Resenha - Farsotstider - Thyrfing
Por Maurício Dehò
Postado em 01 de fevereiro de 2007
O Thyrfing é uma banda sueca que já está no mercado do viking metal desde 1995, e que lançou o seu debut auto-intitulado, em 1998. "Farsotstider", o quinto álbum, lançado em 2005, mas com previsão de sair este ano no Brasil, pela Hellion Records, mostra que depois deste tempo todo na estrada, o grupo segue numa crescente e mostra um som bem maduro.

Ao contrário de álbuns anteriores, e aí inclui-se o último, "Vansinnesvisor" (2002), os músicos seguem uma linha mais direta ao invés do predomínio dos teclados, que sempre pareceram dar a direção das músicas. Agora, o instrumento, a cargo de Peter Löf , fica mais ao fundo. Não deixando de ter importância, passou se encarregar do clima "viking" do trabalho. Aliás, o nome escolhido há 12 anos está presente em contos e mitos da mitologia escandinava e refere-se a "uma lâmina amaldiçoada".
A primeira faixa das oito (são pouco mais de 42 minutos do play) já mostra isso. "Far Åt Helvete" começa num ritmo cadenciado e entra logo na guerra do Thyrfing, destacado pelo vocal de Thomas Väänänen (vale falar do belo jogo de vozes que encerra a faixa). Os riffs de Patrik Lindgren e Henrik Svegsjö também são parte fundamental. Bem executados, dão um certo poder às músicas graças à mistura de simplicidade e uma boa produção, por Henrik Edenhed e pelos próprios, que soube casar bem todas as partes.
Apesar do caráter nórdico, o Thyrfing tem um som bem puxado para o black metal, com as dissonâncias e "urros" bem característicos, como na segunda faixa, "Jag Spår Fördärv". Aliás como é simples de notar, tudo vai na língua de origem da banda, tornando realmente impossível entender alguma coisa – se você for das pessoas que se importa bem mais com o som, como este que aqui escreve, vai acabar deixando isso de lado.
Depois, é a vez da faixa-título, mostrando que as composições também evoluíram, ficando mais claras, coesas. Nela, os teclados voltam a aparecer com mais força, mas sempre se atendo a criar um fundo. Já "Host" vem com uma introdução no violão e uma linha de guitarra solando durante quase toda a canção e é uma das melhores. Outra combinação usada, durante os refrões, com um bom efeito é a mistura de vozes sujas e limpas, um efeito bem desesperado de Thomas Väänänen.
O álbum segue ainda com "Själavrak", com um vocal à la Abbath (IMMORTAL), "Elddagjämning", com um "dedilhado" legal na guitarra e "Baldersbålet" que não faz muito a não ser manter o padrão do álbum.
Para fechar bem, "Tiden Läker Intet" tem quase oito minutos de um som bem sinfônico, tornando-se um destaque no conjunto. As mudanças de ritmo, que acontecem nas outras músicas, são mais acentuadas, com trechos rápidos, outros cadenciados e até na volta dos violões.
No fim, "Farsotstider" é um CD bom para quem curte o estilo e, para quem já conhecia a banda, foi um passo a mais numa evolução. No entanto, apesar de serem boas, as composições não têm muito de inovadoras, como se nota em bandas como o Turisas, que faz uso de diversos instrumentos, pouco comuns no metal, para criar toda essa "magia viking". Ainda assim, vale dar uma escutada e ver se agrada!
Track list:
1 - Far åt helvete
2 - Jag spår fördärv
3 - Farsotstider
4 - Höst
5 - Själavrak
6 - Elddagjämning
7 - Baldersbålet
8 - Tiden läker intet
Formação:
Thomas Väänänen - vocal
Patrik Lindgren - guitarra
Henrik Svegsjö - guitarra
Kimmy Sjölund - baixo
Peter Löf – teclados/sintetizadores
Joakim Kristensson - bateria
Lançamento previsto pela Hellion Records
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