Sebastian Bach: o álbum mais pesado da carreira

Resenha - Angel Down - Sebastian Bach

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Por Rafael Tavares
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Nota: 9


Antes de começar esta resenha, gostaria de tirar um momento para agradecer ao Rachel Bolan e Dave "Snake" Sabo por terem demitido Sebastian Bach do Skid Row, e também ao Slash por ter escolhido Scott Weiland para o cargo de vocalista do Velvet Revolver, pois, se nada disso tivesse acontecido, talvez não tivéssemos a chance de ouvir um disco tão bom quanto o "Angel Down".

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Sim, o disco é bom a esse ponto mesmo. Verdade seja dita: não é nenhum divisor de águas para o Heavy Metal, e basicamente não traz nada de muito inovador ao estilo, mas de longe é muito melhor do que muita coisa que têm sido lançada nos últimos anos. Além de, sem dúvidas, ser o disco mais pesado e completo que Sebastian Bach já gravou em toda sua carreira.

Apoiado por uma banda de fazer inveja a muita gente, formada pelos guitarristas "Metal" Mike Chlasciak (Halford, Painmuseum) e Johnny Chromatic, Steve DiGiorgio (Sadus, Testament) no baixo e Bobby Jarzombek (Halford, Painmuseum) na bateria, Sebastian Bach traz ao mercado um disco que mostra muito bem suas influências, com uma sonoridade impecável, que mostra que Roy Z realmente é o melhor produtor de Heavy Metal que existe, e uma sensação de segurança e desenvoltura nunca antes vista em sua voz.

O disco abre com a faixa título, "Angel Down", repleta de riffs pesados e toda aquela gritaria que é característica de Bach. Logo em seguida vem "You don't Understand", que em alguns momentos lembra o Iron Maiden e em outros um pouco de uma música do começo da carreira do Skid Row, "Forever", mostrando que a idade só trouxe louros à voz de Sebastian Bach (ao contrário do que muita gente pensa).

A seguir vêm três faixas contendo participações de Axl Rose(Guns N' Roses). "Back in the Saddle", cover do Aerosmith, muito bem executado pela banda, que traz um peso e uma "ginga" de que sempre senti falta na versão original. Axl e Sebastian trocam versos e cantam o refrão juntos, "I'm back in the saddle again!". Sebastian Bach já voltou, estamos esperando pelo Axl Rose agora.

"(Love is a)Bitchslap", que foi uma idéia de Roy Z, é um hard rock bem sleazy, sem grandes pretensões, visando apenas a diversão que a música deve trazer com seu riff dançante e solos cheios de harmônicos. Essa música poderia muito bem estar no "Slave to the Grind". "Stuck Inside" fecha a participação de Axl Rose no disco. Uma faixa com riffs pesados, intercalados com momentos de calmaria, trazendo no final a participação de Axl Rose, com uma voz comparável apenas à época do "Appetite for Destruction", um dos pontos altos do disco.

No fim dos anos 80, e até hoje nos shows de Sebastian Bach, "Youth Gone Wild" é cantada como um hino, onde os headbangers batem suas cabeças com o punho erguido e cantam o refrão com todo entusiasmo do mundo. Pois bem, "American Metalhead", original do PainmuseuM, pode ser considerada uma versão moderna de "Youth Gone Wild". Seria uma boa se o disco trouxesse um bônus desta faixa com a participação de Tim Clayborne (PainmuseuM). A próxima música, "Negative Light", é uma faixa que só pode ser descrita como uma mistura de Black Sabbath com Pantera: porrada do começo ao fim, imperdível! "Live and Die" fecha a primeira sessão de pancadaria do CD de forma muito competente, com riffs muito bem bolados e um trabalho de voz ótimo por parte de Bach.

Um disco do Sebastian Bach não é um disco do Sebastian Bach se não tiver uma balada, correto? "By Your Side" é uma das baladas mais lindas que Bach já gravou em sua carreira, comparável apenas à "Wasted Time" do "Slave to the Grind".

"Our Love is a Lie" é uma ótima surpresa dentro deste disco. Hard Rock no melhor estilo Skid Row, com um refrão muito pegajoso, essa música promete ser sucesso nos shows. "Take you Down With Me" mostra que Sebastian Bach realmente soube escolher muito bem sua banda de apoio, com uma cozinha incrível feita por Bobby e Steve, além de contra-cantos muito bem executado por Bach, essa música é a prova de que, pra se fazer um som pesado, você não precisa abdicar de harmonias, e que som pesado não é necessariamente igual à distorção - apenas. Mais um Hard Rock de peso para a conta de Bach, "Stabbin' Daggers" é, sem dúvida, a música onde a banda soa melhor como um todo.

Fechando o disco temos "You Bring Me Down", velha conhecida dos fãs de Sebastian Bach, que tem um clima que lembra muito a carreira solo de Ozzy Osbourne, e a balada "Falling Into You", escrita por Bach com a parceria de Desmond Child. "Falling Into You" é a faixa que mais destoa do resto do disco, trata-se de uma lindíssima balada, que tem potencial de se tornar um grande hit se tiver o devido trabalho de promoção. Com harmonias muitas bem trabalhadas, um lindíssimo solo de guitarra e um piano servindo como base, essa música mostra que Sebastian Bach ainda é uma das maiores vozes do rock and roll.

"Angel Down" é, sem sombra de dúvidas, o disco mais pesado que Sebastian Bach já teve a oportunidade de gravar em sua carreira. Se algum dia você perguntou se ele ainda teria fôlego e motivação para poder criar um álbum que pudesse bater "Slave to the Grind", bem, esse dia chegou, e este álbum se chama "Angel Down".

Tracklist:

1. Angel Down
2. You Don't Understand
3. Back in the Saddle(com Axl Rose)
4. Love is a Bitchslap(com Axl Rose)
5. Stuck Inside(com Axl Rose)
6. American Metalhead
7. Negative Light
8. Live and Die
9. By Yourside
10. Our Love is a Lie
11. Take you Down With Me
12. Stabbin' Daggers
13. You Bring me Down
14. Falling Into You

Banda:
Sebastian Bach - Voz
Metal Mike Chlasciak - Guitarra
Jhonny Chromatic - Guitarra
Steve DiGiorgio - Baixo
Bobby Jarzombek - Bateria

Lançado por: EMI Music(Nacional)

Site Oficial: http://www.sebastianbach.com


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Sobre Rafael Tavares

Nascido em 1987, descobri o rock and roll já cedo, aos 6 anos de idade, quando ouvi "I Don't Care About You" com o Guns N' Roses em algum momento de 1993. De lá pra cá minha paixão pela música pesada e, especialmente pelo Guns N' Roses (que estará para sempre marcado em minha pele, alma e coração) cresceu exponencialmente. Sebastian Bach me fez querer virar cantor e o resto é história. Produtor fonográfico, formado em Letras e professor. Tão diversificado quanto o Rock and Roll, essa é minha vida, esse é meu clube. =D

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