Resenha - Another Voice - Agnostic Front
Por Nelson Endebo
Postado em 07 de julho de 2005
Eis que o redivivo Agnostic Front lança um disco à altura de sua grandeza frente os fiéis do mais puro veneno hardcore. Desde que voltaram à ativa, há cerca de oito anos atrás, lançaram discos com tendências muito mais punk rock do que o hardcore violento do qual se tornaram patronos. Se Something’s Gotta Give (98), Riot, Riot, Upstart (99) e o fraco Dead Yuppies (2001) não vieram a acrescentar nada à história do conjunto que, ao lado de bandas clássicas como Cro-Mags e Murphy’s Law, simplesmente cunhou o som e o termo New York Hardcore, ao menos serviram de aperitivo para a aula que é Another Voice.

O nome do novo disco remete ao álbum mais metalizado do Agnostic Front, One Voice, o último antes da separação, em 1992. A ligação, no entanto, rompe essas raias e faz de Another Voice irmão de corpo e alma; são, talvez, os melhores álbuns que já fizeram. Tudo no disco exala hardcore: a capa é hardcore, a duração do disco (28 minutos!) é hardcore, o discurso é hardcore e, pasme, o release é hardcore, cheio daquele misto de malícia das ruas com ódio calculado contra o sistema. Roger Miret, velho guerreiro do underground, é destaque absoluto aqui. Seus vocais estão carregados de rancor e a performance é vigorosa como um tornado na pista. A produção ficou a cargo do arroz de festa Jamey Jasta, do Hatebreed, banda que, a rigor, tem no Agnostic Front muito mais do que um exemplo a se seguir. As duas bandas, inclusive, estarão tocando no Brasil em muito breve.
Quem não pogar em pedradas como "Still Here", "Pride, Faith, Respect" (título mais sintomático, impossível), "Dedication" e a auto-explicativa "Hardcore! (The Definition)", é porque está morto ou virou chatonildo emocore. Para os saudosistas da boa época da incipiente cena dos clássicos Victim In Pain e Cause For Alarm, nada resta aqui. O que se tem é uma banda fazendo hardcore novo à moda antiga. Sem choradeira, muito pelo contrário. Há de se fazer as honrarias ao Agnostic Front. De selo e formação novos (o batera Steve Gallo é um animal), continuam na linha de frente daquilo que ajudaram a edificar, com suor, não cimento.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
Por que o Pink Floyd recusou proposta de US$ 250 milhões por reunião?
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Rodox sugere que deve voltar com Rodolfo (ex-Raimundos) e fãs vão a loucura nas redes
A música do Aerosmith que Steven Tyler ouviu e achou que era de outra banda
O clássico do thrash metal que fez Prika Amaral, da Nervosa, querer tocar guitarra
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 2000 a 2025
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O álbum do Megadeth que parecia ser do Metallica, até que um fã enquadrou Mustaine
A frase esotérica deturpada por Raul Seixas que ele fez todo mundo cantar
O hit do Queen que tem linha de baixo "tungada" e está quase batendo 2 bilhões no Spotify


Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis



