W.A.S.P.: tão bom como quase sempre foi

Resenha - Dominator - W.A.S.P.

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Por Ben Ami Scopinho
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E Mr. Lawless ataca novamente! "Dominator" é seu 13º álbum de estúdio e tudo continua tão bom como quase sempre foi. Uma nova formação também marca este registro, sendo que ocupando o posto do excelente guitarrista Darrell Roberts temos um velho conhecido, Doug Blair (que já atuou com a banda no início da década de 90 e também tocou em dois shows da turnê do "Unholy Terror" em 2001), e Stet Howland, que depois de 16 anos no W.A.S.P., foi substituído pelo baterista Mike Dupke (Hair Of The Dog).

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O leitor já observou quantas capas dos discos do W.A.S.P. trazem caveiras ou ossos? E lá está o crânio marcando presença em "Dominator", sobre a bandeira norte-americana em chamas... Clara alusão à infeliz e tão contestada política externa do filhote de águia Bush Jr. Novamente Blackie Lawless mostra que existe espaço de sobra para algo bem mais consistente do que a famosa trilogia "sexo, drogas e rock n'roll", que há tempos perdeu muito de seu real sentido.

E depois de 25 anos o W.A.S.P. continua a empolgar. Guitarras saturadas, bonitas melodias, solos cheios de feeling e, obviamente, a voz marcante de seu folclórico vocalista são as características que estão espalhadas pelas nove canções. O Hard Metal já tão tradicional e que faz a festa entre o público está, em várias faixas, ainda mais emocionante que nos dois "The Neon God".

A primeira metade do álbum é perfeita. A distorção esporrenta de "Mercy", "Long, Long Way To Go" e "The Burning Man" estão ao lado de canções com aquela sensação de inconformismo tão dolorido presentes em "Take Me Up" (com um belo e simples riff 'levanta-defunto') e na poderosa balada "Heaven's Hung In Black", com seus mais de sete minutos, já praticamente valem a pena a aquisição do CD.

A partir daí o nível cai um pouco - mas só um pouco. Por exemplo, dá para questionar a inclusão de outra versão para a já mencionada "Heaven's Hung In Black", agora bem mais curta e menos chocante. E para que repetir uma canção e excluir os covers para "Burn" (Deep Purple) e "Fortunate Son" (Creedence Clearwater Revival), incluídos originalmente no repertório? Uma pena.

De qualquer forma, o W.A.S.P. é uma destas poucas bandas que executam um rock n'roll pesado e praticamente atemporal. É meio calcado nos anos 70 e fortemente enraizado na década seguinte, mas não soa ultrapassado. Dá para contar nos dedos os grupos que conseguem esta proeza.

"Dominator" não será um clássico na extensa discografia desta lenda 'made in USA', mas tem consistência e inspiração de sobra, e confesso que não consigo tirá-lo de meu aparelho.

Detalhe aos fãs: "Dominator" está previsto para ter sua versão brasileira nos próximos meses. É só aguardar!

Formação:
Blackie Lawless - voz e guitarra
Doug Blair - guitarra
Mike Duda - baixo
Mike Dupke - bateria

W.A.S.P. - Dominator
(2007 / Demolition Records - importado)

01. Mercy
02. Long, Long Way To Go
03. Take Me Up
04. The Burning Man
05. Heaven's Hung In Black
06. Heaven's Blessed
07. Teacher
08. Heaven's Hung In Black (Reprise)
09. Deal With The Devil

Homepage: www.waspnation.com

Nota: 08


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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