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Madame Saatan: uma pesada (e grata) surpresa do Pará

Resenha - Madame Saatan - Madame Saatan

Por Fernão Silveira
Em 16/09/08

A combinação de uma voz feminina marcante com uma base instrumental pesada está longe de ser novidade. No Brasil, aliás, o "hit parade" abraçou avidamente uma certa cantora baiana que despontou com alguma personalidade, mas logo caiu no limbo do "mais-do-mesmo" musical. Entretanto, vem do Pará uma grata surpresa que se aventura a fazer rock pesado com uma voz que veste saias. Falo da banda MADAME SAATAN, que debutou com um interessante e bem produzido álbum auto-intitulado.

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O quarteto de Belém, formado por Sammliz (vocal), Edinho Guerreiro (guitarra), Ícaro Suzuki (baixo) e Ivan Vanzar (bateria), nasceu em 2003 e logo começou a se destacar em festivais de rock pelo Brasil afora. O primeiro registro oficial em CD foi possível graças ao pool de gravadoras independentes Ná Records (PA), Cubo Discos (MT), Fósforo Records (GO) e Fora do Eixo. E vale a pena a experiência.

O que se pode encontrar em "Madame Saatan" é um rock vigoroso, no qual a base instrumental de Guerreiro, Suzuki e Vanzar é verdadeiramente matadora. O hardcore, o thrash metal oitentista (principalmente) e algumas doses de nü metal são as influências mais claras que o quarteto demonstra ao longo das 10 faixas do álbum. Mas existe uma brasilidade inquestionável em todo o trabalho: pancadas como "Gotas em Caos de Selva Avenida" e "Cine Trash", por exemplo, remontam aos tempos áureos do experimentalismo do SEPULTURA (mas sem os vocais de Max!).

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A frontwoman Sammliz também merece destaque. Letrista da banda, ela imprime suas digitais e demonstra criatividade nas composições. De cara, já acerta ao compor e cantar em português, mesmo que os riffs e introduções dêem ao ouvinte a certeza de que os versos vindouros serão pronunciados em inglês, por alguma voz gutural da Califórnia. E justamente este paradoxo (no bom sentido) é um dos grandes diferenciais da banda – algo que pode causar alguma estranheza nas primeiras audições, mas logo se torna um interessante atrativo à sonoridade do disco.

"Molotov", "Duo", "Ele Queima Ela Sorri" e "Messalina Blues", que poderiam ser classificadas como "nü-baladas", são quatro das músicas em que Sammliz parece mais bem enquadrada na moldura musical preparada pelos rapazes. Mas é em "Apocalipse", dotada de uma letra muito bem sacada e um cenário instrumental vigoroso, e em "Vela", temperada com saborosas pitadas de musica regional, que a banda se supera. Estas faixas são, de longe, as melhores demonstrações do potencial do quarteto.

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Ainda além da qualidade do álbum, MADAME SAATAN traz uma brisa rejuvenescedora da cena independente que rola nos rincões do Brasil. É ótimo quando temos a oportunidade de encontrar bandas promissoras surgidas de fora do eixo Sul-Sudeste. A questão que fica é: será que a banda terá fôlego para manter seu peso e sua personalidade (que são seus principais diferenciais) diante de um possível flerte com o sucesso? Vale a pena esperar...

MADAME SAATAN - "Madame Saatan"

1 – Devorados
2 – Gotas em Caos de Selva Avenida
3 – Molotov
4 – Duo
5 – Vela
6 – Cine Trash
7 – Apocalipse
8 – Ele Queima Ela Sorri
9 – Messalina Blues
10 - Prometeu

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Site da banda: http://www.madamesaatan.com/

Gravadoras: Ná Records, Cubo Discos, Fósforo Records e Fora do Eixo (pool)

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Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

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