Resenha - Memorial - Moonspell

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Por Ben Ami Scopinho
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Doze anos, sete álbuns e dois EPs fizeram do Moonspell o conjunto português que mais cresce no planeta. Após três anos longe dos estúdios, a banda volta com seu mais novo trabalho, "Memorial", um disco hostil, ainda mais obscuro e brutal que seu antecessor. Sua sonoridade se aproxima, sob vários aspectos, dos conjuntos de metal extremo, com sugestões de Black Metal ainda mais evidentes e, somadas à linha gótica que sempre permeou suas músicas, acabou por gerar um registro totalmente opressivo e moderno.

Outros pontos consideráveis para o resultado final agressivo são as vocalizações de Fernando Ribeiro, que optou por reduzir em muito suas famosas linhas melódicas e agora praticamente ruge de forma crua como os cantores de Death Metal. Os teclados estão atuais e são fundamentais para o forte clima gótico, mas estão longe de serem dominantes, em primeiro plano estão as guitarras, cujos riffs contínuos orientam realmente as canções por aqui.

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Com uma introdução e dois interlúdios bem encaixados – que podem parecer supérfluos para alguns – o melhor fica mesmo para "Finisterra", que causa impacto imediato pela brutalidade e ótimas guitarras, além de "Memento Mori", que continua de forma obscura e maligna e com a melhor atuação do vocalista no álbum. "Luna" interrompe o ritmo distorcido, sendo uma típica balada gótica onde Fernando assume as vozes limpas, que são divididas por bonitas harmonias vocais femininas. Mas a calmaria dura pouco, pois a longa "Best Forgotten" é um épico tumultuoso, com um peso absurdo e que fecha o disco com um clima infernal.

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Impossível não citar a excelente produção de Waldemar Sorychta, companheiro de longa data e que já havia trabalhado em "Wolfheart" (95), "Irreligious" (96) e "Sin/Pecado" (98). Em "Memorial" ainda assumiu o contrabaixo e com certeza muito da sinergia e densidade de suas canções são de sua responsabilidade.

Saca aqueles discos que soam ainda melhores a cada audição? Pois é... Pode não ser tão versátil, mas "Memorial" se distingue tanto quanto o excelente "Irreligious" (96) em termos de elegância nas composições. Será um choque àqueles que preferem o Moonspell melancólico e melódico, mas indispensável aos xiitas que acham que estes portugueses somente acertaram no brutal debut "Wolfheart" (95).

Formação:
Fernando Ribeiro - Voz
Pedro Paixao - Guitarra e Teclados
Ricardo Amorim - Guitarra e Teclados
Mike Gaspar - Bateria
Waldemar Sorychta - Baixo em estúdio

Moonspell – Memorial
(2006 – SPV Records / Hellion Records – nacional)

01. In Memoriam
02. Finisterra
03. Memento Mori
04. Sons Of Earth
05. Blood Tells
06. Upon The Blood Of Men
07. At The Image Of Pain
08. Sanguine
09. Proliferation
10. Once It Was Ours!
11. Mare Nostrum
12. Luna
13. Best Forgotten

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Homepage: www.moonspell.com


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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