Resenha - Greenhouze - Greenhouze

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Por Ricardo
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Greenhouze é uma das mais novas sensações européias, e não é pra menos. Seu estilo misturando AOR, melodic rock, new age com toques de modernidade, cativa e emociona. Assim como o Pride of Lions, o projeto é composto de dois integrantes: Solli (vocais) e Lars Levin (guitarra, teclado e backing vocais). A banda de apoio dos dois também dá um show à parte.

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Não há realmente muito o que falar dos rapazes ainda, por terem aparecido a pouco tempo, mas esse pouco tempo já está produzindo um álbum que certamente será bastante procurado agora e se tornará referência do estilo daqui a alguns anos.

É realmente impressionante que um material como este esteja sendo lançado somente agora. O projeto foi fundado em 1995, e ao longo dos anos, o guitarrista foi acumulando idéias e tentando encontrar o parceiro ideal de banda com uma voz forte e marcante para interpretar as canções. O vocal também contribuiu com algumas letras.

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Solli lembra muito em aspectos vocais o vocalista John Waite, egresso da superbanda Bad English, formada por membros do Journey no final dos anos 80. O estilo musical da dupla também parece bastante influenciado por Foreigner, Bad English, Journey e outros dos anos 80. Basicamente se trata de rock melódico com produção moderna e alguns toques modernos. O som também carrega um pouco do estilo do Kansas e algumas incursões no New Age.

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Destaques no disco? Difícil tarefa, uma vez que todas as músicas são excelentes. Dos big bangs, "The Point" certamente é uma, não por ser a faixa de abertura, mas por sua melodia belíssima e seu efeito de fundo de onda de mar que dá uma certa paz de espírito, além de seu andamento marcante, emocionante e os belíssimos riffs e solos de Levin. A balada "Waterline" também é um grande destaque. "Remember" também é outra balada que merece destaque, digna de um tema cinematográfico. "Train Song" tem um clima na medida, riffs e solos de precisão cirúrgica e linhas vocais excelentes, sem falar na orquestração. "Rain" com certeza merece ser o single do disco. A belíssima e excelente instrumental "Snow on the Roof" tem ares de Kansas, e acerta em cheio, com passagens memoráveis e um trabalho primoroso de Levin.

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As outras seis faixas do disco só não foram destacadas por possuírem elementos semelhantes às faixas acima, mas nenhuma delas é ruim. O disco todo parece funcionar como uma única e grande canção.

Posso afirmar sem sombra de dúvida que é um disco que todos deveriam ouvir, mesmo aqueles que não são muito apegados ao rock melódico irão escutar este trabalho primoroso e se impressionar com a qualidade musical.

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