Resenha - Hot Fuss - Killers

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Por Paulo Finatto Jr.
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A banda de Las Vegas (EUA), The Killers, é uma das novas sensações do rock atual. Praticando uma linha indie rock, Brandon Flowers (vocal e teclado), Dave Keuning (guitarra), Mark Stoermer (baixo) e Ronnie Vannucci (bateria) lançaram recentemente o seu primeiro disco, "Hot Fuss". Disco que já emplacou alguns sucessos não só nos Estados Unidos, mas em quase toda a Europa e inclusive aqui no Brasil.

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Diferentes das bandas que deixam se influenciar pelo rock setentista basicamente, o The Killers traz diversos acentos da música dos anos oitenta. O teclado que a banda insere em seu som é característico da época, seja pela sua linha melódica como pelo seu timbre. Apesar disso, a banda faz um som menos experimental que muitos outros nomes do indie, porém muito mais destinado a um público de massas. Música com um quê de comercial, mas nunca deixando de lado a fidelidade de princípios e a música alternativa de qualidade, o que é essencial para o sucesso dos caras.

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Ao todo são onze composições, a maioria com andamentos mais animados (para fazer sucesso mesmo). Contudo, a banda também explora um lado mais atmosférico e melancólico do rock. Se você está buscando peso, sugiro um outro grupo. São poucos os momentos em que o The Killers investe em riffs pesados.

O álbum abre já com a ótima "Jenny Was a Friend of Mine", faixa que deixa claro as melodias anos oitenta (guitarra e teclado). Uma das melhores composições, assim como a já bem sucedida "Mr. Brightside", que andou aparecendo nos últimos tempos na MTV brasileira. Composição mais animada que a anterior, Brandon Flowers mostra que a sua voz funciona perfeitamente para o estilo da sua banda, dando certa dramaticidade para o instrumental. "Somebody Told Me", outro destaque das programações de rádio e de programas de videoclipes, mistura as características dessas duas músicas anteriormente citadas. Nessa o The Killers acertou em cheio: andamento mais melancólico e um refrão bem animado. "All These Things that I’ve Done" é outro destaque, a mais cadenciada do material e igualmente bacana. "On Top", puramente 80’ deve ser um divisor de águas no trabalho dos americanos, assim como a única composição "pesada" deles, "Indie Rock and Roll". Aqui há os extremos do The Killers, a primeira é de fácil apelo ‘pop’, já a segunda, apesar de uma balada, tem as guitarras mais próximas do hard rock. Como eu disse no início da resenha, um CD para agradar uma amostragem populacional, explorando todas as influências possíveis. Fechando o material, "Midnight Show", outra composição animada.

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"Hot Fuss" é uma boa opção para amantes de rock and roll, sem preconceitos a novas tendências musicais. Apesar de soar um pouco alternativo, o The Killers está caindo na graça do grande público consumidor de rock. Se você não gostar do disco por inteiro, certamente alguma coisa você vai encontrar aqui com a sua cara. E isso é realmente uma qualidade de poucos, logo no seu primeiro CD...

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Site oficial: www.thekillersmusic.com

Line-up:
Brandon Flowers (vocal/teclado);
Dave Keuning (guitarra);
Mark Stoermer (baixo);
Ronnie Vannucci (bateria).

Track-list:
01. Jenny Was a Friend of Mine
02. Mr. Brightside
03. Smile Like You Mean It
04. Somebody Told Me
05. All These Things that I’ve Done
06. Andy, You’re a Star
07. On Top
08. Indie Rock and Roll
09. Believe Me Natalie
10. Midnight Show
11. Everything Will Be Alright

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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