Resenha - Dance of Death - Iron Maiden
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 17 de setembro de 2003
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de três anos sem lançar nenhum material inédito de estúdio, mas em compensação, tendo lançado, além do duplo ao vivo "Rock in Rio" (em DVD também), a coletânea "Edward the Great", o DVD com todos os clipes ("Visions of the Beast") e um box trazendo raridades em versões ao vivo ("Eddie’s Archive"), o Iron Maiden voltou com força total em 2003 trazendo a todos o seu décimo terceiro álbum inédito, com o título de "Dance of Death".
Gravado em Londres no primeiro semestre deste ano, novamente sob a produção de Kevin Shirley, o disco apresenta como inovações muitas orquestrações, algo nunca feito antes – uma faixa totalmente acústica, além de todas as velhas características dos trabalhos do Maiden. Além de um encarte muito bem estruturado (apesar da capa que não é das melhores), o disco apresenta uma nova tecnologia – não podendo rodar em alguns aparelhos (a exemplo de alguns computadores), dificultando assim a sua cópia ilegal e gravação em MP3. O melhor modo para avaliar um disco do porte de "Dance of Death" é faixa por faixa, o que é feito:
01. Wildest Dreams (3:52, Smith/Harris): Típica música de abertura dos discos do Maiden (em exceção do "The X Factor"). Uma composição direta, não apresenta muitas variações, típico hard/heavy com um refrão empolgante, mas, pode ser um pouco chatinha para quem sempre gostou das longas e épicas faixas da Donzela. "Wildest Dreams" é o primeiro single, lançado em 01/09/03, já com clipe aparecendo na TV, Internet, etc.
02. Rainmaker (3:48, Murray/Harris/Dickinson): Esta música poderá pegar alguns fãs de surpresa, isso por ela se parecer um tanto com o que era feito na fase solo de Bruce Dickinson vide "Balls to Picasso". A música não chega a apresentar riffs muitos pesados, mas em compensação tem uma ótima melodia na voz de Bruce Dickinson. Mesmos sem muito peso, na hora de aparecer, as três guitarras se destacam durante o solo.
03. No More Lies (7:21, Harris): A primeira de tantas faixas com orquestrações. Uma bela composição de Steve Harris, começando cadenciada ao estilo que víamos no "The X Factor", mas encabeçando muito peso e uma ‘performance’ fenomenal de Bruce Dickinson. Música perfeita para os fãs presentes nos futuros shows da Donzela agitarem e cantarem junto. Agora, resta esperar se a banda conseguirá repetir a dose das orquestrações ao vivo...
04. Montségur (5:50, Gers/Harris/Dickinson): Nossa! Candidata a um dos hits do disco, pesadona, melodias fortes para a voz do Bruce. Épica, "Montségur" deverá agradar os fãs de "Powerslave" e "Seventh Son of a Seventh Son"; com refrão perfeito, aquela típica música para ir no show e ficar apenas observando a banda executar algo tão bem composto.
05. Dance of Death (8:36, Gers/Harris): A mais longa música do CD, com uma letra bem interessante. A música começa cadenciada. Demora cerca de três minutos até passar para a fase do peso mesmo, novamente com muitas orquestrações. Outra série candidata a melhor do disco, realmente uma linda composição – e que agradará todos que adoram "Alexander the Great", presente no disco "Somewhere in Time".
06. Gates of Tomorrow (5:12, Gers/Harris/Dickinson): Novamente uma inovação, em nenhum outro momento de sua carreira a banda havia investido em melodias mais próximas ao AC/DC e do rock 70’ em uma introdução como a desta música. Alguns poderão torcer o nariz no início, ainda mais ao ouvir algumas partes vocálicas dobradas (ou seja, duas vozes cantando ao mesmo tempo – ambas de Bruce Dickinson). Outra das minhas favoritas, a banda acertou em cheio quanto a inovações. Ah, possui um refrão encantador.
