Resenha - Van Halen - Van Halen

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Por Thiago Sarkis
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Jimi Hendrix fez da guitarra um instrumento mais amado e respeitado e colocou o mundo ao avesso com suas ‘invenções’. Após o surgimento de Hendrix, era previsível o aparecimento de novos músicos tentando seguir o mesmo caminho e/ou trazendo algumas inovações. O que não se esperava era o surgimento de mais um guitarrista que revolucionasse o mundo com um novo estilo, novos efeitos e técnicas ainda nos anos 70. Porém, o inesperado aconteceu. Menos de oito anos depois da morte de Jimi Hendrix, mais exatamente em 10 de fevereiro de 1978, entrava em cena Edward Van Halen (Guitarra) acompanhado por seu irmão Alex Van Halen (Bateria) e pelos companheiros Michael Anthony (Baixo) e David Lee Roth (Vocais) com o debute auto intitulado do Van Halen.
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O álbum começa com “Runnin’ With The Devil”, uma excelente música, que acaba servindo como um ‘aquecimento’ para a segunda faixa, “Eruption”, que se tornou a instrumental mais famosa da história do rock. Não é para menos. Eddie Van Halen inovou, usando e abusando de novas idéias e efeitos e popularizando uma técnica que até hoje muitos pensam ter sido criada por ele: o uso das duas mãos no braço da guitarra, o two hands, tapping, entre outros nomes que descrevem a técnica que Eddie usou e POPULARIZOU. Na verdade, violonistas clássicos já usavam disso na interpretação de algumas composições e outros guitarristas também, porém, nenhum deles havia inserido essa técnica de forma tão intensa e expressiva em uma música, como Eddie fez em Eruption e no decorrer de todo o primeiro álbum do Van Halen.

Depois da verdadeira “erupção” na segunda faixa, vem uma versão para “You Really Got Me”, escrita por Ray Davies (Kinks), mas que também se tornou sucesso depois de passar pelas mãos de Eddie & cia. Na sequência, as inesquecíveis “Ain’t Talkin’ ‘Bout Love” e “I’m The One”, que apresentam ao mundo um vocalista talentoso, que também influenciou toda uma geração com seu jeito de cantar, de se vestir e de atuar nos shows. E o espetáculo que é o debute do Van Halen não para por aí. “Jamie’s Cryin”, “Atomic Punk”, “Feel Your Love Tonight”, “Little Dreamer”, “Ice Cream Man” (escrita por John Brim) e “On Fire” mantém o ritmo das cinco primeiras faixas bombásticas. Aliás, “On Fire”, foi muito bem escolhida para finalizar essa obra de arte, pois, desde a “erupção”, o álbum segue “incendiando” com músicas criativas e bem compostas, que mostravam influências do passado aliadas a inovações que, até hoje, fazem o presente e dão o caminho para o futuro.

O álbum “Van Halen” é indicado a todas as pessoas. Fãs de pop, rock, heavy metal, jazz, blues, country, música clássica e todos os outros estilos, já que, neste álbum, nasce uma geração que constrói uma nova era, com pessoas influenciadas pela guitarra de Eddie, ou pelos backing vocals agudos de Michael Anthony ou então pelo modo de se vestir e cantar de David Lee Roth. Definitivamente, um álbum indispensável, que teve e ainda tem enorme importância no meio musical e também social.

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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