Resenha - Transcendental - Imago Mortis

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Por Rafael Carnovale
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Depois de contarem a saga de um ser humano à beira da morte (contagiando pela doença VIDA) no CD "VIDA: A Play Of Change", e excursionarem por todo o Brasil divulgando este CD (lançado em 2002) eis que o quinteto carioca Imago Mortis finalmente lança seu "Transcendental". Há pelo menos dois anos a banda preparava este CD, e o desafio era grande, já que seu antecessor foi um trabalho experimental e conceitual dentro da filosofia doom metal que o conjunto investe. Será que com este trabalho a banda transcendeu seus próprios limites e conseguiu se superar musicalmente?

Logo nos primeiros segundos de "Hall Of Souls" podemos ver que tal comparação antes de tudo é improcedente, pois estamos diante de um CD diferente de "VIDA": menos doom e mais metal, mais riffs, mais densidade no peso e um vocal fortemente influenciado por Messiah (ex-Candlemass). O peso e o andamento cadenciado continuam firmes em "Across The Desert", para dar lugar a uma atmosfera mais doom em "Undrying Tears" (os teclados estão muito bem inseridos). Chama a atenção o cuidado no uso dos riffs e as diferentes vocalizações de Alex Voorhees, bem mais emotivas do que em seus trabalhos anteriores.

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Se este novo CD não é uma obra conceitual (os temas giram em torno da natureza do ser humano e de suas variações como ser pensante e racional), o mesmo é bem diversificado do ponto de vista musical: momentos mais suaves como "Searching For A Touch Of Divinity" e a balada voz/piano "A Sweet Lullaby" contrastam com a pegada gótica de "Into The Void" (algo de Sisters Of Mercy), o metal mais tradicional de "Kali-Yuga" e a diversidade musical de "Sangue E Dor" (letra interessantíssima, levada alternando metal/doom/black e o melhor momento do CD). O ouvinte precisará de mais de uma conferida para que o trabalho seja assimilado por completo. Quem espera pelo tradicional doom metal pode se deliciar com "Sea Of Uncertainty" e com os nove minutos da faixa título (com grandes vocalizações de Alex).

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Digo sem medo que os caras lançaram seu melhor CD, mesmo apostando em vários estilos, já que conseguiram manter uma linha condutora, guiada pelas guitarras e vocal. Vale para quem curte heavy metal e para quem já acompanha a trajetória desta boa banda carioca. E que não levem mais quatro anos para lançar outro CD ok?

Formação:
Alex Voorhees – Vocal
Rafael Bianzeno – Guitarras
Dennis Pombo – Guitarras
Bruno Coe – Baixo
Andre Delacroix – Bateria

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Faixas:
Hall Of Souls
Across The Desert
Udrying Tears
Searching For A Touch Of Divinity
Into The Void
Kali Yuga
Sangue E Dor
A Sweet Lullaby
Sea Of Uncertainty
Lovepath
Transcendental
Bring Out Your Head

2006 – Die Hard - NACIONAL

Site Oficial: http://www.imagomortis.com.br




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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