Hatred: Death Metal brutal lembrando bandas brasileiras
Resenha - Blasphemous Deliverance - Hatred
Por Maurício Dehò
Postado em 04 de dezembro de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Como é simples notar, a cena do Metal Extremo passa por uma fase áurea e cheia de bons trabalhos e bandas de qualidade surgindo, dos mais diversos gêneros, locais e especialidades. Um exemplo que chegou a estas mãos foi de um grupo holandês chamado Hatred. Se o nome mostra completa falta de criatividade, o som compensa com um Death Metal brutal, lembrando em alguns momentos bandas brasileiras.

O primeiro registro do quarteto, fundado em 1999, foi em 2000, com a demo auto-intitulada e apenas oito anos mais tarde foi lançado este debut, "Blasphemous Deliverance". O título já indica que a religião é bem maltratada durante as dez faixas de "porrada na orelha", que devem satisfazer os amantes do estilo.
Com letras boas em relação a muito que se vê hoje em dia – na maioria das vezes, simples adorações ao capeta sem maiores reflexões -, o Hatred junta isso a um instrumental matador, em que imperam os 'blast beats', uma boa dose de groove e riffs certeiros, afiados. Basta ouvir a trinca inicial "Christian Dogma", a ignorante "Religion = War" e "The Atheist" para comprovar.
Outro elemento atrativo é a variação dentro de cada faixa, que sempre tem trechos velozes, outros cadenciados e boas "paradinhas", para o headbanger chacoalhar a cabeça no ritmo dos blast beats. Devido a esta característica e a algumas linhas mais quebradas, chega a lembrar algumas vezes os brazucas do Torture Squad – os paulistas ainda mandam melhor!
Na parte final dos quase 37 minutos de som, chama a atenção a instrumental "Transition", mais cadenciada. Ela dá uma quebra na bordoada que é o disco, mas funciona como uma preparação (uma transição, como o nome diz) para a violenta "Enslaved By a Living Deity".
A produção soa bem limpa, mas eficiente para que toda a rajada de Metal seja entendida e apreciada, principalmente para fãs de nomes como Dismember, Vader – para quem já abriram – e tantos outros do Death Metal mundial. Fica um recado final de que o disco é bom, mas que não é necessário recorrer aos gringos para achar Metal Extremo de qualidade. Tem muita coisa tão boa quanto, ou até melhor, abaixo da linha do Equador!
Track List:
1. Christian Dogma
2. Religion = War
3. The Atheist
4. Involution
5. Beholder of Hate
6. Transition
7. Enslaved By a Living Deity
8. Blessed By Possession
9. Reflected In Dead Eyes
10. Blasphemous Deliverance
Formação:
Koen Dingemans – vocal
Peter de Jonge – baixo
Peter van der Schraaf – guitarra
Rob de Waardt – bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
O hit do Angra que é difícil para o Shamangra cantar: "Nossa, Andre, precisava desse final?"
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
Baterista Eric Morotti deixa o Suffocation e sai disparando contra ex-colegas
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
O disco do AC/DC que os fãs mais fiéis costumam colocar acima dos clássicos óbvios
O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Indústria: 17 coisas que bandas novas simplesmente não entendem
O vocalista que deixou Ozzy perplexo; "Como diabos ele faz isso?"
6.000 palhetas, 64 guitarras, a gigantesca logística que acompanha o Metallica

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



