Resenha - Permission to Land - Darkness
Por Daniel Dutra
Postado em 10 de maio de 2004
Antes de mais nada, devo admitir que ouvi Permission to Land com os dois pés atrás e o motivo para tanto é simples: toda e qualquer banda que vira queridinha da grande mídia imediatamente ganha minha desconfiança. Não à toa, vide a onda que foi feita em torno de The Strokes e White Stripes, grupos ruins de doer. No entanto, toda regra tem mesmo sua exceção e o The Darkness, que teve até video clip no "Fantástico", da Rede Globo, é mais uma prova de que Nelson Rodrigues tinha razão.
Darkness - Mais Novidades
O CD de estréia do quarteto inglês só não é perfeito por causa dos excessos do vocalista Justin Hawkins, já que musicalmente é rock'n'roll da melhor qualidade do início ao fim. A excelente Black Shuck abre o trabalho matando a pau e reverenciando AC/DC. Primeiro bom sinal, que é seguido na ótima Givin' Up, que mostra outra influência além da banda australiana: Sweet. Além disso, o guitarrista Dan Hawkins mostra a que veio com um ótimo solo - o baixista Frankie Poullain e o batera Ed Graham completam a formação.
Aliás, mais um ponto para o The Darkness. Já disse uma vez e repito agora: Kurt Cobain está morto e bem enterrado, por isso não é mais vergonha saber tocar um instrumento e incluir solos nas músicas. E Dan faz isso muito bem, como na não menos ótima Love is Only Feeling, com violão, solo e temas de guitarra muito bem pensados. O lado mais visceral aparece ainda em Get Your Hands Off My Woman, Love on the Rocks With No Ice e Stuck in a Rut, mas há uma veia deliciosamente mais pop nas excelentes Growing on Me e Friday Night, em que Justin prova que tem uma voz muito boa e não precisa de tanta afetação.
Chegamos, então, ao único ponto negativo do álbum. Os momentos em que Justin dá pinta de que irá virar Tarja Turunen, a vocalista do Nightwish, são até pouco perto de alguns constrangedores. Em I Believe in a Thing Called Love, por exemplo, outra música muito boa - sim, ela mesma, que está até em novela da Globo - mas com uma escorregadela feia. O gritinho "guitar" antes do solo é o confirmação de que frescura tem limite. Uma pena, já que até na balada Holding My Own o The Darkness acertou.
Outras resenhas de Permission to Land - Darkness
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
Malcolm e Angus Young explicam por que o AC/DC não desistiu após morte de Bon Scott
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
Brent Hinds vivia "escapando da morte", segundo baterista do Mastodon
Ian Anderson (Jethro Tull) lembra de quando Joey Ramone lhe pediu autógrafo
Serious Black anuncia novo álbum de estúdio, "Keeper Of The Light"
Jimi Hendrix: De Seattle para a eternidade
Brian May escolhe os três maiores solos de guitarra de todos os tempos
Red Hot Chili Peppers: A opinião de John Frusciante sobre o "One Hot Minute"
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
A banda brasileira infiltrada entre hits do rock na trilha sonora do novo filme do He-Man



