Svartsot: para ouvir com os punhos no ar
Resenha - Ravnenes Saga - Svartsot
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 11 de fevereiro de 2008
O novato e desconhecido Svartsot se formou na Dinamarca em 2005, e com apenas duas demos nas costas conseguiu vencer a competição "Metal Grand Prix 2006" em seu país. Com o nome em evidência, tem agora a oportunidade de estrear em disco pela gravadora Napalm Records com um bonito trabalho, "Ravnenes Saga", título que remete a Hugin e Munin (Pensamento e Memória), os corvos que frequentemente voavam para fora do mundo com o intuito de relatar o que haviam visto a Odin, o todo-poderoso deus viking.

O Svartsot é totalmente desprovido de qualquer dimensão épica, característica bastante comum em muitas bandas do estilo. Esqueça também o uso de gaitas de foles ou acordeões... A banda se impõe com boas doses de agressividade típicas da música extrema, o que fica evidenciado pelas vocalizações totalmente guturais, guitarras pesadíssimas orientando as canções e uma seção rítmica que aparece bastante. E, paralelo a este aspecto Heavy Metal, lá estão as bonitas melodias de flautas, tambores e alguns poucos mandolins dando a contrastante tônica, seja melancólica ou alto-astral.
Parte da crítica posiciona a sonoridade do Svartsot entre o Korpklaani e o Amon Amarth, e esta é uma análise válida. Apesar das estruturas das canções serem bastante simples e seguirem o mesmo padrão, o grupo elaborou um repertório diversificado e extremamente agradável, todo cantado em dinamarquês, com destaque para a abertura grudenta "Gravøllet"; "Nidvisen", cujo ritmo possui todo um jeitão de polka; "Hedens Døtre" e "Festen", ambas perfeitas para se bater cabeças; e ainda a forte atmosfera medieval de "Spillemandens Dåse".
É claro que num planeta que gerou feras tão distintas como Finntroll, Moonsorrow, Tyr e In Extremo, o Svartsot não apresenta nada de novo. Mas não há como a inabalável energia que reina em "Ravnenes Saga" passar despercebida. Uma estréia onde muito é oferecido, e tudo é tão galopante que inconscientemente o ouvinte vai levantando os punhos. É difícil evitar...
Formação:
Claus B. Gnudtzmann - voz
Cris J.S. Frederiksen - guitarra
Michael L Andersen - guitarra
Stewart Lewis - flautas e bodhran
Martin Kielland-Brandt - baixo
Niels Thogersen - bateria
Svartsot - Ravnenes Saga
(2007 / Napalm Records - importado)
01. Gravøllet
02. Tvende Ravne
03. Nidvisen
04. Jotunheimsfærden
05. Bersærkergang
06. Hedens Døtre
07. Festen
08. Spillemandens Dåse
09. Skovens Kælling
10. Skønne Møer
11. Havets Plage
Homepage: www.svartsot.dk
Nota: 08
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Daniel Erlandsson comenta a "treta" entre Kiko Loureiro e o Arch Enemy
Max Cavalera revela o maior mal-entendido sobre sua saída do Sepultura
Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
Daniel Erlandsson diz que retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy não daria certo
A pior música de "Appetite for Destruction", de acordo com o Loudwire
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Vocalista admite ter pedido demissão do Journey antes da atual turnê
Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
Aos 82 anos, Keith Richards conta como dribla limitações para seguir tocando
Guitarristas querem incluir músicas raras nos próximos shows do Judas Priest
Após quase 40 anos, Wacken Open Air acaba com tradição do festival: o lamaçal
Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Kiko Loureiro conta quem foi o "guitarrista dos guitarristas"; "Van Halen tinha ele como Deus"
Cinco bandas que provam que o Brasil é uma potência do heavy metal
A pisada na bola de Ritchie Blackmore que Ronnie James Dio jamais perdoou


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



