Almah: agora não só um projeto, e sim uma banda
Resenha - Fragile Equality - Almah
Por Letícia Okabayashi
Fonte: Ponto ZerØ
Postado em 13 de novembro de 2008
Nota: 9 ![]()
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O segundo CD do projeto solo de Edu Falaschi (agora sendo não só um projeto e sim uma banda) intitulado "Fragile Equality", lançado pela JVC e Laser Company no Brasil, está trazendo uma versátil faceta ainda não conhecida dos músicos que se juntaram para a nova formação da banda ALMAH.
Conhecido mundialmente por ser vocalista da banda Angra, engana-se quem pensa que Edu segue a linha desta banda, pois há mais peso e áreas musicais mais exploradas. O CD mistura várias influências de heavy, power, thrash e prog metal, na medida certa para cada música e melodia de voz.
Repleto de diferentes linhas de voz, como jamais antes em seus trabalhos, nota-se uma grande evolução desde o primeiro CD, não só nas vozes e instrumentos, mas nas letras, produção e divulgação. Tanto que sua primeira tiragem foi esgotada na Expo Music 2008, em um só dia.
Com muitos duetos de solos de guitarra, baixos ainda mais pesados e frases de bateria diversificadas, "Fragile Equality" está caindo na graça não só dos que já eram fãs, mas também dos que não conheciam o trabalho da banda. As letras se tornam um mundo à parte, falando principalmente sobre desigualdade, em todos os aspectos, e por outro lado um otimismo sem igual.
Nas três primeiras musicas – "Birds of Prey", "Beyond Tomorrow" e "Magic Flame" – já é possível perceber que não estão de brincadeira. Compassos rápidos acompanhados de efeitos de teclados, muito pedal duplo e solos de guitarras em sintonia descrevem o inicio deste álbum. Na terceira principalmente, muito bem executada a forma de como o ritmo e o tom da música vão subindo ao decorrer dela.
Na música seguinte, "All I Am", vem a primeira balada do cd, com refrão marcante com violões e coro, dá um ar enfático e, o que seria somente uma balada, se torna uma linda obra com muito sentimento. Seguida por "You’ll Understand", primeira musica apresentada no Myspace à mídia, tem efeitos sonoros e muito drive na voz, destaque para Felipe Andreoli com um pequeno solo no meio da música, fazendo ponte a um extenso dueto de solos de guitarra de Paulo Schroeber e Marcelo Barbosa.
"Invisible Cage" vem como a música mais leve do álbum mesmo com passagens obscuras, com percussões e ritmo diferente das demais músicas, o oposto da faixa título, "Fragile Equality", com muitas influências de thrash nas partes cantadas, quase não se pode reconhecer a voz do Edu até o refrão e Marcelo Moreira se destaca nesta música pelas passagens de bateria.
"Torn" é mais uma musica notável no CD por se perceber claramente linhas de voz e melodias jamais ouvidos no primeiro Almah. "Shade of My Soul", a segunda e última balada do disco, vem com um clima intimista, calmo, um tom de voz doce e forte. Encerrando o álbum, "Meaningless World" é uma música um tanto diferente das demais por sua pegada mais ‘power’, mas não deixa a desejar por ser a última.
"Fragile Equality" sem dúvida é uma grande produção, um CD que deve ser ouvido com atenção para se notar que cada mínimo detalhe foi pensado e escolhido para fazer parte disto. Não é necessário ouvir mais de uma vez para se cantar um refrão ou outro, cantar os solinhos de guitarra ou ‘bater cabeça’ no ritmo da música. Com certeza muitos se surpreenderão ao ouvir o novo trabalho da banda Almah, que está mais diversificado e autêntico do que nunca.
1. Birds of Prey
2. Beyond Tomorrow
3. Magic Flame
4. All I Am
5. You ll Understand
6. Invisible Cage
7. Fragile Equality
8. Torn
9. Shade of My Soul
10. Meaningless World
Myspace: www.mypace.com/almahedufalaschi
Outras resenhas de Fragile Equality - Almah
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