Matérias Mais Lidas

imagemA hilária crítica de Roberto Frejat contra fala cheia de "pretensão" do Bon Jovi

imagemRegis Tadeu explica porque Sandy não deve cantar músicas do Metallica

imagemO dia que Ivete Sangalo arrasou cantando Slayer com João Gordo na TV aberta

imagemOs curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão

imagemGuitarrista Brian Ray conta como é ter Paul McCartney como patrão

imagemO impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

imagemO Metallica não tem mais o que provar, muito menos algo novo para oferecer

imagemOs Raimundos traíram os Titãs? Sérgio Britto comenta e conta a versão dele

imagemNoel Gallagher revela o rockstar que ficou mais impressionado de conhecer pessoalmente

imagemO surpreendente disco que Tom Morello considera um dos melhores de todos os tempos

imagemAndreas Kisser opina sobre a reunião do Pantera, que começou nesse sábado

imagemPaul Stanley, do Kiss, fala sobre os shows da reunião do Pantera

imagemAngra: Luis Mariutti conta sobre atritos entre Andre Matos e Rafael Bittencourt

imagemCinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa

imagemRobert Plant confessa de qual música o Led Zeppelin tirou "Gallows Pole"


Stamp
Summer Breeze

Dissection: diferente do Black Metal de outrora

Resenha - Reinkaos - Dissection

Por Ben Ami Scopinho
Postado em 03 de julho de 2007

Nota: 9

A história de "Reinkaos" (Retorno ao Caos), o terceiro álbum de estúdio do sueco Dissection, possui uma trajetória bastante peculiar, pois suas canções foram compostas dentro de uma prisão, entre 1997 e 2004, época em que o vocalista e guitarrista Jon Nödtveidt cumpria pena por seu envolvimento no assassinato de um homossexual. Após o álbum ter sido lançado, o controvertido frontman já deixou claro que este seria o derradeiro registro da banda e, para encerrar as polêmicas, basta dizer que algum tempo depois Nödtveidt se suicidou, fato amplamente divulgado pela imprensa de todo o globo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A prioridade de "Reinkaos" nunca foi a música propriamente dita, e sim a divulgação do MLO (Misanthropic Luciferian Order), linha de pensamento que prega basicamente a aceleração da destruição total para retornarmos ao caos informe do qual descende o universo. Esta forma de pensar possui muitas características de outras culturas milenares, tanto que o próprio Dissection aborda o tema de forma figurada em várias canções, como nas excelentes "Black Dragon", "Dark Mother Divine" e "Maha Kali".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Musicalmente "Reinkaos" se mostra bem diferente do furioso Black Metal de outrora. Esqueça a velocidade, os famosos ‘blast beats’ ou a produção mais crua... A orientação agora está bem mais lenta e melódica, com arranjos relativamente básicos mesclados a partes mais técnicas, e se aproxima muito do famoso som de Gothenburg. Apesar de soar similar a uma infinidade de outras bandas, o grande mérito do Dissection por aqui é a vazão de sentimentos. Apesar de obscuro e bastante ríspido – em especial as vocalizações – há uma grande sensação de melancolia permeando todo o disco.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Independente de tudo o que aconteceu antes e depois do lançamento de "Reinkaos", o fato é que este é um belo álbum, dono de melodias pegajosas, com muitos riffs e solos bem elaborados. E quanto às letras? Bom, são mais interessantes do que boa parte das bandas "satanistas" que há por aí... E como a edição nacional traz como bônus um vídeo clip para "Starless Afon", aumenta ainda mais o estímulo para qualquer um que aprecie Heavy Metal conhecer este trabalho.

Alguns comentaram que "Reinkaos" se tornou um clássico imediato pelo fato de Jon Nödtveidt ter se suicidado. Duvido. Muitos dos antigos fãs dizem que o Dissection destruiu seu legado ao liberar um disco tão acessível, enquanto outros associam o nome da banda apenas a um músico cuja formação pessoal foi tão confusa que o levou ao suicídio.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

E é bom lembrar que em alguns países europeus o suicídio entre os jovens é algo tão freqüente, que é considerado há tempos como um caso de saúde pública. Entendem o que isto quer dizer?

Formação:
Jon Nödtveidt - Voz e Guitarra
Sethlans Teitan - Guitarra
Tomas Asklund - Bateria

Dissection – Reinkaos
(2006 / Black Horizon Music – 2007 / Somber Music – nacional)

01. Nexion 218
02. Beyond The Horizon
03. Starless Aeon
04. Black Dragon
05. Dark Mother Divine
06. Xeper-I-set
07. Chaosophia
08. God Of Forbidden
09. Reinkaos
10. Internal Fire
11. Maha Kali

Homepage: www.dissection.nu


Outras resenhas de Reinkaos - Dissection

Resenha - Reinkaos - Dissection

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Samael Hypocrisy


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Spotify: a música mais tocada de 20 bandas de metal extremo

Mayhem: cristianismo não é uma ameaça, mas sim o islamismo

Spotify: a música mais tocada de 20 bandas de metal extremo

Slayer: dez melhores covers de músicas da banda

Aerosmith: curiosidades sobre a voz de Steven Tyler

Os dez maiores picaretas da música internacional


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais matérias de Ben Ami Scopinho.