Liv Kristine: arranjos datados sem originalidade

Resenha - Enter My Religion - Liv Kristine

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Por Rodrigo Simas
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Nota: 4


Liv Kristine se tornou um ícone da cena Gothic-Metal com os três primeiros álbuns do Theatre Of Tragedy. Eles fundaram as bases do estilo (copiado em demasia até hoje) e são essenciais para quem quer entendê-lo.

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Depois de lançar outros dois CDs que se afastavam bastante do gênero, a vocalista deixou o grupo para seguir em outros projetos. Entre eles, sua banda atual, o bom Leave's Eyes, sua carreira solo e diversas participações especiais, sendo o dueto com Dani Filth no disco "Nymphetamine" (lançado pelo Cradle Of Filth em 2004) a mais conhecida.

Seu primeiro disco solo era uma mistura de gótico, darkwave e pop e foi bem recebido pela maioria dos fãs, mesmo que praticamente ignorado pela crítica. Já Enter My Religion cava fundo na veia pop de Liv, com estruturas básicas, composições simples e refrãos repetitivos, que deixam sua audição ainda mais complicada, quase um exercício de paciência, principalmente pela falta de melodias cativantes.

As linhas vocais não são criativas e dificilmente saem do lugar comum. A produção não consegue realçar suas qualidades como compositora e acaba evidenciando suas inabilidades como cantora: sempre explorando as nuances de sua voz angelical, mas pecando pela falta de potência, feeling e extensão. Os arranjos são datados e nada soa original ou inspirador.

Mesmo nos melhores momentos, como no single "Fake a Smile" ou na simpática "My Revelation" o resultado é no máximo medíocre. Em uma sucessão de erros, é constrangedor ver uma cantora que fez história dentro da música pesada produzir material tão fraco, culminando na vexaminosa releitura de "Streets Of Philadelphia", um clássico de Bruce Springsteen.

A versão nacional traz como CD bônus o single com três faixas que não estão presentes em Enter My Religion ("This Is Us", "Woman In Me" e "China Heart"), um remix e o clipe de "Fake A Smile". É indicado apenas para os fãs que querem ter tudo da cantora, já que dificilmente Liv conseguirá converter novos adeptos a sua religião.

http://www.livkristine.de/




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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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