Resenha - Demo 2001 - Chiaroscuro
Por Thiago Sarkis
Postado em 21 de dezembro de 2001
Ian Dorsch (Vocais, Guitarras, Teclados & Programação)
Jeff Moses (Vocais & Teclados)
Richard Chambliss (Guitarras)
Cliff Chambliss (Baixo)
Julian MacDonough (Bateria)
Já se passaram dois anos, mas parece que foi ontem o lançamento do espetacular debute do Chiaroscuro. O eco do primeiro álbum se deve ao tom inovador e original nele presente. "Brilliant Pools Of Darkness" mostrou uma nova cara do metal progressivo, sem perder a qualidade, com elementos de new metal, hip hop, gótico, etc. No entanto, desde então, o grupo passou por diversas mudanças em sua formação e dificuldades para se ajustar. A "Demo 2001" traz o Chiaroscuro de volta a cena, tão bom quanto antes, e de contrato com a Intromental Management.

"Drift", a mais curta entre as três faixas presentes, é bem direta nos pesados riffs de guitarra e cresce absurdamente com belíssimas linhas de teclado. Os vocais levam melodias bem pegajosas, mas poderiam soar melhor com um pouco mais de técnica e acertos aqui e ali.
"Fireflies" ampara qualquer expectativa proveniente do debute e comprova a habilidade dos músicos do Chiaroscuro. Tem a cara da banda, com climas carregados, temas fortes, marcantes. Uma música com algumas características do novo Dream Theater, que será visto em "Six Degrees Of Inner Turbulence".
"The Lonely Place" é a melhor entre as novas composições. Possui tudo e mais um pouco daquilo que encheu os olhos de críticos de todo o mundo, quando do surgimento de Ian Dorsch & cia. Boas quebradas, elementos inusitados, diferentes tipos de vocalizações, entre outros destaques.
O Chiaroscuro tem tudo para seguir o caminho de mais um disco inesquecível. Só precisa corrigir detalhes nos vocais e não se enrolar nos obstáculos criados por seus próprios membros.
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