Septic Flesh: brutalidade metal e atmosfera clássica
Resenha - Communion - Septic Flesh
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 14 de julho de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Nunca ficou realmente claro o motivo de uma das mais criativas bandas do underground grego ter encerrado suas atividades em 2003, depois de uma trajetória de 13 longos anos em prol da música extrema. O Septic Flesh havia então liberado neste mesmo ano um ótimo registro chamado "Sumerian Daemons" – que inclusive chegou ao mercado brasileiro via Encore Records – e logo depois simplesmente anunciou seu fim.

Mas felizmente eis que em 2007 a carne se renova... Spiros 'Seth' (voz e baixo), Christos Antoniou (guitarra) e Sotiris Vayenas (guitarra) decidiram voltar ao cenário com planos grandiosos para seu novo registro. E "Communion" é o fruto que marca o retorno do Septic Flesh com todas as honras possíveis, mostrando que a ambição sempre exibida em seus discos continua em alta.
E põe em alta! Para esta gravação foram utilizados os serviços de uma orquestra composta por 80 músicos e 32 cantores, orientada por ninguém menos do que o próprio guitarrista Christos Antoniou. Assim sendo, muito da estética de seu último álbum agora está envolvida por toda uma dinâmica até então inédita mesclada à peculiaridade de seu rico Death/Black Metal.
As músicas são simultaneamente intrincadas e pegajosas, tendo em "Lovecraft's Death" uma perfeita abertura. Vale mencionar ainda a própria "Communion" e "We The Gods", duas faixas onde tudo é muito denso e distorcido, além de ocasiões ainda mais épicas como "Sangreal", "Narcissus" e "Anubis", esta última com ótimo trabalho de vozes.
Durante a audição se observa a brutalidade do Heavy Metal extremo, a atmosfera bombástica da música clássica e ainda a aplicação de contrastantes melodias leves e muito bonitas. Extravagâncias à parte, "Communion" mostra que o versátil Septic Flesh ainda tem muito a oferecer ao público, sendo um disco altamente recomendável a quem aprecia bandas como Behemoth, Dimmu Borgir ou o clima meio ‘hollywoodiano’ que o Therion tem elaborado em seus trabalhos mais recentes.
Excelente!
Formação:
Spiros "Seth" Antoniou - voz e baixo
Sotiris Vayenas - guitarra
Christos Antoniou - guitarra
Fotis Benardo - bateria
Septicflesh - Communion
(2008 / Season Of Mist - importado)
01. Lovecraft's Death
02. Annubis
03. Communion
04. Babel's Gate
05. We The Gods
06. Sunlight Moonlight
07. Persepolis
08. Sangreal
09. Narcissus
Homepage: www.septicflesh.net
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
Soundgarden fará show do intervalo na abertura da temporada 2026/27 da NFL
O álbum de heavy metal preferido de Rob Halford, vocalista do Judas Priest
Como a morte da mãe de Bono deu origem à música que o U2 mais tocou ao vivo
Geddy Lee explica onde foi superado por músico do Angine de Poitrine
Astros do rock prestam homenagem a Dolly Parton
Nightwish tem novas músicas, mas só volta em 2028, afirma Tuomas Holopainen
A melhor voz do pop de todos os tempos, segundo Keith Richards
O guitarrista que Eddie Vedder considera o maior sobrevivente da história do rock
Wolfgang Van Halen vence aposta com troll da internet e vai à forra
Shogun Mojo, nova banda de Tommy Thayer (Kiss), anuncia álbum e libera single
Gene Simmons explica que o Kiss não tem mais autonomia para fazer o que quiser
Regis Tadeu cobra autoridades e influenciadores em apelo por Lito Sousa
5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
Como gravação de clipe no Egito fez Dave Lombardo desistir do Slayer
Kiko Loureiro, do Angra, relembra o tempo de Dominó
Cinco músicas escritas em homenagem a Layne Staley (Alice in Chains)

Crypta abrirá próxima tour do Arch Enemy e The Black Dahlia Murder
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



