Royal Hunt: decadência quando tudo parecia a favor

Resenha - Live 2006 - Royal Hunt

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Por Rodrigo Simas, Fonte: Royal Hunt
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Nota: 6


É impressionante como algumas bandas conseguem entrar em decadência quando tudo está a seu favor, mesmo quando não existe um real motivo para isso. Foi o que aconteceu com o Royal Hunt após o lançamento do excelente Paradox, em 1997.

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Tudo parecia perfeito, as vendas cresciam, críticas favoráveis ao redor do mundo, destaque total no Japão e uma demanda incrível por novo material de estúdio. Foi quando DC Cooper, vocalista na época, saiu e deixou André Andersen, tecladista, líder e principal compositor, a procura de um substituto à altura. Encontrou o excelente John West, então no Artension, e o recrutou para a banda.

A partir daí a banda lançou quatro CDs, entre medianos e bons, e estranhamente (ou coincidentalmente) foi caindo no esquecimento do público e da crítica. Este duplo ao vivo, entitulado "Live 2006" (fazendo a ponte entre o também duplo ao vivo "Live 1996", da época clássica do grupo) é da turnê do álbum de 2005, Paper Blood. Aqui o grupo aparece em uma performance que ainda lembra a outrora potência do - no início da década de 90 - novo metal sinfônico progressivo, mas não consegue esconder um visível desgaste.

John West dá conta do recado e mostra porque foi o escolhido para substituir DC Cooper. A banda parece se divertir tocando o repertório e mostra competência desde a abertura com "Paper Blood" até a última "Epilogue".

O set list é bastante diverso e passeia por todas as fases do Royal Hunt, desde as antigas "Running Wild" e "Wasted Time", pelas ótimas "Message To God" e "Last Goodbye" (que não funciona muito bem na voz de West) ou pelas mais recentes "Surrender" e "The Mission", do disco homônimo, lançado em 2001. A produção é básica, mas passa longe de surpreender, e a arte gráfica é fraquíssima, com fotos de baixíssima qualidade.

No geral um show razoável, que fecha a fase John West no Royal Hunt (substituído por Mark Boals no novo "Collision Course... Paradox 2") de maneira tímida, mas ainda assim honrada, e abre espaço para os novos caminhos que André Andersen deseja seguir.




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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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