Resenha - Datsuns - Datsuns
Por Raphael Crespo
Postado em 01 de abril de 2004
Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.
O riff de guitarra é a essência do rock n' roll e uma banda com um bom e criativo guitarrista tem 90% do caminho andado para ser uma boa banda. Este é o caso do neozelandês The Datsuns, mais um dos vários com nomes começados por ''The'' - junto com The Hives, The Strokes, The White Stripes, The Vines, entre outros - que trazem neste início de milênio uma espécie de retomada do rock feito no final dos anos 60 e início dos anos 70.

No caso específico dos Datsuns, o som não se aproxima tanto do rock mais básico, ou, até mesmo, do punk rock, como acontece com as outras bandas citadas. Surgida na Nova Zelândia, em 1996, a banda faz uma espécie de hard rock um pouco mais elaborado que seus contemporâneos de sucesso nas paradas inglesas. O som tem guitarras mais limpas e com mais ênfase nos riffs e solos, numa mistura de influências que vão de AC/DC, da vizinha Austrália, e Led Zeppelin a Bad Company e The Who.
Os Datsuns já vinham fazendo sucesso na Inglaterra até conseguirem um contrato com a gravadora V2, a mesma de artistas como Stereophonics, The White Stripes, The Black Crowes e Moby. O primeiro álbum, The Datsuns, foi lançado em 2002 e sai por aqui agora, pela Sum Records. A energia contida nas composições é latente e a banda é considerada uma das mais empolgantes ao vivo no momento.
As guitarras de Christian Datsun e Phil Datsun ditam o ritmo, e a cozinha, formada pelo vocalista/baixista Dolf de Datsun e pelo baterista Matt Datsun, segura de forma brilhante a potência despejadas pelos dois integrantes das seis cordas. O vocal nervoso de Dolf e o riff de guitarra, o melhor do disco, faz de MF From Hell a música mais pesada, até mesmo com uns toques de heavy metal, sendo que o solo lembra muito o estilo de Slash, da época áurea do Guns n' Roses. A faixa é disparada a melhor do disco, que também tem como destaques a abertura, com Sittin' Pretty, In Love, que lembra Deep Purple em sua introdução, e Freeze Sucker, com mais um riff fantástico, para fechar o álbum com chave de ouro. Bela revelação.
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