Matérias Mais Lidas

imagemFilho de Trujillo fez guitarra na "Master of Puppets" que toca em Stranger Things

imagemMetallica em "Stranger Things" deixa fãs preocupados com a "popularização" da banda

imagemA bizarra exigência de Ace Frehley para participar da última turnê do Kiss

imagemEngenheiros do Hawaii e as tretas com Titãs, Lulu Santos, Lobão e outros

imagemSummer Breeze Open Air Brasil acontece em abril de 2023 em São Paulo

imagemLady Gaga: "o Iron Maiden mudou a minha vida!"

imagemPink Floyd: Suas 10 músicas mais subvalorizadas, segundo a What Culture

imagemMax Cavalera revela como "selou a paz" com Tom Araya, vocalista do Slayer

imagemLobão explica porquê todo sertanejo gostaria, no fundo, de ser roqueiro

imagemPink Floyd: Gilmour nega alegação de Waters sobre "A Momentary Lapse of Reason"

imagemO álbum do The Who que Roger Daltrey achou "uma m*rda completa

imagem"Stranger Things" traz cena com "Master of Puppets", do Metallica

imagemO grave problema do refrão de "Eagle Fly Free", segundo Fabio Lione

imagemMorre aos 43 anos Andrew LaBarre, ex-guitarrista e vocalista da banda Impaled

imagemVital, o ex-Paralamas que virou nome de música e depois foi pro Heavy Metal


Stamp

Alberto Rigoni: álbum de músico, não de baixista

Resenha - Something Different - Alberto Rigoni

Por Rodrigo Werneck
Em 04/05/08

Nota: 8

Muitos fãs de música em geral têm se cansado da repetição que os discos solo de instrumentistas, cheios de virtuosismos técnicos, vinham se tornando nos últimos anos, após o "boom" do estilo em meados dos anos 80, que se prolongou pelos anos 90. Uma saudável mudança tem ocorrido em muitos casos, e Alberto Rigoni, baixista da banda italiana Twinspirits, é um deles.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

O objetivo de Rigoni com esse disco não foi fazer propriamente um álbum de baixista, mas sim de músico/compositor. Portanto, tudo é focado nas composições e arranjos. Lógico que há ênfase no baixo, mas isso é feito de forma bem balanceada e ótimo gosto, e os demais instrumentos têm bastante espaço para brilhar também. Uma excelente forma de se mostrar serviço, num CD que dá gosto de se ouvir. Além de Alberto, participam os convidados Lorenzo Nizzolini (teclados), Enrico Buttol (bateria), Marco Torchia (bateria), Tommy Ermolli (guitarra), Daniele Gottardo (guitarra), Irene Ermolli (vocais) e Daniele "Kenny" Conte (vocais). É bom frisar que as músicas nesse disco não têm absolutamente nada a ver com o material do Twinspirits, projeto principal de Rigoni (junto ao tecladista Daniele Liverani), que é totalmente focado em prog metal.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Logo de cara, na faixa "The Factory", podem ser notadas todas essas características. Uma levada "grooveada" no baixo nos leva a outros mais para os lados do hard progressivo e do fusion, com os teclados e guitarras tendo muito destaque no arranjo. O baixão de Rigoni lidera os trabalhos, mas sem excessos. Essa faixa de entrada lembra um pouco a intensidade sonora de bandas como o King Crimson atual e o Niacin (com uma sonoridade no baixo similar à de Billy Sheehan). "Trying to Forget" é um tema mais "low profile", com Alberto tocando melodias e harmonias em seu instrumento, totalmente sozinho, tirando proveito das potencialidades de um baixo de 6 cordas nesse contexto.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

"Glory of Life" tem um ritmo contagiante, com Rigoni repetindo a dobradinha de sucesso com Ermolli, seu companheiro de Twinspirits. "SMS" soa moderna com sua bateria eletrônica pulsante, e um registro médio-grave no baixo muito bem colocado, seja na base ou nos solos. "BASSex" mantém o clima mais acessível, numa clima quase "techno", com os bem colocados (e sensuais) vocais de Irene Ermolli e um excelente trabalho no baixo, requintado no groove e recheado de harmônicos.

"One Moment Before" é outra bela faixa, mais introspectiva e com flertes com jazz e progressivo (pena que seja muito curta). Uma "cama" de teclados prepara o terreno para o baixo de 6 cordas de Rigoni, que chega a soar como um violão, cheio de sutilezas. O peso marca a faixa seguinte, "Roller Coaster", que inclui uma formação completa de banda (guitarra, teclado, baixo, bateria) e os vocais com efeitos de Kenny Conte. Como o título denota, uma alternância de momentos.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

"Desert Break" é experimental e bem encaixada na tracklist, trazendo variedade ao repertório. Segue-se "Jammin’ On Vocal Drums", com um ótimo trabalho de Gottardo na guitarra, mesclando influências de jazz, fusion e blues. "Sweet Tears" fecha o disco num clima triste, típico de despedidas. Somente baixo e teclado/piano, numa belíssima composição.

O recado foi dado, e Alberto Rigoni se saiu muito bem em seu CD solo de estréia, cujo único defeito é ser pequeno (35 minutos). Ou não, pois por outro lado fica o gostinho de "quero mais", o que acaba por aumentar a ansiedade por novos trabalhos do baixista. Como mostrou que se sai bem em diversos estilos (metal, prog, jazz/fusion, techno, música experimental), boa coisa certamente virá pela frente.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Tracklist:
1. The Factory
2. Trying To Forget
3. Glory Of Life
4. SMS
5. BASSex
6. One Moment Before
7. Roller Coaster
8. Desert Break
9. Jammin' On Vocal Drums
10. Sweet Tears

Sites:
http://www.albertorigoni.net
http://www.myspace.com/albertorigoni

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Airbourne 2022
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Exodus: "Rick Rubin é uma verdadeira fraude", diz Gary Holt


Sobre Rodrigo Werneck

Carioca nascido em 1969, engenheiro por formação e empresário do ramo musical por opção, sendo sócio da D'Alegria Custom Made (www.dalegria.com). Foi co-editor da extinta revista Musical Box e atualmente é co-editor do site Just About Music (JAM), além de colaborar eventualmente com as revistas Rock Brigade e Poeira Zine (Brasil), Times! (Alemanha) e InRock (Rússia), além dos sites Whiplash! e Rock Progressivo Brasil (RPB). Webmaster dos sites oficiais do Uriah Heep e Ken Hensley, o que lhe garante um bocado de trabalho sem remuneração, mais a possibilidade de receber alguns CDs por mês e a certeza de receber toneladas de e-mails por dia.

Mais matérias de Rodrigo Werneck.