Resenha - Violet - Birthday Massacre

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 2

O rótulo "new metal" talvez seja o mais abrangente da música atual. Sob ele se escondem julgamentos precipitados, uma pretensa atitude "true", má vontade de fãs "conservadores" e, como em qualquer estilo, grupos com muito e também com pouco talento.

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Os canadenses do Birthday Massacre, que chegam ao mercado brasileiro badalados como a nova revelação do gothic rock, infelizmente se enquadram na segunda opção. Ouvindo "Violet", seu debut lançado originalmente em setembro de 2004, percebe-se que o som do grupo nada mais é do que uma colcha de retalhos pop abrangendo os últimos vinte anos.

A vocalista Chibi soa como Siouxie, as guitarras abusam das afinações mais baixas tão comuns nas bandas americanas, o visual dos caras mescla o figurino glitter setentista com referências emo atuais. Já o som, que é o que importa, joga em um mesmo caldeirão influências como Evanescence, Rammstein, Gathering e Theatre Of Tragedy, e o resultado final não foge muito daquilo que você está pensando: uma música insossa, sem identidade e repetitiva na maior parte do tempo.

"Lovers End" abre o álbum e se revela longa demais. "Horrorshow", "Video Kid" e "Nevermind" tentam emular aquela batida eletrônica que o Rammstein uniu com grande talento à distorção, mas o resultado final não agrada. Com muita boa vontade, só a faixa título se salva no álbum, o que, convenhamos, é muito pouco para uma banda que chegou com tanta badalação.

Um lançamento bem sem sentido da Hellion Records. Tudo bem que é preciso manter a cabeça aberta a novos sons, mas o mínimo que se espera é ouvir algo de qualidade, e o que o Birthday Massacre apresenta fica muito longe disso.

Decepcionante.

Faixas:

1. Prologue
2. Lovers End
3. Happy Birthday
4. Horrorshow
5. Violet
6. Red
7. Play Dead
8. Blue
9. Video Kid
10. The Dream
11. Black
12. Holiday
13. Nevermind


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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