Resenha - Dance Of Death - Iron Maiden
Por Ricardo Seelig
Postado em 27 de fevereiro de 2005
Certas bandas têm uma influência muito grande na minha vida. E, mais ainda, certos artistas têm uma influência muito grande na minha vida. Dois são os principais: Sir James Paul McCartney e Paul Bruce Dickinson. Do primeiro eu falo outro dia. Já o segundo vai ser hoje mesmo.
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Chega a ser impressionante o quanto o Iron Maiden depende do seu vocalista pra se manter vivo. E olha que eu nem vou comentar aqui os patéticos "X-Factor" e, principalmente, "Virtual XI", os dois álbuns gravados pelo bundão Blaze Bayley. Bruce gravou seis álbuns absolutamente fantásticos com o Maiden entre 82 e 88. "Number Of The Beast", "Piece Of Mind", "Powerslave", "Live After Death", "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of A Seventh Son" são discos obrigatórios não só para quem gosta de heavy metal, mas pra todo mundo que gosta de boa música. Esses seis discos moldaram todo o metal que veio depois (claro que com uma ajuda de algumas obras do Metallica e do Slayer, admito). "No Prayer For The Dying" e "Fear Of The Dark", os dois últimos discos com Bruce, são apenas medianos, apesar dos fãs do Maiden jamais admitirem isso (não por acaso, esses dois álbuns foram os primeiros sem Adrian Smith, talvez o maior guitarrista do metal moderno).
Bruce e Adrian voltaram ao Maiden no dia 10 de fevereiro de 1999. Em 29 de maio de 2000 saiu o disco da volta, "Brave New World", um dos meus favoritos. E agora, dia 9 de setembro de 2003 veio ao mundo "Dance Of Death". Apesar da capa horrível, o disco é de matar qualquer fã. Um clássico atrás do outro, todos instantâneos. "The Rainmaker", "No More Lies", "Dance Of Death", "New Frontier", "Pashendale", "Montsegur", "Face In The Sand", "Age Of Innocence", "Journeyman". E, só pra voltar lá pro começo deste tópico, todas com um vocalista que, definitivamente, não pode ter nascido neste mundo.
Bruce não canta. Bruce não compõe. Bruce não interpreta. Bruce não grita. Bruce Dickinson não é humano. Bruce é deus. O melhor vocalista de todos os tempos. O compositor de "Powerslave". O cara que mantém o Iron Maiden vivo, relevante, pulsante, pegando fogo mesmo após vinte e tantos anos na estrada.
Bruce Dickinson é o cara. Conheço ele desde os meus 14 anos. É um dos meus melhores amigos. O meu irmão mais velho. Se eu fosse vocalista, a minha maior influência.
Este texto não tem os pés no chão. Ele foi escrito com o volume no máximo e com o coração a mil. Ele foi escrito ao som do disco que coloca a maior banda de heavy metal do mundo novamente nos trilhos, pronta para conquistar uma novíssima geração de fãs ao mesmo tempo em que os mais antigos não conseguem tirar o sorriso do rosto. Ele foi escrito ao som de "Pashendale", uma das melhores músicas que esses caras já fizeram, e uma das melhores interpretações do carinha lá de cima.
Bruce Dickinson não é apenas um vocalista. Bruce Dickinson é o heavy metal em pessoa. Se o metal ainda existe, ajoelhem em frente a uma imagem sua, olhem para o céu e agradeçam a Deus, ou a quem quiserem, sua presença entre nós.
No más, era isso.
Ouvindo:
Iron Maiden, Pashendale.
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