07. New Frontier (5:04, McBrain/Smith/Dickinson): Depois de quase vinte anos, Nicko McBrain pela primeira vez assina uma composição para o Maiden. "New Frontier" é outra típica faixa para a abertura do álbum, mas esta, um pouco mais longa. Sem muitas firulas e passagens técnicas, outra música que já começa puramente com peso e mantendo o pique até o final.
08. Paschendale (8:27, Smith/Harris): Outra forte candidata a hit, e mais uma longa e épica composição. Falando sobre alguma batalha francesa do século XIX, "Paschendale" apresenta diversas melodias e partes distintas com peso, teclado (sim, teclado), orquestrações e momentos cadenciados. Se esta não é a melhor de todas (pra mim é) será uma das preferidas de nove entre dez ‘maidenmaníacos’. Uma das poucas músicas que passa a quem escuta energia suficiente para se sentir dentro da estória lírica da mesma.
09. Face in the Sand (6:31, Smith/Harris/Dickinson): Começando à lá "Blood Brothers", "Face in the Sand" desfila novamente mais momentos orquestrados, bateria com pedal duplo (acredito que pela primeira vez em uma música do Iron aparecendo tão "abertamente") e muito peso tratando-se de riffs de guitarra. Digamos que uma composição um tanto quanto atmosférica tratando-se de Iron Maiden.
10. Age of Innocence (6:10, Murray/Harris): Começando cadenciada, "Age of Innocence" faz parte do recorde pessoal de Dave Murray, que pela primeira vez contribui em um disco com três composições. Esta música na hora em que o peso aparece, possui um refrão bem melodioso, mas os riffs e a levada dela são dignos para quem curte "bater uma cabeça" enquanto ouve uma música ao fundo. Para mim, uma música interessante e bem representativa desta nova fase da banda.
11. Journeyman (7:06, Smith/Harris/Dickinson): Pela primeira vez uma música sem guitarras elaborada pela banda. De novo, orquestrações ao longo da música. Inclusive, podemos comparar esta música um pouco com as baladas da fase solo de Bruce Dickinson, especialmente em uma bem parecida presente no seu disco "Accident of Birth" (a última do mesmo, "Arc of Space"). Bela composição, mas nunca deverá ser tocada durante a turnê Dance of Death 2003/04.
Este foi apenas um review faixa por faixa deste disco, que felizmente não consegue se resumir em palavras. Nada melhor que cada um que gosta deste ícone do heavy metal adquirir um e tirar suas próprias conclusões do que merece elogios ou críticas. Finalizando, quero deixar claro para todos que não é nada fácil ouvir um disco do Iron Maiden e fazer a sua resenha correspondente, ainda mais sendo lançamento e possuindo composições de tão alto gabarito.
Site oficial: www.ironmaiden.com
Line-up:
Bruce Dickinson (vocal);
Dave Murray (guitarra);
Adrian Smith (guitarra);
Janick Gers (guitarra);
Steve Harris (baixo);
Nicko McBrain (bateria).
Tempo total: 68:05
Outras resenhas de Dance of Death - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
Vocalista admite ter pedido demissão do Journey antes da atual turnê
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Angra e Shaman são muito famosos na Europa? Alírio Netto, que mora lá, responde
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Como o Iron Maiden, sem querer, mudou o black metal para sempre
A banda nova de metal que Bruno Valverde está ouvindo: "Eles são diferenciados"
Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Aos 82 anos, Keith Richards conta como dribla limitações para seguir tocando
Após quase 40 anos, Wacken Open Air acaba com tradição do festival: o lamaçal
Por que Julia Lage não faz backing vocals no Smith/Kotzen? Ela explica o motivo



Os melhores álbuns de metal de cada ano dos anos 2000, segundo a Loudwire
Blaze Bayley se apresentará no Eddfest, festival organizado pelo Iron Maiden
Rock and Roll Hall of Fame inclui Blaze Bayley entre os indicados pelo Iron Maiden
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder
Paul Di'Anno diz que Iron Maiden ficou pretensioso demais na fase de "Killers"
O "segredo sujo" do Iron Maiden: o que mudou na banda - e quase ninguém percebeu
10 bandas de heavy metal que lançaram discos autointitulados
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível


