais saudosos taxassem o cara de cópia mal feita de Dio, uma injustiça !
Kill in the Spirit World - Tem uma levada mais maneira, parece que foi composta p/ promover o disco nas rádios, mas, uma boa música.
Call of the Wild - Tem uma pegada forte, uma linha de baixo e bateria perfeita acompanhada da entrada certeira e pesada de Tony Iommy, demais !!!, e tome orgasmo!!!
Black Moon, começa com Tony Iommi mostrando que seus riffs matadores estão todos lá, os mesmos que fizeram a glória do Black Sabbath, deixando o outro Tony a vontade para fazer o diabo nos microfones, inclusive ao pé da letra, já que este CD do Sabbath é o que mais faz referência ao Demo, as letras falam o tempo todo sobre o mal, se você tiver tempo, traduza e veja por si mesmo.
Black Moon - Foi gravada durante as sessões do álbum Eternal Idol, mas ficou de fora, recebendo novos arranjos posteriormente para ser encaixada com sucesso neste CD.
Nightwing - Nos proporciona um clima até meio dramático e também sombrio p/ variar, e nos deixa a clara impressão de que o CD está chegando ao seu final , mostrando que, com essa formação, a banda estava afiadíssima para muitos outros trabalhos.
Vale destacar nas músicas, o trabalho feito pelo baixista Lawrence Cottle que apesar de desconhecido deu conta do recado, participando do clima pesado e sombrio do CD.
Este CD ( p/ mim o melhor da banda com Tony Martin ) serve como um verdadeiro testamento, ou seja um registro digno da passagem dos músicos Cozy Powell, Neil Murray e principalmente, Tony Martin, pelo grande Sabbath.
Se ele ainda não faz parte de sua coleção, o que é um fato lamentável, principalmente se você for fã do Black Sabbath, corra p/ comprá-lo pois irá descobrir que a banda, para sobreviver, nunca precisou única e exclusivamente de Ozzy Osbourne.
Ainda há tempo de descobrir do que Tony Martin era capaz principalmente quando juntava forças com músicos do quilate dos envolvidos neste trabalho, e o que dizer de Tony Iommy!!!????!. Obrigado pela insistência!
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