Resenha - Permission To Land - Darkness

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Por Raphael Crespo
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Texto originalmente publicado no

JB Online e no Blog Reviews & Textos.

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No ano de 2002, mais precisamente em agosto, o desconhecido quarteto britânico The Darkness, composto por caras literalmente malucos e liderados pelo tresloucado vocalista Justin Hawkins, lançou o EP single I Believe in a Thing Called Love, pelo selo independente Must Destroy Music (nome mais apropriado impossível para o primeiro lançamento da banda). A música - um hard rock/metal com instrumental de ótima qualidade, porém com uma performance estranha e, em alguns momentos, irritante do vocalista - estourou nas rádios britânicas.

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Os shows concorridos começaram a surgir, em seguida um contrato com a major Atlantic e o lançamento, em agosto passado, de Permission to Land, que estreou direto no topo das paradas britânicas. Alguns meses depois, a banda começa a expandir suas fronteiras e ganhar espaço mundo afora, inclusive chegando ao Brasil com seu primeiro álbum. A fórmula não chega a ser das mais originais, mas vem dando certo.

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O que o The Darkness faz hoje não é muito diferente do que o Spinal Tap fez em meados dos anos 80. A diferença é que o novos astros britânicos formam uma banda de verdade, enquanto o outro surgiu como uma brincadeira, no hilário filme This is Spinal Tap, de Rob Reiner, que faz uma sátira às bandas de hard rock e heavy metal do final da década de 70. A brincadeira deu tão certo que a trilha sonora - com músicas próprias e tocadas pelo próprios atores, os comediantes norte-americanos Michael McKean, Christopher Guest e Harry Shearer - se tornou um clássico. A "banda" fez tanto sucesso que acabou se reunindo para uma turnê de verdade em 1992.

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Com pretensões de ser uma banda de verdade, mas trilhando o mesmo caminho do deboche aberto pelo Spinal Tap, o som feito pelo The Darkness é competente, e o escracho fica por conta do visual e das letras, além da performance do vocalista, que até tem uma boa voz, mas às vezes encaixa uns falsetes por gozação, o que acaba irritando um pouco. Se ele se preocupasse apenas em cantar, sem fazer gracinhas, o som da banda seria bem agradável, uma mistura de Alice Cooper, com Queen, Van Halen, Guns n' Roses, AC/DC e, no visual e atitude, Spinal Tap.

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O trampo de guitarras é ótimo, feito pelo vocalista e seu irmão Dan, e a cozinha, formada pelo baixista Frankie Poullain e o baterista Ed Graham, é bem competente. As melhores músicas são aquelas em que Justin Hawkins não solta a franga e canta de verdade. Por isso, o grande destaque fica por conta de Love Is Only a Feeling. Mas, apesar de tentar, Hawkings não consegue estragar as faixas por completo e não deixa de ser divertido e gostoso ouvir sons como Get your hands off my woman, Growing on me e I believe in a thing called love. Bom, mas o que é o rock n' roll sem diversão?

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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

Mais matérias de Raphael Crespo no Whiplash.Net.

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