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Resenha - Dance of Death - Iron Maiden

Por
Postado em 16 de dezembro de 2003

Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.

Iron Maiden é aquela coisa, a gente sempre sabe o que esperar da banda. É como o Ramones e o AC/DC, que sempre fizeram o mesmo tipo de som, em todos os discos, mas que nunca deixaram seus fãs enjoados. Destaque negativo apenas para a capa. Horrível. De resto, Dance of Death é um disco maravilhoso.

Iron Maiden - Mais Novidades

Foto: Reprodução
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O que falar sobre o Iron Maiden que ainda não tenha sido comentado? O que dizer de uma banda que, depois 23 anos de carreira, lança seu 13º álbum de inéditas, Dance of death, e entra direto no topo de várias paradas de sucesso (não específicas de heavy metal) de todo o mundo, sendo 18º na Billboard, do complicado mercado 'rap-new metal' dos Estados Unidos? O que dizer de uma banda que faz o mesmo tipo de som há duas décadas, sem mudanças radicais no estilo, e ainda consegue carregar uma imensa legião de fãs fiéis? Só há uma coisa a se dizer sobre o Iron Maiden: é a maior banda de heavy metal de todos os tempos.

Quem conhece e gosta sabe sempre o que esperar dos novos lançamentos do Iron Maiden. E com Dance of Death não foi diferente. Numa coisa, porém, a 'Donzela de Ferro' pisou na bola, pois fez a pior capa de sua história. A tradição de capas com o mascote Eddie foi mantida - se fosse quebrada, os fãs entrariam em colapso - mas o monstrengo aparece no meio, vestido de 'morte' e com vários bonecos horríveis em volta, numa ilustração que parece ter sido feita por um aluno iniciante de um curso qualquer de programas de manipulação de imagem.

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O cenário lembra um pouco a sinistra festa frequentada por Tom Cruise no filme 'De olhos bem fechados', de Stanley Kubrick, tendência que se segue dentro do encarte, nas fotos dos integrantes, que são de um bom gosto bem maior que o da capa.

A rigor, a capa é o único ponto negativo de Dance of death, que não é o melhor trabalho do Iron Maiden, mas merece lugar de destaque na discografia da banda. Bruce Dickinson, que sempre foi um dos maiores vocalistas da história, está cantando como nunca e o jeito inconfundível de compor do baixista Steve Harris continua, como sempre, ditando o ritmo das músicas, reforçadas pela fantástica guitarra de Adrian Smith, que voltou para o grupo junto com Bruce antes do lançamento de Brave New World (2000), o álbum anterior. Os duelos de riffs e solos com Dave Murray e Janick Gers são emocionantes.

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O primeiro single é Wildest Dreams, que também abre o álbum. O estilo é o mesmo das faixas de abertura que a banda costuma fazer, com um andamento rápido e refrão marcante, e a música é ótima, mas não tem tanto peso quanto uma Aces high (Powerslave - 1984) ou Be quick or be dead (Fear of the dark - 1992), só para citar alguns exemplos.

Rainmaker, a segunda faixa, conta com ótimos solos de guitarra e, o que acaba sendo uma redundância, com uma excelente performance de Bruce Dickinson. No more lies e Montségur, que vêm na seqüência, são as duas melhores músicas do CD, sendo a segunda uma das mais pesadas, com um riff de introdução impressionante para os moldes do Iron Maiden.

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New frontier é a única música do álbum que não contou com a participação de Steve Harris. Composta pelo baterista Nicko McBrain, junto com Adrian Smith e Bruce Dickinson, a faixa tem uma levada bem interessante, pesada, com um excelente solo de guitarra e um refrão marcante, o que faz dela uma das melhores deste que é um grande álbum do Iron Maiden.

E para os que ficaram curiosos em relação ao desempenho da banda em algumas paradas de sucesso, aqui vão alguns números atuais: 1º lugar na Itália, Suécia, Finlândia, Grécia e República Tcheca; 2º lugar no Reino Unido, Alemanha, Suíça e Eslovênia; 3º na França, Espanha, Noruega, Polônia, Hungria, Argentina e Áustria; 4º no Japão, Portugal, Bélgica e Islândia; entre outros. Além, logicamente, do respeitável 18º na parada americana. Não é para qualquer um.

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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.
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