Resenha - Clouds Taken By The Wind - Scud
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 24 de julho de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Scud vem do Piauí e está na ativa desde 1991, conseguindo boa repercussão com a liberação de duas demos e um compacto. Contando atualmente com Marcelo Alelaf (voz e guitarra), Fawster Teles (baixo) e Fábio Nasc (bateria), este pessoal causa ótima impressão com o lançamento independente de seu primeiro álbum, que leva o bonito nome "Clouds Taken By The Wind".

Primeiramente, é preciso frisar que o conjunto é extremamente organizado, fornecendo um material promocional que apresenta tudo o que é necessário para a imprensa pesquisar. Também tiveram muito cuidado com o trabalho gráfico do CD que, mesmo simples, é eficiente e atrai a atenção, e todo este esmero é estendido naturalmente às músicas, cuja timbragem dos instrumentos e gravação no Stúdio Perfil, em Parnaíba (PI), ficaram espetaculares.
Musicalmente, este power trio está muito maduro e faz algo até mesmo singular. Para situar o leitor, pode-se dizer que as composições de "Clouds Taken By The Wind" trazem algo da famosa agressão do Thrash Metal, mas o Scud procura ir além, pois tudo aqui soa mais moderno e cadenciado. Mesmo com um peso que nunca é deixado de lado, a sonoridade é de fácil assimilação, ficando a certeza de que durante as apresentações tais músicas funcionarão muito bem.
O conjunto esbanja garra logo na sugestiva abertura "Guitar Machine", seguido por uma seqüência de grandes canções com riffs ganchudos e ótima seção rítmica. A coesão entre os músicos adquire contornos cada vez mais definidos com a inclusão de arranjos muito bem sacados como, por exemplo, nos efeitos de vozes em "Face To Face" e as incríveis guitarras de "I Don´t Know Why", que fecham este disco de forma marcante.
A demora e dificuldade em lançar seu debut compensaram. "Clouds Taken By The Wind" apenas reforça ainda mais o que todos já sabem: o nordeste está produzindo muitos conjuntos que transbordam potencial, e que estão se organizando como underground. É um cenário promissor que dará muito o que falar. Aos que estão à procura de boas bandas brasileiras: podem conferir o Scud tranquilamente, eles sabem o que querem e sabem como fazê-lo. Este disco mostra isso claramente.
Scud - Clouds Taken By The Wind
(2006 – independente – nacional)
01. Guitar Machine (intro)
02. Face To Face
03. Seeing Is Believing
04. Neither Priest Nor Demon
05. Silence
06. Me?
07. Illusion Camouflage
08. The Tree
09. Shut Eyes
10. Every Day
11. I Don´t Know Why
Homepage: www.scudband.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
Angra - Rafael Bittencourt e Edu Falaschi selam a paz em encontro
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O guitarrista brasileiro que recusou convite de Chris Cornell para integrar sua banda
Edu Falaschi comenta reconciliação com Rafael Bittencourt; "Gratidão eterna"
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
A melhor música de rock e metal nacional para cada ano de 1958 a 2025
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
"Look Outside Your Window", álbum "perdido" do Slipknot, será lançado em abril
O álbum execrado que você não pode ouvir mexendo no celular, segundo Regis Tadeu
"O Guns N' Roses não é mais banda que o Barão Vermelho", disse Frejat em 1991
A decadência física e mental de Raul Seixas a partir de 1984, segundo Sylvio Passos


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



