Kamelot: navegando para outros mares
Resenha - Ghost Opera - Kamelot
Por Ricardo Seelig
Postado em 20 de junho de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em 2005, o Kamelot lançou o seu melhor disco. "The Black Halo" representa para a banda o que "Master Of Puppets" é para o Metallica, "Reign In Blood" para o Slayer e "The Number Of The Beast" para o Iron Maiden. Com este álbum, o Kamelot subiu vários degraus, e passou a ser visto com outros olhos pelos fãs e pela mídia.
E agora, o que fazer depois de um estouro desses, de conseguir chegar a um nível de qualidade tão elevado? A resposta está no novo trabalho dos caras, "Ghost Opera". As características mais marcantes de "The Black Halo", e também dos anteriores "Epica" e "Karma", foram mantidas, e não poderia ser diferente. Estão lá as linhas vocais emocionais de Roy Khan, criando melodias singulares, assim como o criativo trampo de guitarra de Thomas Youngblood, usando o seu virtuosismo a favor da musicalidade das canções. Gleen Barry e Casey Grillo solidificam ainda mais uma das melhores cozinhas da música pesada, e, complementando tudo isso, o tecladista Oliver Palotai constrói camadas que ora dão ainda mais peso à guitarra de Youngblood, ora inserem nuances que preenchem de forma inteligente as composições.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Os refrãos marcantes, uma das marcas mais evidentes do som do grupo, continuam em evidência. Isso já fica claro em "Solitaire", que abre o álbum com classe. A faixa seguinte, "Rule The World", parece saída das sessões de "The Black Halo", tamanha a similariedade com aquele álbum.
A cadenciada "The Human Stain" aposta em mudanças interessantes de andamento e clima, destacando a bela voz de Khan, enquanto a épica faixa título e "Blucher" unem com perfeição poderosos riffs de guitarra a dramáticas passagens de teclado. A linda balada "Love You To Death" é um dos destaques de "Ghost Opera". Passagens de violino enriquecem a canção, que também conta com uma ótima performance de Palotai.
Como havia ocorrido em "The Black Halo", o Kamelot mantém o seu ponto de vista e investe mais nas melodias e nas estruturas das composições do que em andamentos mais acelerados, o que torna a sua música, na minha opinião, diferente e muito mais interessante do que grupos similares, que ainda investem em um metal melódico mais ortodoxo. Apesar de que classificar o Kamelot como melódico é ser simplista demais, já que sua música está caminhando cada vez mais para outros mares, sendo o principal deles o prog metal.
Tecnicamente, "Ghost Opera" apresenta uma ótima produção, bastante similar ao último trabalho do grupo. Individualmente o destaque maior é o vocalista Roy Khan, apesar de todos os integrantes fazerem com perfeição o seu trabalho.
A principal diferença em relação a "The Black Halo", e que talvez gere discussões entre os fãs, é que as canções de "Ghost Opera" não possuem um apelo tão imediato quanto s daquele disco. Ao ouvir "The Black Halo", o ouvinte se empolgava a cada faixa, enquanto que em "Ghost Opera" as música vão revelando sua força a cada nova audição. Os mais ansiosos podem, assim, pré-julgar o trabalho de maneira errada.
Concluindo, o Kamelot não faz feio em "Ghost Opera", aliás está muito longe disso. Não é um discaço como "The Black Halo", mas mesmo assim ainda é muito melhor do que a maioria do que se anda fazendo no heavy metal atual.
Faixas:
1. Solitaire
2. Rule The World
3. Ghost Opera
4. The Human Stain
5. Blucher
6. Love You To Death
7. Up Through The Ashes
8. Mourning Star
9. Silence Of The Darkness
10. Anthem
11. Edenecho
Outras resenhas de Ghost Opera - Kamelot
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
A melhor capa de disco, segundo Derrick Green, vocalista do Sepultura
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
Com ex-membros do Death, Left to Die anuncia álbum "Initium Mortis"
Edu Falaschi comenta mudanças em sua voz: "Aquele Edu de 2001 não existe mais"
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Paul Di'Anno tem novo álbum ao vivo anunciado, "Live Before Death"
3 músicas lendárias do metal nacional que são um convite à nostalgia
Black Label Society confirma shows no Brasil e apresentação exclusiva do Zakk Sabbath
O cantor que Robert Plant elogiou: "Sabem quem acho que tem a melhor voz que já ouvi?"
Ela é vigária, grava com o Dragonforce e quer o Iron Maiden tocando em sua igreja
A música do Genesis que a banda, constrangida, talvez preferisse apagar da história
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Slash: surpreendendo ao apontar qual o riff mais pesado de todos os tempos
A música muito pesada do Black Sabbath que fala sobre amor e foi regravada pelo Sepultura
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1983

A vez em que Alissa White-Gluz pensou estar trabalhando com Fabio Lione (mas não estava)
O músico brasileiro que está colaborando com o álbum solo de Roy Khan
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
