Resenha - Whips and Roses II - Tommy Bolin
Por Rodrigo Simas
Postado em 15 de julho de 2007
Compilada e produzida pelo produtor Greg Hampton e pelo irmão de Bolin, Johnnie, a segunda parte da coletânea "Whips and Roses" (ambas lançadas em 2006), nada mais é do que um resgate de gravações inéditas (algumas acreditava-se que estavam perdidas para sempre) ou versões alternativas de músicas do guitarrista, descobertas em uma caixa com várias fitas com material nunca lançado.

Bolin apareceu para o mundo no início de década de 70, participando de diversos projetos e bandas (incluindo uma passagem pela James Gang), até entrar para o Deep Purple em 1975, após a saída de Ritchie Blackmore, e gravar o excelente "Come Taste The Band", último registro de Coverdale e Hughes no grupo (e único do guitarrista). Seu talento foi descoberto e se tornou popular para um público que até então desconhecia seu trabalho.
Some isso ao fato de que, um ano depois, Bolin faleceria precocemente por abuso de drogas e alcool (com apenas 25 anos), e o mito havia sido criado. Nada mais justo, porém, é dizer que ele foi um jovem e excelente guitarrista, que possivelmente se estivesse vivo, iria ter criado uma obra respeitável e junto com poucos outros, seria um dos grandes nomes de seu instrumento – mas é impossível saber disso com certeza.
"Whips And Roses II" traz quatro versões alternativas para músicas de seu primeiro disco solo, o ótimo "Teaser" (1975). São elas: o rockaço "The Grind", a instrumental "Homeward Strut", "People People" e "Lotus". Todas com qualidade de gravação bastante razoável e com performances excelentes de Tommy e banda. Infelizmente, o encarte – repleto de fotos, mas com um fraquíssimo projeto gráfico – não traz nenhuma, ou quase nenhuma (possivelmente por eles realmente não saberem), informação sobre as faixas, nem quem tocou nelas – muito menos onde e quando foram gravadas. As únicas informações são que Mike Finnigan canta em "Sooner or Later" e que Norman Jean Bell (ex-Frank Zappa e Parliament) canta na última, "Some People Call Me".
É possível no decorrer das doze faixas apreciar as várias nuances do estilo de Bolin, desde o seu lado mais blues, passando pelo jazz, soul e até pitadas de funk, mostrando a versatilidade do guitarrista e deixando claro o quão promissora era sua carreira. De jams longas como "Bagitblues Deluxe" a rocks diretos como a já citada "The Grind", são solos e riffs com um feeling surpreendente, muita técnica e uma pegada única. Encerrando, três músicas ao vivo são apresentadas como "bônus tracks" ("Bolin’s Boogie", "Tommy’s Got Da Blues" e "Some People Call Me") e parecem ter sido separadas do resto do material pela qualidade da gravação, muito inferior ao restante do CD.
No geral, uma boa coletânea para colecionadores e fanáticos pela obra de Tommy Bolin, mas que dificilmente agradará alguém que desconheça seu trabalho ou que esteja querendo conhecer (é mais indicado ouvir seus discos solos "Teaser" ou "Private Eyes", ou até mesmo o próprio "Come Taste The Band", do Deep Purple). Uma pequena amostra do seu legado, que infelizmente não pôde ser concluído.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
"Aprendam uma profissão, porque é difícil ganhar a vida", diz Gary Holt
A melhor música de heavy metal de cada ano da década de 1980, segundo a Loudwire
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
O disco de thrash metal gravado por banda brasileira que mexeu com a cabeça de Regis Tadeu
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
A banda de rock dos anos 1990 que acabou e não deveria voltar nunca, segundo Regis Tadeu
A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
Adrian Smith explica por que não há improviso nos shows do Iron Maiden
A música do Motörhead que tem verso "sacana" e marcou Rob Halford
Peter Criss não escreveu "Beth" e bateria não é instrumento musical, diz Gene Simmons
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Steve Harris revela qual música gostaria de resgatar para os shows do Iron Maiden
O clássico do rock britânico inspirado por Bob Dylan e Frank Sinatra: "Período estranho"
Geezer Butler revela quem é seu baixista favorito: "Eu o mantenho como o meu herói"
A opinião de Luiz Schiavon, do RPM, sobre o ex-patrão Fausto Silva
Quando Erasmo Carlos desdenhou do "poder demoníaco" de Ozzy Osbourne no Rock in Rio

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



