Resenha - Permission to Land - Darkness
Por Gregor Scheer
Postado em 19 de janeiro de 2004
Justamente numa época em que o rock passava por um momento obscuro, com bandas com letras deprimentes e melodias densas e de pouco virtuosismo, eis que surge do nada uma banda que resgata o estilo hard rock consagrado na segunda metade dos anos 80 e no comeco dos 90, e que cairia no ostracismo de forma subta a ponto de cair no ridículo rótulo de estilo gay.
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A banda de que falo é o The Darkness, que em seu debut Permission to Land chega ao topo das paradas. O destaque da banda vai pros irmãos guitarristas Justin e Dan Hawkins. Com um vocal enérgico com um visual quase pra lá de andrógino, lembrando Jagger, Tyler, Mercury, se destacam cantando e revesando solos de guitarras. As letras possuem um clima que pouco lembra as bandas da moda.
O cd abre com um riff forte e marcante e refrão simples e cantado em coro único que manda o ouvinte pro passado lembrando dos tempos em que reinava o lema "sexo drogas e rock and roll", com um pouco de maquiagem, uma legítima farofa oitentista de primeira qualidade.
Logo em seguida em Get Your Hands Off My Woman mais um riff marcante mas dessa vez se livrando mais um pouco do comercialismo glam e partindo pra um som mais perto de Thin Lizzy, contendo um excelente solo de guitarra.
Growing on Me começa e os primeiros acordes mostram que a banda sabe fazer coisa longe dos riffs típicos, partindo de vez pra um estilo "setentista moderno". A música excelente possui dois bons solos de guitarra que não fogem à ideia do riff principal.
Mais uma vez abrindo a música com um riff (depois querem que não comparem ao AC/DC) I Believe in a Thing Called Love possui uma levada empolgante, letra simples, refrão fácil de se gravar na memória e letra simples voltando a lembrar o som feito por Poison, Def Leppard e Cia. Logo em seguida uma balada de excelente qualidade como Love is Only a Felling faz você pensar que uma balada pode ser escutada com prazer sem necessariamente estar apaixonado.
A seguir mais um riff marcante anuncia uma música animada com refrão fácil e mais solos de guitarras que não fogem à melodia principal, essa é Givin' Up, que dá certeza do estilo adotado pela banda que não passa de rock com base na animacão glam mas sempre buscando algo a mais no hard setentista de Thin Lizzy, Aerosmith, etc.
Em Stuck in a Rut começa a dar as caras uma banda com mais criatividade buscando a não auto-repetição com um refrão em que Justin Hawkins leva seu vocal ao extremo.
Teclado, riff e melodia pouco agressiva levam a música Friday Night a lembrar muito o som dos Rolling Stones, coisa que não se vê em Love By the Rocks With no Ice que é um hard de riff e refrão agressivos solos longos se comparados aos que até então a banda vinha apresentando, mostrando um ecletismo dentro do estilo que eles se propuseram a fazer.
Holding My Own é uma balada melancólica que vem a ser o único ponto baixo do cd, pois é uma cópia de Love is Only a Feeling. E assim acaba o cd que mostra uma banda criativa, animada, com bons músicos e com boas guitarras na medida certa pra um bom disco de Hard.
Depois de ouvir o cd nos resta a esperança de outra bandas voltarem a fazer rock de qualidade. Quem curte Hard Rock ou outras variações, não o metal, possivelmente vai curtir o cd, mas os metaleros devem passar longe.
Nota: 8,0
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