Resenha - Prophecy - Soulfly
Por Raphael Crespo
Postado em 19 de agosto de 2004
É praticamente impossível para um fã de Sepultura evitar uma certa nostalgia a cada novo lançamento do Soulfly, que tem como líder o vocalista/guitarrista Max Cavalera, co-fundador e voz, por 14 anos, da maior banda de heavy metal do Brasil em todos os tempos. Afastado dos ex-companheiros, inclusive do baterista Igor, seu irmão, Max procurou se distanciar fisicamente da ex-banda, mas, musicalmente, manteve uma linha parecida com o Roots, último álbum pelo Sepultura, em seus lançamentos com o Soulfly. O mais novo deles, o quarto, é Prophecy.
Soulfly - Mais Novidades
Talento indiscutível do som pesado, Max é polêmico, tem opiniões e atitudes controversas, mas, uma coisa não dá para negar: ele é a alma do Soulfly. Talvez por ser o dono da banda. Para o sucessor do álbum 3, o mais velho dos irmãos Cavalera decidiu trocar toda a banda e convocou Mark Rizzo, do Il Niño, para a guitarra; Joe Nunez, baterista do segundo álbum, Primitive; e dividiu o baixo entre Bobby Burns e David Ellefson, lendário baixista do Megadeth, que aparece em cinco faixas: Prophecy, Defeat U, Mars, I Believe e In the meantime.
Com músicos novos ou não, tudo no Soulfly gira em torno de Max. Uma das vozes mais poderosas do metal, ele é também um dos músicos mais inventivos do estilo e tem coragem por fugir dos rígidos padrões do hermético mundo metálico. Por isso, passa longe de ser uma unanimidade. Pelo contrário, é muito discutido.
Prophecy é mais uma viagem experimental de Max, que começou a ousar no Roots, ainda com o Sepultura, e vem misturando world music com metal desde Soufly o primeiro com sua atual banda. O álbum abre com a faixa-título, que está entre as mais pesadas e varia da levada pula-pula, primeiramente consagrada em Roots, ao puro thrash metal.
O experimentalismo é deixado de lado e a pancadaria come solta nas seguintes, Living sacrifice, Execution Style e Defeat U, músicas em que Max volta, com autoridade de ícone do estilo, ao bom e velho thrash metal. Mars vem na sequência e, igualmente pesada, já começa a dar um novo direcionamento, terminando em clima de reggae.
A pesadíssima I Believe é a faixa em que mais aparece o lado espiritual de Max Cavalera, assim como a seguinte Moses, que também é a mais experimental e tem uma levada reggae, devido à participação da banda sérvia Eyesburn.
Born Again Anarchist e Porrada trazem o lado mais hardcore de Max, sendo que a segunda, a única em português, com uma letra até certo ponto infantil, recheada de palavrões, tem uma introdução meio jazz/bossa nova e um final de samba, emoldurando a pancadaria.
Depois de In the meantime, ótimo cover do Helmet, o álbum termina com duas músicas lentas: a instrumental/batucada Soulfly IV e Wings, que tem um belo vocal feminino de Asha Rabouin, mas acaba com uma chata música de circo. Na versão digipack, Prophecy conta com seis faixas-bônus gravadas ao vivo, em 2001, entre elas Roots Bloody Roots e Spit, do Sepultura.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
O vocalista que entrou em uma banda clássica no pior momento possível para o heavy metal
Vocalista do Queensryche reconhece que maioria dos fãs só gosta dos primeiros discos
Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
A melhor época do U2, de acordo com o guitarrista The Edge
"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
Os cinco maiores compositores de todos os tempos para Roger Waters
O músico que Hetfield achava ser "muito" para o Metallica; "ele jamais se juntaria a nós"
O baterista do prog que Neil Peart achava estar acima dos outros; "tudo o que eu queria"
Sobre o que realmente fala o maior clássico do AC/DC
O controvertido álbum dos anos setenta que Roger Waters colocou entre seus cinco favoritos
Gene Simmons diz que quem não gosta dos EUA deve voltar para "o lugar de onde veio"
Quem foi o misterioso "Índio" que criou o som do Secos e Molhados?
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth

Para Max Cavalera, música deveria ser apreciada como um bom vinho
Max Cavalera revela a lição mais importante que aprendeu na vida
Primeiro disco do Soulfly traz doses de "desespero", segundo Max Cavalera
O disco clássico do Soulfly que Max Cavalera considera estranho
A música do Soulfly que "flerta" com o Tool, segundo Max Cavalera
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


