Resenha - Machine Head - Deep Purple

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Por Raul Branco
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O que torna um grupo de músicos tão especiais? O que faz de uma certa combinação de artistas a formação clássica de uma banda de rock? O que transforma um disco em um clássico? Por que ”Machine Head“ na Discografia Básica e por que Deep Purple de novo?
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Numa fase que começou com ”Fireball“, brilhou com ”In Rock" e ”Machine Head“ e, seguramente, até ”Made In Japan“, o Deep Purple produziu uma série de álbuns que o tirou do semi-anonimato e o colocou no panteão do rock. A formação dessa era de ouro, que trazia alguns componentes originais, era composta pelo líder e fundador John Lord (teclados), Ian Paice (bateria), Ian Gillan (vocais), Roger Glover (baixo) e o guitar hero Ritchie Blackmore, um dos maiores divulgadores do som da Stratocaster.

”Machine Head“ foi composto e gravado num período de apenas 15 dias (dezembro de 1971) em Montreux, Suíça, com os integrantes ainda chocados pelo incêndio do local onde Frank Zappa and the Mothers of Invention se apresentavam. Este fato deu origem ao maior hit desse disco, ”Smoke on the Water“, com seu inconfundível riff de guitarra. A letra conta toda história: sua chegada a Montreux com uma unidade móvel de gravação dos Rolling Stones, o incêndio que destruiu o cassino onde Frank Zappa se apresentava, a destruição causada pelo fogo, a procura de um novo local para gravarem, as condições do pequeno hotel escolhido, a acústica auxiliada com colchões empilhados... uma epopéia magistralmente narrada ao som de um grupo impecável.

O disco começava no lado A com ”Highway Star“, que teve seus verso modificados – para melhor – durante as gravações, a segunda música de ”Machine Head“ a alcançar as paradas. Em seguida, a intimista ”Maybe I’ a Leo“ e a – perdoem-me a comparação - wagneriana ”Pictures of Home“. O lado A fechava brilhantemente com ”Never Before“.

A guitarra Stratocaster de Blackmore rugia ainda mais alto no lado B, começando pela já citada ”Smoke on the Water“. Logo após, o ouvinte era brindado com uma viagem de mais de sete minutos em cima de um rock básico, com cara de Elvis Presley, intitulado ”Lazy“. Depois de uma pequena abertura de John Lord em seu Hammond, uma introdução instrumental perfazendo quatro minutos e vinte segundos, com destaque para o solo limpo e preciso de Blackmore, até a subida do tom e a entrada de Ian Gillan, reclamando ”You’re lazy, you just stay in bed...“

O disco terminava com ”Space Truckin“, uma música característica d Purple, que tranqüilamente poderia estar em qualquer antologia de rock. Nela o mais importante era a massa sonora que serve de base para a voz de Gillan e o único ponto do disco onde Paice arrisca um pequeno solo de bateria.

Respondidas todas as perguntas? Não? Então ouça ”Machine Head“ e descubra as repostas!

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