God Dethroned: canções brutais, mas com melodias
Resenha - Passiondale - God Dethroned
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 13 de julho de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O holandês God Dethroned fatalmente conseguiu dividir as opiniões desde que começou a investir cada vez mais nas melodias em seu furioso Black / Death / Thrash Metal, o que culminou no muito bom "The Toxic Touch", de 2006. Com o retorno de Roel Sanders para o posto da bateria e Susan Gerl (Murder Syndicate) assumindo agora a guitarra, o grupo está chegando a seu oitavo álbum, o conceitual "Passiondale".

O nome deste disco deriva da cidade Passchendaele, de seu próprio país natal, que foi devastada na I Guerra Mundial no ano de 1917, em um dos inúmeros combates da Tríplice Entente (Inglaterra, França e o Império Russo) contra a expansão alemã e austro-húngara pela Europa. Nada de opinião política ou culpar alguém pelos horrores da guerra, apenas exposição de fatos históricos cuja euforia homicida levou aproximadamente 500 mil soldados para a cova em menos de quatro meses – e agora imaginem a estatística relativa aos civis...
Aqueles que acharam a proposta de seu último álbum incoerente em função das ‘excessivas’ doses de melodias, tão impensáveis aos velhos fãs, talvez venham a apreciar mais "Passiondale", onde a presença da música brutal é um pouco mais forte. Mais forte, mas também longe de ser a regra, pois a corrente melódica ainda persiste com muitos arranjos passionais habilmente inseridos ao longo dos quase 40 minutos de audição.
Entre o tradicional e o moderno, a fúria e a amargura, todo o drama vai se desenrolando com a energia que somente as grandes bandas de Heavy Metal podem proporcionar. As agressivas "Under A Darkening Sky" e "Drowning In Mud" mostram toda uma precisão de riffs; ou as vozes limpas em meio à selvageria de "Poison Fog" e "No Survivors" (ótimo solo!) garantem uma dinâmica toda especial ao repertório… O God Dethroned preparou muita coisa boa por aqui!
Um álbum bastante recomendável a qualquer um que aprecie canções brutais, mas com melodias suficientes para manter um conjunto afastado do segmento realmente extremo da música. "Passiondale" é um disquinho importado e, conseqüentemente, caro. Mas se o leitor é amante do estilo, fica a certeza de que vale cada centavo empregado na aquisição.
Formação:
Henri Sattler - voz e guitarra
Susan Gerl - guitarra
Henk Zinger - baixo
Roel Sanders - bateria
God Dethroned – Passiondale
(2009 / Metal Blade Records – importado)
01. The Cross Of Sacrifice
02. Under a Darkening Sky
03. No Man’s Land
04. Poison Fog
05. Drowning In Mud
06. Passiondale
07. No Survivors
08. Behind Enemy Lines
09. Fallen Empires
10. Artifacts Of The Great War
Homepage: www.goddethroned.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Em documentário, Rodolfo Abrantes afirma que "o Raimundos era o Canisso"
O guitarrista que supera Eric Clapton, segundo Eddie Van Halen: "Mais suave e refinado"
10 bandas de heavy metal que lançaram discos autointitulados
A exigente técnica de guitarra que até James Hetfield trapaceia, segundo Gary Holt
Rodolfo Abrantes diz que vendeu direitos autorais de músicas que gravou com o Raimundos
Os discos dos Beatles que não vale a pena ouvir, de acordo com Jack Black
João Gordo é detido em aeroporto após PF encontrar pequenas porções de drogas
Ticketmaster detalha taxa de serviço e critica projeto de lei que limita cobrança
Ex-esposa detona pedido de casamento de James Hetfield: "Ele abandonou sua família"
O cantor amado por roqueiros e cheio de Grammys que Ian Anderson achava ter uma voz ridícula
O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
Ex-Ozzy e Black Sabbath, baterista sabia que tocaria com os gigantes
A melhor música de "The X Factor", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A melhor música de "Countdown to Extinction", do Megadeth, segundo o Loudwire
O álbum que vendeu pouco, mas quem comprou montou uma banda; "Eram ideias bem simples"
Bruce Dickinson admite que quase sucumbiu aos excessos carnais e químicos dos anos oitenta
Quiet Riot: quebrando disco de banda brasileira em 1985
Zakk Wylde: o riff que ele queria ter criado - e a música que ele nunca conseguiu tocar

A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



