Resenha - Storm - Theatre of Tragedy
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 04 de junho de 2006
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O norueguês Theatre Of Tragedy foi um dos primeiros conjuntos bem sucedidos por fazer uso de vozes masculinas guturais se contrapondo com linhas vocais femininas angelicais. Mas com o passar dos anos a banda foi fazendo muitas experimentações em sua música, e o que começou como metal doom e gótico foi adquirindo contornos cada vez mais eletrônicos e pop, e a partir daí começaram os problemas: desprezo por parte de fãs mais radicais, crítica malhando seus discos e trocas de músicos, sendo que a maior perda foi Liv Kristine, que deixou a banda em 2003.
Theatre Of Tragedy - Mais Novidades
Então já dá para imaginar a expectativa em torno de "Storm", seu sexto álbum de estúdio, principalmente por ser a estréia da cantora Nell Sigland (The Crest). De qualquer modo, estes quatro anos afastados dos estúdios permitiram que seus músicos refletissem tranquilamente sobre o caminho musical a ser seguido, e o resultado, se por um lado não traz nada que inove o estilo, por outro mostra que a banda se afastou um pouco da faceta eletrônica de seus últimos discos, soando mais pesada e gótica.
Nell tem uma voz realmente encantadora e sua performance está incrível, sua inclusão no Theatre Of Tragedy foi mais do que bem sucedida. Já quanto a Raymond, este se caracteriza pela frieza imposta por vocalizações repletas de efeitos eletrônicos, com resultados razoáveis. Na parte instrumental, Lorentz se sobressai pelo total controle de sintetizadores e muitos pianos belíssimos em canções que ainda mantém resquícios de elementos eletrônicos e pop, mas cuja presença não ofusca o termo "metal", pois há muitos riffs simples, mas que aparecem bastante pela distorção utilizada.
Merece destaque principalmente a faixa-título, bastante gótica, pesada e com uma grande interpretação de Nell, além de "Ashes And Dreams", outro bom momento entre as variações vocais femininas e masculinas sombrias, permeadas por orquestrações bem encaixadas. Mas as melhores faixas que são as cantadas inteiramente por Nell, sua voz límpida é brilhante em, por exemplo, "Fade", bonita balada orientada pelo piano.
Em suma, "Storm" nada mais é do que apenas um álbum decente. Está a anos-luz da esperada volta às raízes góticas e doom, mas também está longe dos delírios eletrônicos de "Musique" e "Assembly". O Theatre Of Tragedy mostra que ainda tem algum fôlego para tentar recuperar a reputação adquirida como uma das precursoras do metal gótico. Quanto ao futuro...
Formação:
Nell Sigland - voz
Raymond I. Rohonyi - voz
Frank Claussen - guitarra
Vegard K. Thorsen - guitarra
Lorentz Aspen - teclados
Hein Frode Hansen - bateria
Theatre of Tragedy – Storm
(2006 / AFM Records – Rock Brigade Records)
01. Storm
02. Silence
03. Ashes And Dreams
04. Voices
05. Fade
06. Begin & End
07. Senseless
08. Exile
09. Disintegration
10. Debris
Homepage: www.theatreoftragedy.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
A melhor época do U2, de acordo com o guitarrista The Edge
O vocalista que entrou em uma banda clássica no pior momento possível para o heavy metal
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
Os cinco maiores compositores de todos os tempos para Roger Waters
O melhor disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock
"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
Vocalista do Queensryche reconhece que maioria dos fãs só gosta dos primeiros discos
Schmier (Destruction) critica falta de identidade visual no metal contemporâneo
Gene Simmons diz que quem não gosta dos EUA deve voltar para "o lugar de onde veio"
O controvertido álbum dos anos setenta que Roger Waters colocou entre seus cinco favoritos
O maior cantor de rock na opinião de Paul McCartney e Bruce Springsteen
O hino clássico do Metallica que fala abertamente sobre vício em drogas
Os guitarristas que para Angus Young fazem os melhores solos do rock com menos de três notas
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth


Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


