Resenha - Another Voice - Agnostic Front

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Por Nelson Endebo
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Eis que o redivivo Agnostic Front lança um disco à altura de sua grandeza frente os fiéis do mais puro veneno hardcore. Desde que voltaram à ativa, há cerca de oito anos atrás, lançaram discos com tendências muito mais punk rock do que o hardcore violento do qual se tornaram patronos. Se Something's Gotta Give (98), Riot, Riot, Upstart (99) e o fraco Dead Yuppies (2001) não vieram a acrescentar nada à história do conjunto que, ao lado de bandas clássicas como Cro-Mags e Murphy's Law, simplesmente cunhou o som e o termo New York Hardcore, ao menos serviram de aperitivo para a aula que é Another Voice.

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O nome do novo disco remete ao álbum mais metalizado do Agnostic Front, One Voice, o último antes da separação, em 1992. A ligação, no entanto, rompe essas raias e faz de Another Voice irmão de corpo e alma; são, talvez, os melhores álbuns que já fizeram. Tudo no disco exala hardcore: a capa é hardcore, a duração do disco (28 minutos!) é hardcore, o discurso é hardcore e, pasme, o release é hardcore, cheio daquele misto de malícia das ruas com ódio calculado contra o sistema. Roger Miret, velho guerreiro do underground, é destaque absoluto aqui. Seus vocais estão carregados de rancor e a performance é vigorosa como um tornado na pista. A produção ficou a cargo do arroz de festa Jamey Jasta, do Hatebreed, banda que, a rigor, tem no Agnostic Front muito mais do que um exemplo a se seguir. As duas bandas, inclusive, estarão tocando no Brasil em muito breve.

Quem não pogar em pedradas como "Still Here", "Pride, Faith, Respect" (título mais sintomático, impossível), "Dedication" e a auto-explicativa "Hardcore! (The Definition)", é porque está morto ou virou chatonildo emocore. Para os saudosistas da boa época da incipiente cena dos clássicos Victim In Pain e Cause For Alarm, nada resta aqui. O que se tem é uma banda fazendo hardcore novo à moda antiga. Sem choradeira, muito pelo contrário. Há de se fazer as honrarias ao Agnostic Front. De selo e formação novos (o batera Steve Gallo é um animal), continuam na linha de frente daquilo que ajudaram a edificar, com suor, não cimento.


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Sobre Nelson Endebo

Estudante de Comunicação Social na Puc-Rio, cheirou dúzias de carreiras de Música e hoje é completamente debilitado por causa disso. Tem um corte no córtex por causa do Mr. Bungle, mas acredita que isso seja legal. Doutrinado no bom e velho Metal (ainda chora ouvindo o grande Venom), aprendeu a ouvir Jazz e Samba na marra. É responsável pela coluna Nós do Noise e colabora com o site Bacana e a revista Valhalla. Sua máxima é: "quanto mais você sabe, mais você sabe que pouco sabe". Traduzindo, gosta de aprender e de ensinar. Espera poder somar algo à família Whiplash a partir de 3, 2, 1 segundo!

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