Resenha - With Oden On Our Side - Amon Amarth
Por Thiago El Cid Cardim
Postado em 04 de dezembro de 2006
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quem me conhece sabe que, apesar de estar por dentro das diversas vertentes do metal extremo (por conta da curiosidade e também por exigências do trabalho), nunca fui dos maiores fãs do estilo em suas diferentes vertentes, com algumas honrosas exceções – já que ouço muito mais a escola do power metal germânico e as bandas do chamado "metal melódico", aquele que caminha quase de mãos dadas com o hard rock. Mesmo assim, diversos amigos do meio sempre insistiram para que eu conhecesse um pouco mais a respeito do trabalho dos suecos do Amon Amarth. Sempre me garantiram que eu iria gostar muito do som, que cairia como uma luva no tipo de porradaria que eu curto. Assim sendo, quando o novo CD "With Oden On Our Side" caiu nas minhas mãos, resolvi buscar algum material antigo dos sujeitos para ter embasamento ao escutar a nova bolacha. E já me surpreendi, muito positivamente. Mas ao colocar "WOOOS" para rodar, tudo que pensei foi: "por que diabos eu não ouvi esta banda antes?".

Herdeiros do clássico death metal escandinavo protagonizado especialmente por nomes como Entombed e Dismember, os cinco músicos do Amon Amarth são contemporâneos de nomes como In Flames e Dark Tranquility – mas acabaram desenvolvendo uma sonoridade muito própria e diferenciada, e que fica ainda mais clara neste novo disco. O som é agressivo e poderoso, justificando o nome do grupo – tradução para "Montanha da Perdição" no idioma élfico (sindarin) criado por J. R. R. Tolkien na trilogia "O Senhor dos Anéis" – que acabei descrevendo a um amigo como "as tropas do apocalipse cavalgando montanha abaixo com espadas em riste e as tochas acesas, gritando frases de combate em uníssono para assustar o pobre vilarejo prestes a ser atacado".
No entanto, o Amon Amarth não perde a veia melódica, criando um rótulo estranho adotado pela imprensa especializada, um certo "death metal melódico". Rótulos à parte, tudo que você precisa saber é que o Amon Amarth é épico e grandioso, mas sem frescuras. Continua sendo extremo e violento, daqueles para ouvir em volume máximo e encher o saco dos vizinhos. O vocal é gutural, mas perfeitamente compreensível. E a produção é limpa, impecável, permitindo a audição de todos os instrumentos sem problemas. Uma mistura perfeita, um equilíbrio ideal que me pegou de primeira.
Assim como em seus trabalhos anteriores, em "WOOOS" o Amon Amarth retoma a temática dos vikings e as sagas heróicas da mitologia nórdica, abrindo com a paulada "Valhall Awaits Me", cujo refrão irresistível para bater cabeça mostra a visão intimista de um combatente orgulhoso em batalha, espada em mãos, com o escudo destruído e prestes a encontrar seu destino final. Já em "Hermod's Ride To Hel - Lokes Treachery Part 1", o vocalista Johan Hegg assume ares de um "quase narrador" ao contar, por meio de diálogos, a saga de Hermod, filho de Odin e mensageiro dos deuses, ao reino de Hel, a deusa da morte e soberana do submundo, em busca da alma de Balder – o adorado deus da luz, da pureza e da beleza.
O destaque para as letras ganha seu ápice em "Runes To My Memory", a melhor passagem do álbum, uma canção intensa e emocionante a respeito dos últimos minutos de um guerreiro morto nas areias de uma praia desconhecida ao defender o seu barco, atacado de surpresa. E é claro que não poderia faltar "Asator", ode ao deus mais conhecido do panteão nórdico: Thor, o deus do trovão. Ao ver as fotos de divulgação do frontman Hegg, tudo que se pensa é que, definitivamente, aquela deve ser a voz do portador do martelo Mjolnir.
Uma grata surpresa e que, no finalzinho do ano, chegou a tempo de entrar na minha lista dos melhores de 2006.
Line-up:
Johan Hegg – Vocal
Johan Söderberg – Guitarra
Oli Miikonen - Guitarra
Ted Lundström – Baixo
Fredrik Andersson – Bateria
Tracklist:
1. Valhall Awaits Me
2. Runes To My Memory
3. Asator
4. Hermod's Ride To Hel - Lokes Treachery Part 1
5. Gods Of War Arise
6. With Oden On Our Side
7. Cry Of The Black Birds
8. Under The Northern Star
9. Prediction Of Warfare
Gravadora:
Metal Blade Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Tony Iommi é condecorado membro da Ordem do Império Britânico
Após sair do I Am Morbid, Pete Sandoval anuncia que David Vincent deixa o Terrorizer
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
O maior álbum feito em Los Angeles de acordo com Robert Plant e The Doors
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
"Metallica e Bruce Springsteen são 'música de caminhoneiro'", diz Liam Gallagher
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
Black Sabbath tentou compor disco nos anos 2000, mas não rolou
De onde vem a "Lanterna dos Afogados", título de clássico dos Paralamas do Sucesso?
O dia que Ney Matogrosso e Caetano constrangeram Renato Russo na casa de Regina Casé
A banda grunge que nunca saiu dos ouvidos de Jimmy Page do Led Zeppelin

Amon Amarth e King Diamond virão ao Bangers Open Air? Site mexicano diz que sim
Amon Amarth disponibiliza mais uma música nova, "Eight Legs of Thunder"
De Europe a Entombed, 15 das melhores bandas da Suécia, de acordo com a Metal Hammer
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



