Meshuggah: obra mais cautelosa em sua abordagem
Resenha - ObZen - Meshuggah
Por Ben Ami scopinho
Postado em 25 de junho de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com uma trajetória que já ultrapassa duas décadas, os álbuns do colosso Meshuggah sempre causaram impacto no cenário, tanto que não se conhecem muitas bandas com a intrigante, caótica e inesperada personalidade musical dos suecos. E "ObZen" é mais uma obra que, mesmo mais cautelosa em sua abordagem, novamente comprova que a criatividade e técnica do pessoal continua sem dar mostras de cansaço.
Ainda que bem mais simples que o antecessor e claustrofóbico "Catch Thirty Three" (05), seu novo disco segue aquele padrão raramente convencional ou melódico, tão característico na sonoridade do Meshuggah. O leitor que acompanha a discografia do grupo encontrará em "ObZen" algumas similaridades com "Destroy Erase Improve" (95) e "Nothing" (02), parcialmente mescladas à atordoante faceta industrial e progressiva do já mencionado último disco. Isso, aliado a uma produção muito límpida – que até permite certa margem para se acessar um público mais amplo – torna-se uma combinação interessantíssima e brutal.
Além de muitos riffs matadores no decorrer do disco, outro ponto a ressaltar é o uso de uma bateria de verdade (demorou!), o que vem a corrigir a sensação mais artificial causada pela bateria programada tão utilizada anteriormente – aquele software criado pelo próprio baterista Tomas Haake, que acabou ficando conhecido como ‘Drumkit From Hell’, lembram-se?
Talvez a canção que venha a ser unanimidade entre os ouvintes seja a abertura apropriadamente chamada "Combustion", em especial pela sua simplicidade que a torna diferente dos ritmos mais complexos do restante do repertório. Outras excelentes músicas são "Electric Red", as velozes "Bleed" e "Pineal Gland Optics".
"ObZen" possui faixas muito diversificadas e que abrangem as mais variadas fases musicais da carreira do conjunto. Assim, é um trabalho que ajudará a entender mais facilmente a relevância do nome Meshuggah por aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer sua sonoridade, além de também ter grandes chances de ser devidamente apreciado por quem admirou o que os suecos fizeram no passado e não digeriram muito bem o tal último registro, uma anomalia vanguardista que dividiu tantas opiniões.
Formação:
Jens Kidman - voz
Fredrik Thordendal - guitarra e sintetizadores
Mårten Hagström - guitarra
Dick Lövgren - baixo
Tomas Haake - bateria
Meshuggah – ObZen
(2008 - Nuclear Blast Records / Icarus Music - nacional)
01. Combustion
02. Electric Red
03. Bleed
04. Lethargica
05. ObZen
06. This Spiteful Snake
07. Pineal Gland Optics
08. Pravus
09. Dancers To A Discordant System
Homepage: www.meshuggah.net
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
Fabio Lione dá resposta curta e "sincerona" a fã que questionou hiato do Angra
O disco que Paul Stanley nunca quis fazer; "Eu não tive escolha"
Andreas Kisser afirma que irmãos Cavalera não querem participar de último show do Sepultura
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
Se os celulares existissem nos anos 80, o Metallica não teria lançado o "Master of Puppets"
Roland Grapow: "Eu não me importo mais com fórmulas, só quero fazer Metal"
A música tocante do Dream Theater inspirada por drama familiar vivido por James LaBrie
O melhor álbum da banda Death, segundo o Loudwire
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Fotos de Infância: Slash, do Guns N' Roses
Aerosmith e Guns N' Roses: O acordo sobre drogas em 1988
Flea revela qual é sua música preferida do Red Hot Chili Peppers



Tomas Haake admite que às vezes erra enquanto toca "Bleed"
O Heavy Metal grita o que a Psicanálise tentou explicar
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



