Resenha - Apoteoses Oculta - Cryfemal

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Por Ricardo Santos
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Para ser sincero, eu apenas conhecia duas ou três bandas de metal espanholas, e ainda assim de ouvir falar, que são o Baalphegor (não confundir com o austríaco Belphegor) e o Dark Moor. Logo, este ignorante e amador escriba ficou deveras surpreso com um disco de “True Spanish Black Metal” (termo ridiculamente cunhado por mim, paguem-me royalties se utilizarem para outros fins), da horda Cryfemal.

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O Cryfemal na verdade é uma “one-man band” da capital espanhola, Madrid, formada pelo incrivelmente estranho cidadão Ebola, que também participa de uma outra banda de Black Metal chamada Indomitus. O som do projeto é um Raw Black Metal claramente inspirado na segunda onda do Black Metal (ou o True Norwegian Black Metal, chame do que quiser), sendo praticamente uma mescla da trilogia clássica do Darkthrone (instrumental) com o Burzum (pelos vocais esganiçados e “megafonados” de Ebola), tudo cantado em espanhol.

E o Cryfemal passa em suas músicas uma sensação de frio digna das bandas nórdicas, apesar de estar nas alegres terras mediterrâneas da Espanha (tenho de ter contato com os primeiros álbuns do Cryfemal para deduzir com mais clareza o que Ebola faz com o seu projeto, logo tudo o que posso dizer é sobre este álbum). “Apoteoses Oculta” é o seu quarto álbum de estúdio, e foi lançado em setembro do ano passado. Falando do álbum, há uma forte aura desoladora, melancólica aqui, e tudo nele contribui para isto. Desde os riffs cortantes (o de “Black Metal II” lembrou-me o de “Transilvanian Hunger”), os já citados vocais esganiçados e a natureza épica das canções, mesmo as mais curtas, possuem este ar, digamos, hipnotizador, apocalíptico (presumo que todo álbum de Black Metal que se preze deve ter esta natureza). Um exemplo é a canção “Abominable Desolacion” que em menos de quatro minutos, traz este clima aterrorizante e gélido aos nossos ouvidos.

Ebola mostra-se um excelente compositor, e não usou de bateria eletrônica (ponto pra ele) para as batidas infernais do álbum, logo, tudo soa muito orgânico aqui. Os riffs também merecem destaque por serem extremamente gélidos. Talvez, o único ponto negativo seja o vocal (bem, o cara não precisa ser o melhor cantor do mundo para blasfemar, então daremos um desconto, ok?), mas isso não importa. O que importa é o grande resultado final que foi alcançado aqui.

Então, caro leitor black metaller mais esperto do que este incauto resenhista, procure conhecer este disco e os outros três álbuns que circulam por aí em suas versões européias (alguém disponibilizará estes discos aqui no Brasil?) e tire suas próprias conclusões acerca de “Apoteoses Oculta”. Ah, garanto que muitos dos old-schools da vida irão chiar pelo fato das letras serem em espanhol, mas se você não tiver preconceito lingüístico e gostar dos clássicos noruegueses e de nomes como Nargaroth e Graveland, este álbum é uma ótima sacada.

Cryfemal - "Apoteoses Oculta"
(importado - Oniric Records/Warfront Prod.)

01. Terribles Disciplinas
02. El Tormento de Cesar El Ahorcado
03. Black Metal II
04. Abominable Desolacion
05. Apocalipsis
06. Grandiosas Ordenes
07. La Muerte Podrida
08. Obito & Duelo

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