Resenha - Resto - Reação em Cadeia
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 03 de fevereiro de 2005
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após a surpresa e sucesso obtido com o lançamento do seu primeiro disco, em 2004 a banda gaúcha Reação em Cadeia estava lançando seu segundo álbum, "Resto". Jonathan Corrêa (vocal e guitarra), Daniel Jeffman (guitarra), Márcio Abreu (baixo) e Nico Ventre (bateria) – a mesma formação de outrora – se mantiveram nas mesmas raízes do rock/hard rock neste disco, também lançado pela gravadora de Porto Alegre (RS) Antídoto.

Com uma produção superior em relação ao seu primeiro lançamento, o Reação em Cadeia conseguiu trazer neste CD músicas mais pesadas, composições mais trabalhadas e arranjos mais fortes, nítido amadurecimento do quarteto. A banda que antes de lançar este disco gozou de muita popularidade no Rio Grande do Sul e outros estados, certamente alcançou aqui um nível de banda ‘mainstream’, o que é absolutamente cabível. Já as influências continuam as mesmas: um pouco de Pearl Jam, Creed, The Calling, etc. Porém o nível de agressividade aqui não vem de nenhuma destas bandas, certamente. Então, aquela já dita influência do hard/heavy metal é mais encontrada aqui em "Resto" do que no seu antecessor, "Neural". Já as letras do Reação continuam naquela mesma linha habitual; reflexivas, emotivas e muitíssimo bem boladas, funcionando como um diferencial no conjunto da obra dos gaúchos.
"Resto" abre com a interessante e destacável "Estou Melhor", uma forte composição, com uma cara puramente hard rock (muito peso evidentemente). Uma das minhas favoritas no disco, assim como "Voltar", que começando mais cadenciada vai aos poucos tomando forma e ganhando um pouco de peso. Sim, outra música que eu gosto muito. "Quase Amor" é uma balada forte, um pouco diferente das baladas presentes no primeiro álbum da banda. Por ser diferente ela acaba sendo interessante, pois dificilmente imaginei encontrar peso em uma composição deste tipo, tratando-se de Reação em Cadeia, é claro. Parece que a banda resolveu investir mais em arranjos pesados aqui, e por isso o meu agrado quanto ao álbum como um todo. "Segredo", "Sou Eu" e "Meu Medo" são uma prova disto. Outra faixa mais cadenciada, "Tanto Faz", é mais uma das minhas favoritas. Por fim, a composição mais pesada da banda, "Nunca me Deixe Só", com uma exagerada dose de agressividade e peso. A melhor do álbum, sem dúvida.
O destaque individual novamente neste disco acaba indo para Jonathan Corrêa, responsável por todas as composições e por uma ‘perfomance’ digna de muitos elogios, obviamente. A consolidação da carreira do Reação em Cadeia é fato, espero que a banda consiga alcançar um mercado maior, emplacando em todo o Brasil. Gás para isto o grupo possui, qualidades também. Não é à toa tudo o que eles já conseguiram até hoje, com pouco tempo de estrada. Ah, aqui ainda há uma música escondida, além de uma faixa interativa com vídeos e fotos para ver no computador.
Line-up:
Jonathan Corrêa (vocal/guitarra);
Daniel Jeffman (guitarra);
Márcio Abreu (baixo);
Nico Ventre (bateria).
Track-list:
01. Estou Melhor
02. Voltar
03. Quase Amor
04. Segredo
05. Sou Eu
06. Meu Medo
07. Ao Teu Lado
08. Tanto Faz
09. Pare de Mentir pra Mim
10. Nunca me Deixe Só
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Billy Gibbons explica continuidade do ZZ Top tendo apenas sua presença dos membros clássicos
42 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de setembro
Assista o primeiro show da Cretin Family (Ramones, Green Day, Rancid e Blink-182)
O disco que talvez seja a definição mais perfeita de "classic rock"
Tuomas Holopainen diz que refaria apenas uma letra em 30 anos de Nightwish
O disco do Rush que baixista do Napalm Death considera perfeito
O riff do Black Sabbath que Eddie Van Halen vivia pedindo para Tony Iommi tocar
A banda que Robert Plant definiu como "clinicamente morta" após ir a show deles
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
Por que Luís Mariutti foi barrado no show do Angra, segundo o próprio
Metal Hammer lista discos achincalhados que merecem uma segunda chance
O álbum do Led Zeppelin que Ozzy Osbourne considerava um dos grandes discos de metal
O hit do Led Zeppelin que Robert Plant acha ótimo: "Rock progressivo enlouquecido"
O maior cantor de rock de todos os tempos, segundo James Hetfield do Metallica
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão


