Resenha - As Próximas Horas Serão Muito Boas - Cachorro Grande

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Por Fernando De Santis
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Está a fim de escutar Rock n’ Roll dos bons, sem frescuras, com letras em português e seguindo aquela fórmula de guitarra, baixo, bateria, voz e piano? Se você respondeu "sim", prometo a vocês que as suas próximas horas serão muito boas, escutando o novo álbum da banda gaúcha, Cachorro Grande.

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Formado em 1999, por Beto Bruno (voz), Marcelo Gross (guitarra), Jerônimo Bocudo (baixo), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (piano), o Cachorro Grande está colocando no mercado seu segundo álbum, "As Próximas Horas Serão Muito Boas", que está sendo distribuído na revista "Outracoisa", edição número 5. Sem fazer questão de arrumar muitos rótulos, o Cachorro Grande faz simplesmente Rock n’ Roll, com influências de Kinks, Who, Beatles entre outros. Mas bah, tchê, vamos combinar... com influências assim, não tem como ser ruim, guri! Colocando o CD para rodar, já dá para perceber bem o estilão anos 60 que os integrantes carregam na bagagem. "Hey, Amigo" é um rockão empolgante, com o baixo fazendo aquelas bases típicas e marcantes, enquanto na romântica "As Coisas Que Quero Lhe Falar" e em "Você Pode Até Pegar" rola um som mais cadenciado, porém muito empolgante.

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"Tudo Por Você" é um dos pontos altos do disco: uma base de piano muito legal e backing vocals caprichados... não se surpreenda se seu pé começar a bater no ritmo da música de forma involuntária. "Olhar Pra Frente" tem momentos que o instrumental acaba lembrando um pouco The Doors, mas o mais interessante nessa faixa, é o vocal "displicente" de Beto Bruno no refrão. Com versos gritados dizendo, "Metade do bar quer me bater, e a outra metade quer me dar...", a faixa título, "As Próximas Horas Serão Muito Boas", é disparada a composição mais legal, por se tratar de um rock dançante, com piano ao fundo e um solo de Marcelo inspirado, emendado com um solo de saxofone que encaixou perfeitamente! A irreverência no som do Cachorro Grande rola direto, não existem cerimônias para soltar um palavrão aqui ou ali, como no final da faixa "Sem Problemas" ou quando inventam de fazer uma pausa de uns três minutos na última faixa, "Insatisfeito".

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Como prometi no início do review, com esse disco nas mãos, suas próximas horas serão muito boas. Uma banda que consegue resgatar o espírito de diversão do Rock n’ Roll, em 14 faixas, merece ser conhecida por todos, então não compre um, mas sim dois CDs: Guarde um para você e o outro dê para uma pessoa que você vai visitar e gostaria que tivesse também, boas horas de diversão!

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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