Alberto Rigoni: álbum de músico, não de baixista
Resenha - Something Different - Alberto Rigoni
Por Rodrigo Werneck
Postado em 04 de maio de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Muitos fãs de música em geral têm se cansado da repetição que os discos solo de instrumentistas, cheios de virtuosismos técnicos, vinham se tornando nos últimos anos, após o "boom" do estilo em meados dos anos 80, que se prolongou pelos anos 90. Uma saudável mudança tem ocorrido em muitos casos, e Alberto Rigoni, baixista da banda italiana Twinspirits, é um deles.


O objetivo de Rigoni com esse disco não foi fazer propriamente um álbum de baixista, mas sim de músico/compositor. Portanto, tudo é focado nas composições e arranjos. Lógico que há ênfase no baixo, mas isso é feito de forma bem balanceada e ótimo gosto, e os demais instrumentos têm bastante espaço para brilhar também. Uma excelente forma de se mostrar serviço, num CD que dá gosto de se ouvir. Além de Alberto, participam os convidados Lorenzo Nizzolini (teclados), Enrico Buttol (bateria), Marco Torchia (bateria), Tommy Ermolli (guitarra), Daniele Gottardo (guitarra), Irene Ermolli (vocais) e Daniele "Kenny" Conte (vocais). É bom frisar que as músicas nesse disco não têm absolutamente nada a ver com o material do Twinspirits, projeto principal de Rigoni (junto ao tecladista Daniele Liverani), que é totalmente focado em prog metal.

Logo de cara, na faixa "The Factory", podem ser notadas todas essas características. Uma levada "grooveada" no baixo nos leva a outros mais para os lados do hard progressivo e do fusion, com os teclados e guitarras tendo muito destaque no arranjo. O baixão de Rigoni lidera os trabalhos, mas sem excessos. Essa faixa de entrada lembra um pouco a intensidade sonora de bandas como o King Crimson atual e o Niacin (com uma sonoridade no baixo similar à de Billy Sheehan). "Trying to Forget" é um tema mais "low profile", com Alberto tocando melodias e harmonias em seu instrumento, totalmente sozinho, tirando proveito das potencialidades de um baixo de 6 cordas nesse contexto.
"Glory of Life" tem um ritmo contagiante, com Rigoni repetindo a dobradinha de sucesso com Ermolli, seu companheiro de Twinspirits. "SMS" soa moderna com sua bateria eletrônica pulsante, e um registro médio-grave no baixo muito bem colocado, seja na base ou nos solos. "BASSex" mantém o clima mais acessível, numa clima quase "techno", com os bem colocados (e sensuais) vocais de Irene Ermolli e um excelente trabalho no baixo, requintado no groove e recheado de harmônicos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "One Moment Before" é outra bela faixa, mais introspectiva e com flertes com jazz e progressivo (pena que seja muito curta). Uma "cama" de teclados prepara o terreno para o baixo de 6 cordas de Rigoni, que chega a soar como um violão, cheio de sutilezas. O peso marca a faixa seguinte, "Roller Coaster", que inclui uma formação completa de banda (guitarra, teclado, baixo, bateria) e os vocais com efeitos de Kenny Conte. Como o título denota, uma alternância de momentos.
"Desert Break" é experimental e bem encaixada na tracklist, trazendo variedade ao repertório. Segue-se "Jammin’ On Vocal Drums", com um ótimo trabalho de Gottardo na guitarra, mesclando influências de jazz, fusion e blues. "Sweet Tears" fecha o disco num clima triste, típico de despedidas. Somente baixo e teclado/piano, numa belíssima composição.

O recado foi dado, e Alberto Rigoni se saiu muito bem em seu CD solo de estréia, cujo único defeito é ser pequeno (35 minutos). Ou não, pois por outro lado fica o gostinho de "quero mais", o que acaba por aumentar a ansiedade por novos trabalhos do baixista. Como mostrou que se sai bem em diversos estilos (metal, prog, jazz/fusion, techno, música experimental), boa coisa certamente virá pela frente.
Tracklist:
1. The Factory
2. Trying To Forget
3. Glory Of Life
4. SMS
5. BASSex
6. One Moment Before
7. Roller Coaster
8. Desert Break
9. Jammin' On Vocal Drums
10. Sweet Tears
Sites:
http://www.albertorigoni.net
http://www.myspace.com/albertorigoni

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
O guitarrista que fazia Lemmy perder a paciência; "era só pra me irritar"
A banda de metal que Lars Ulrich achava inalcançável, mesmo sem virar gigante como o Metallica
Derrick Green anuncia estar formando nova banda para o pós-Sepultura
Elton John revela qual o maior cantor de rock que ele ouviu em sua vida
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
O grande problema que invalida o documentário do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Megadeth inicia turnê sul-americana, que passará por São Paulo; confira setlist
O hit dos anos 1960 que está entre as melhores músicas da história, segundo Slash
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Cabeça Dinossauro" dos Titãs
O elogio inesperado que Jimmy Page fez a Ritchie Blackmore num encontro em Hollywood
Falar mal do Dream Theater virou moda - e isso já perdeu a graça há tempos
A banda em que ninguém recusaria entrar, mas Steven Tyler preferiu dizer não
Faixa de novo EP do Sepultura remete à música do Black Sabbath cantada por Ian Gillan
Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, acha que Kiss é banda de história em quadrinhos
Jimmy Page diz quem é o melhor guitarrista solo da história: "Não chego aos pés dele"
Como era dividir o apartamento com o calado Jimi Hendrix, segundo Ron Wood
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

