Resenha - Whips and Roses II - Tommy Bolin

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Por Rodrigo Simas
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Compilada e produzida pelo produtor Greg Hampton e pelo irmão de Bolin, Johnnie, a segunda parte da coletânea "Whips and Roses" (ambas lançadas em 2006), nada mais é do que um resgate de gravações inéditas (algumas acreditava-se que estavam perdidas para sempre) ou versões alternativas de músicas do guitarrista, descobertas em uma caixa com várias fitas com material nunca lançado.

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Bolin apareceu para o mundo no início de década de 70, participando de diversos projetos e bandas (incluindo uma passagem pela James Gang), até entrar para o Deep Purple em 1975, após a saída de Ritchie Blackmore, e gravar o excelente "Come Taste The Band", último registro de Coverdale e Hughes no grupo (e único do guitarrista). Seu talento foi descoberto e se tornou popular para um público que até então desconhecia seu trabalho.

Some isso ao fato de que, um ano depois, Bolin faleceria precocemente por abuso de drogas e alcool (com apenas 25 anos), e o mito havia sido criado. Nada mais justo, porém, é dizer que ele foi um jovem e excelente guitarrista, que possivelmente se estivesse vivo, iria ter criado uma obra respeitável e junto com poucos outros, seria um dos grandes nomes de seu instrumento – mas é impossível saber disso com certeza.

"Whips And Roses II" traz quatro versões alternativas para músicas de seu primeiro disco solo, o ótimo "Teaser" (1975). São elas: o rockaço "The Grind", a instrumental "Homeward Strut", "People People" e "Lotus". Todas com qualidade de gravação bastante razoável e com performances excelentes de Tommy e banda. Infelizmente, o encarte – repleto de fotos, mas com um fraquíssimo projeto gráfico – não traz nenhuma, ou quase nenhuma (possivelmente por eles realmente não saberem), informação sobre as faixas, nem quem tocou nelas – muito menos onde e quando foram gravadas. As únicas informações são que Mike Finnigan canta em "Sooner or Later" e que Norman Jean Bell (ex-Frank Zappa e Parliament) canta na última, "Some People Call Me".

É possível no decorrer das doze faixas apreciar as várias nuances do estilo de Bolin, desde o seu lado mais blues, passando pelo jazz, soul e até pitadas de funk, mostrando a versatilidade do guitarrista e deixando claro o quão promissora era sua carreira. De jams longas como "Bagitblues Deluxe" a rocks diretos como a já citada "The Grind", são solos e riffs com um feeling surpreendente, muita técnica e uma pegada única. Encerrando, três músicas ao vivo são apresentadas como "bônus tracks" ("Bolin’s Boogie", "Tommy’s Got Da Blues" e "Some People Call Me") e parecem ter sido separadas do resto do material pela qualidade da gravação, muito inferior ao restante do CD.

No geral, uma boa coletânea para colecionadores e fanáticos pela obra de Tommy Bolin, mas que dificilmente agradará alguém que desconheça seu trabalho ou que esteja querendo conhecer (é mais indicado ouvir seus discos solos "Teaser" ou "Private Eyes", ou até mesmo o próprio "Come Taste The Band", do Deep Purple). Uma pequena amostra do seu legado, que infelizmente não pôde ser concluído.


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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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