Resenha - Stand By The D.A.N.C.E. - Forgotten Boys
Por Rodolfo Zavati
Postado em 08 de abril de 2006
Já consagrados no underground após anos de estrada e ótimos álbuns, os paulistanos do Forgotten Boys parecem destinados a atingir um sucesso ainda maior com o lançamento de "Stand By The D.A.N.C.E.". O quarteto - formado por Gustavo Riviera (vocal e guitarra), Chuck Hipolitho (vocal, guitarra), Flávio Cavichioli (bateria) e Zé Mazzei (baixo) - não tem o mínimo pudor em ligar os amplificadores no volume máximo, contar até três e mandar ver num Rock N’ Roll nervoso e enérgico, que certamente vai cair nas graças de quem curte bandas diversas como Ramones, The Stooges, Kiss, Rolling Stones, Motörhead, Backyard Babies, The Hellacopters e Guns N’ Roses.

O álbum começa bem agitado com a faixa-título e com a seguinte, "All You See" (cantada por Chuck), ambas com ótimas referências punks. "Get Load" e "Watching Over You" seguem a linha do rock dançante. "Não Vou Ficar" é a primeira faixa gravada em português pela banda. Valeu pela intenção ao experimentar, mas definitivamente o Forgotten Boys deve continuar compondo e gravando em inglês, pois esta faixa fica bem abaixo das outras cantadas na língua original do rock. "Different Taste" é uma balada bem viajante com um ótimo solo. "Hey Hey Hey" é mais uma faixa vibrante, que se destaca pelos ótimos riffs, o que aliás é bem corriqueiro neste disco. "Blá Blá Blá" é uma versão em português de um antigo hit da banda, "You See Bad Luck". Comparando as duas versões, fica evidente que os caras se dão melhor em inglês. O álbum recupera o vigor com "Falling Higher", com os vocais divididos por Gustavo e Chuck, dois ótimos vocalistas. "The Ballad Of", como o próprio nome já diz, é uma balada excelente - no melhor estilo Hellacopters - sendo talvez a melhor faixa do disco. Destaque para o ótimo solo, curto, mas muito eficiente. "5 Mentiras" é a última faixa na nossa língua, e assim como as outras duas, não empolga muito. O álbum fecha com "Just Done", que é música de trabalho do disco e deve ser responsável por levar o nome do Forgotten Boys até uma nova camada de fãs. Com um refrão que gruda na cabeça, "Just Done" com certeza se tornará um ‘hit’. Ainda temos uma faixa multimídia com um vídeo da mesma, tratando-se de um clipe simples, porém muito bem produzido.
Resultado final: um álbum perfeito, certamente um dos melhores já gravados por uma banda brasileira, merecedor de uma nota 10 com louvor, embora as faixas em português não façam jus ao restante do material. Mas tudo bem, considerando que foi só um teste da banda.
Neste álbum, o Forgotten Boys deverá ter uma ótima promoção por parte da ST2, o que significa que seu som deverá ultrapassar o underground e atingir um público bem maior. O Forgotten Boys é o que há de melhor no rock brasileiro e eu não duvido que num futuro nada distante eles atinjam um patamar de grandes estrelas. Eles merecem!
FORMAÇÃO:
Gustavo Riviera (vocal/guitarra)
Chuck Hipolitho (vocal/guitarra)
Flávio Cavichioli (bateria)
Zé Mazzei (baixo)
TRACKLIST:
1. Stand by the Dance
2. All You See
3. Get Load
4. Não Vou Ficar
5. Watching Over You
6. Different Taste
7. Hey Hey Hey
8. Blá Blá Blá
9. On the Hillside
10. Falling Higher
11. Buy Buy Baby
12. The Ballad of
13. 5 Mentiras
14. Just Done
15. Just Done - Videoclipe
Outras resenhas de Stand By The D.A.N.C.E. - Forgotten Boys
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
Steve Lukather atualiza status de álbum com registros inéditos de Eddie Van Halen
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Bill Kelliher conta como recebeu a notícia da morte de Brent Hinds
Baixista fala sobre sonoridade do próximo álbum de estúdio do Savatage
Aos 78 anos, Brian Johnson considera mais divertido se apresentar com o AC/DC atualmente
Echo and the Bunnymen anuncia primeiro álbum em 12 anos
O riff marcante que Slash considera o mais pesado de todos os tempos
A única música do Black Sabbath a contar com vocais de Tony Iommi jamais foi tocada ao vivo
As 51 músicas que o Iron Maiden nunca tocou ao vivo por ordem de lançamento

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



