Kamelot: melodias, toques épicos e riffs metálicos
Resenha - Ghost Opera - Kamelot
Por Rodrigo Simas
Postado em 15 de junho de 2008
Caminhando em uma linha ascendente que parecia não ter fim, é impossível falar de "Ghost Opera" sem compará-lo com seu antecessessor, "The Black Halo", considerado por muitos uma obra-prima recente do heavy metal. E a primeira pergunta que surge é facilmente respondida: infelizmente o Kamelot não conseguiu se superar dessa vez. Não que "Ghost Opera" seja ruim, muito pelo contrário, mas é um passo atrás da excelência conquistada com "The Black Halo".
A grande verdade é que o Kamelot seria apenas mais uma banda de heavy metal com influências sinfônicas, orquestrais e progressivas, se não fosse pelas composições sólidas e pela sempre imbatível performance de Khan, vocalista que apareceu para o mundo no maravilhoso Conception, seu antigo grupo. Ele é a peça chave que dá o toque indispensável de originalidade e consegue ser o grande diferencial entre o Kamelot e as muitas bandas que brigam por um espaço dentro do mercado. Suas linhas vocais, sua interpretação e seu dinamismo brilham mais uma vez em "Ghost Opera", mas a evolução musical que era latente nos últimos lançamentos não acontece aqui.
Um pouco menos agressivo e com instrumental menos elaborado, Ghost Opera é um disco mais fácil para o ouvinte casual, mas o fãs não se decepcionarão: todas as principais características da banda continuam aqui. As belas melodias, os toques épicos e os riffs metálicos permeiam toda a obra, que consegue manter sua qualidade em todas suas onze faixas. Desde a introdução "Solitaire", passando pelo ótimo refrão de "Rule The World", às participações especiais de Simone Simons (Epica) em "Blücher" e Amanda Sommerville em "Morning Star", "Love You To Death" e na homônima "Ghost Opera", o Kamelot mostra que chegou a um patamar elevado dentro do estilo.
É gratificante ver que a banda parece ainda não ter medo de arriscar e experimentar em arranjos e formatos, mostrando inspiração e talento para continuar trabalhando. Resta esperar um próximo lançamento e torcer para que o Kamelot consiga superar sua obra mais aclamada, principalmente porque mesmo que não consiga, mantendo o nível de "Ghost Opera" a qualidade já será garantida.
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